BBC Brasil
Uma reportagem publicada na edição desta semana da revista The Economist afirma que poucas vezes a reputação da Câmara dos Deputados do Brasil esteve tão em baixa. A assessoria do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) informou que ele só deve se manifestar sobre o caso na sexta-feira
Com o título de "Parlamento ou Chiqueiro?", a matéria sobre a eleição para a presidência da Câmara - vencida por Arlindo Chinaglia (PT) - diz que "a história vai julgar se ele vai conseguir restaurar a reputação da instituição".
O texto cita o resultado de uma pesquisa de opinião encomendada pela revista Veja na qual quase a metade dos entrevistados considerou os parlamentares mentirosos e dois em cada cinco disseram que a democracia estaria melhor sem o Congresso.
Segundo a revista, "parte do problema está na fragmentação da política brasileira", na qual há 21 partidos políticos representados no Congresso, "mas apenas sete deles têm presença nacional".
A matéria diz que mais de um quinto dos congressistas trocou de partido, "geralmente em retribuição de favores, alguns deles meia dúzia de vezes".
"A dificuldade de obter a maioria envolveu o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma sucessão de escândalos no mandato anterior", diz o texto. "Esses escândalos derrubaram muitos dos assessores mais próximos do presidente".
Segundo a revista, ainda assim "uma dúzia de apoiadores do governo" envolvidos em escândalos de corrupção continua no Congresso.
A Economist diz ainda que a resposta de Lula foi prometer uma reforma política, "mas isso é pedir para perus votarem a favor do Natal".
"É preciso ser um presidente mais determinado do que Lula para conduzir medidas impopulares por uma legislatura em que leis são aprovadas ou não ao sabor de interesses especiais, claques regionais e uma voracidade por mamata e clientelismo", diz a reportagem.
A revista afirma que Chinaglia venceu as eleições prometendo defender o Congresso e a democracia, mas que "a tarefa mais difícil é proteger a democracia brasileira de si mesma".
Uma reportagem publicada na edição desta semana da revista The Economist afirma que poucas vezes a reputação da Câmara dos Deputados do Brasil esteve tão em baixa. A assessoria do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) informou que ele só deve se manifestar sobre o caso na sexta-feira
Com o título de "Parlamento ou Chiqueiro?", a matéria sobre a eleição para a presidência da Câmara - vencida por Arlindo Chinaglia (PT) - diz que "a história vai julgar se ele vai conseguir restaurar a reputação da instituição".
O texto cita o resultado de uma pesquisa de opinião encomendada pela revista Veja na qual quase a metade dos entrevistados considerou os parlamentares mentirosos e dois em cada cinco disseram que a democracia estaria melhor sem o Congresso.
Segundo a revista, "parte do problema está na fragmentação da política brasileira", na qual há 21 partidos políticos representados no Congresso, "mas apenas sete deles têm presença nacional".
A matéria diz que mais de um quinto dos congressistas trocou de partido, "geralmente em retribuição de favores, alguns deles meia dúzia de vezes".
"A dificuldade de obter a maioria envolveu o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma sucessão de escândalos no mandato anterior", diz o texto. "Esses escândalos derrubaram muitos dos assessores mais próximos do presidente".
Segundo a revista, ainda assim "uma dúzia de apoiadores do governo" envolvidos em escândalos de corrupção continua no Congresso.
A Economist diz ainda que a resposta de Lula foi prometer uma reforma política, "mas isso é pedir para perus votarem a favor do Natal".
"É preciso ser um presidente mais determinado do que Lula para conduzir medidas impopulares por uma legislatura em que leis são aprovadas ou não ao sabor de interesses especiais, claques regionais e uma voracidade por mamata e clientelismo", diz a reportagem.
A revista afirma que Chinaglia venceu as eleições prometendo defender o Congresso e a democracia, mas que "a tarefa mais difícil é proteger a democracia brasileira de si mesma".
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Claro que se aguarda uma reação do distinto público que freqüenta o Congresso. A diferença é que a gente até já acostumou com o cheiro que emana dos recintos daquele imenso balcão de negócios, por isso, às vezes não estranhamos nenhum um pouco a pocilga. Porém, lá fora, no mundo civilizado, o que fazemos é um escândalo. Neste espaço quantas vezes se vezes se leu a indignação das palhaçadas que o congresso brasileiro apronta quase que diariamente ? Quantas vezes vozes se levantaram nos últimos seis meses, inclusive alguns parlamentares, para qualificar como a pior legislatura da história a que passou e só deixou vergonha atrás de si ? Quantas ? Como se pode então estranhar que lá fora nos vejam da maneira como a revista se referiu a nós ? Querem um exemplo do chiqueiro ? Quantos mensaleiros, vampiros, sanguessugas retornaram pela via do voto direto à Câmara de Deputados ? Portanto, o melhor que faríamos seria nos conscientizar do ridículo que cometemos, do quanto estamos ainda estamos atrasados e deficientes em relação ao primeiro mundo! Somente a partir do momento que pararmos de culpar os outros pelas nossa mazelas, e as encararmos com realismo e seriedade, poderemos recolher na imprensa mundial notícias mais agradáveis acerca do Brasil. Para evitar a crítica não basta indignação: tem de haver trabalho e ação para impedir que as causas que as originaram continuem a se repetir.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Claro que se aguarda uma reação do distinto público que freqüenta o Congresso. A diferença é que a gente até já acostumou com o cheiro que emana dos recintos daquele imenso balcão de negócios, por isso, às vezes não estranhamos nenhum um pouco a pocilga. Porém, lá fora, no mundo civilizado, o que fazemos é um escândalo. Neste espaço quantas vezes se vezes se leu a indignação das palhaçadas que o congresso brasileiro apronta quase que diariamente ? Quantas vezes vozes se levantaram nos últimos seis meses, inclusive alguns parlamentares, para qualificar como a pior legislatura da história a que passou e só deixou vergonha atrás de si ? Quantas ? Como se pode então estranhar que lá fora nos vejam da maneira como a revista se referiu a nós ? Querem um exemplo do chiqueiro ? Quantos mensaleiros, vampiros, sanguessugas retornaram pela via do voto direto à Câmara de Deputados ? Portanto, o melhor que faríamos seria nos conscientizar do ridículo que cometemos, do quanto estamos ainda estamos atrasados e deficientes em relação ao primeiro mundo! Somente a partir do momento que pararmos de culpar os outros pelas nossa mazelas, e as encararmos com realismo e seriedade, poderemos recolher na imprensa mundial notícias mais agradáveis acerca do Brasil. Para evitar a crítica não basta indignação: tem de haver trabalho e ação para impedir que as causas que as originaram continuem a se repetir.