por Valdivino Ferreira, Blog Diego Casagrande
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve estar rindo para as paredes, como diz o ditado norte mineiro. Empurrando a reforma ministerial para o final do carnaval [e de lá para frente sabe-se Deus para quando], vendo o Congresso entregue nas mãos de seus aliados mais fiéis – Arlindo Chinaglia [Câmara dos Deputados] e Renan Calheiros [Senado Federal], enquanto continua assistindo de camarote o desmantelo do PSDB e do PFL. As duas legendas de raro brilho nos fastos brasileiros dos últimos 25 anos, sempre aliadas, têm aproveitado mal a lição da derrota eleitoral de 2006. Brigas estéreis, oriundas de ciúmes regionais e do papel saliente que à Minas tem cabido desde a República Velha, tem estiolado o poder de fogo da oposição no Congresso Nacional. Queira Deus o resultado disso tudo não será o autoritarismo desbragado do presidente, que não cansa de concordar e elogiar a guinada populista dos nossos vizinhos andinos. Com efeito há que se lembrar dos erros da campanha tucana de 2006, mas precisa-se colocar na balança o real sentido da oposição, que é dar vez e voz à uma parte da população que discorda dos métodos empregados pelo governo na sua administração.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve estar rindo para as paredes, como diz o ditado norte mineiro. Empurrando a reforma ministerial para o final do carnaval [e de lá para frente sabe-se Deus para quando], vendo o Congresso entregue nas mãos de seus aliados mais fiéis – Arlindo Chinaglia [Câmara dos Deputados] e Renan Calheiros [Senado Federal], enquanto continua assistindo de camarote o desmantelo do PSDB e do PFL. As duas legendas de raro brilho nos fastos brasileiros dos últimos 25 anos, sempre aliadas, têm aproveitado mal a lição da derrota eleitoral de 2006. Brigas estéreis, oriundas de ciúmes regionais e do papel saliente que à Minas tem cabido desde a República Velha, tem estiolado o poder de fogo da oposição no Congresso Nacional. Queira Deus o resultado disso tudo não será o autoritarismo desbragado do presidente, que não cansa de concordar e elogiar a guinada populista dos nossos vizinhos andinos. Com efeito há que se lembrar dos erros da campanha tucana de 2006, mas precisa-se colocar na balança o real sentido da oposição, que é dar vez e voz à uma parte da população que discorda dos métodos empregados pelo governo na sua administração.
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Por outro lado, a oferta de preservativos nas escolas públicas, programadas pelo governo da união, está sendo amplamente aprovada pelos pais e pelos estudantes, conforme pesquisa apresentada na terça-feira (6 de fevereiro), pelo Ministério da Saúde e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). De acordo com a avaliação dos entrevistados pelos pesquisadores, a medida se tornou importante em face da disseminação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre os estudantes adolescentes. Segundo a pesquisa com pais, alunos e professores da rede pública em quatorze estados da federação, 89,5% dos alunos e 63% dos pais estão exultantes com a distribuição de camisinhas nas escolas públicas, fatia considerável do ensino que está contida na população de baixa renda e na classe média baixa – sendo que 5,1% dos estudantes e 12% dos pais, acham que a distribuição de camisinhas não é tarefa que esteja afeta às escolas. Entre o professorado, 6,7% reprovam tal ação governamental.
Por outro lado, a oferta de preservativos nas escolas públicas, programadas pelo governo da união, está sendo amplamente aprovada pelos pais e pelos estudantes, conforme pesquisa apresentada na terça-feira (6 de fevereiro), pelo Ministério da Saúde e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). De acordo com a avaliação dos entrevistados pelos pesquisadores, a medida se tornou importante em face da disseminação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre os estudantes adolescentes. Segundo a pesquisa com pais, alunos e professores da rede pública em quatorze estados da federação, 89,5% dos alunos e 63% dos pais estão exultantes com a distribuição de camisinhas nas escolas públicas, fatia considerável do ensino que está contida na população de baixa renda e na classe média baixa – sendo que 5,1% dos estudantes e 12% dos pais, acham que a distribuição de camisinhas não é tarefa que esteja afeta às escolas. Entre o professorado, 6,7% reprovam tal ação governamental.
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Já para o representante da Unesco no Brasil, Dr. Vincent Defourny, tais resultados mostram a extrema importância da cooperação entre o governo e a sociedade civil para o incremento de atitudes administrativas que incentivem mudanças substanciais de comportamento social. Disse ele: “A pesquisa indica que a comunidade reconhece o papel da escola como agente na busca de soluções para melhorar a qualidade de vida”, afirmou o eminente professor. Na parte quantitativa, no estudo foram entrevistados entre 2003 e 2006, 14.761 estudantes, 5.538 pais e 495 professores.
Já para o representante da Unesco no Brasil, Dr. Vincent Defourny, tais resultados mostram a extrema importância da cooperação entre o governo e a sociedade civil para o incremento de atitudes administrativas que incentivem mudanças substanciais de comportamento social. Disse ele: “A pesquisa indica que a comunidade reconhece o papel da escola como agente na busca de soluções para melhorar a qualidade de vida”, afirmou o eminente professor. Na parte quantitativa, no estudo foram entrevistados entre 2003 e 2006, 14.761 estudantes, 5.538 pais e 495 professores.
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Ao quantificar os resultados no levantamento, descobriu-se que 56% dos pais de alunos das escolas envolvidas no Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) – que se desenvolve desde 2003 através dos ministérios da Saúde e da Educação e pela ONU no Brasil – disseram ter intensificado a conversa com os filhos sobre assuntos sexuais, sobre a “AIDS”, gravidez e métodos contraceptivos. “Não há dúvidas de que os pais se tornaram grandes aliados da educação sexual e ficaram mais engajados”, disse a coordenadora da pesquisa, professora Lorena Bernadete, conforme veiculado pela página do jornal “O Liberal”.
Ao quantificar os resultados no levantamento, descobriu-se que 56% dos pais de alunos das escolas envolvidas no Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) – que se desenvolve desde 2003 através dos ministérios da Saúde e da Educação e pela ONU no Brasil – disseram ter intensificado a conversa com os filhos sobre assuntos sexuais, sobre a “AIDS”, gravidez e métodos contraceptivos. “Não há dúvidas de que os pais se tornaram grandes aliados da educação sexual e ficaram mais engajados”, disse a coordenadora da pesquisa, professora Lorena Bernadete, conforme veiculado pela página do jornal “O Liberal”.
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De fato, a educação sexual é necessária na grade curricular. Ensinar o ser humano sobre o seu caminho e o seu destino, é um dever sagrado da escola. A escola deve ser um local de ensino efetivo: preparar o conhecimento teórico aliado ao prático. Fico a imaginar as benesses dessa medida governamental. Todos nós já fomos adolescentes e sabemos do apetite sexual que acomete ao jovem nessa idade. Não se pensa em outra coisa a não ser em sexo. As indagações sobre a sexologia e a pornografia pululam das mentes juvenis, as vezes extravasada no linguajar chulo, sujo mesmo, que passam a adotar em seu dialeto diário. É necessário instrumentalizar a educação para que ela se torne de fato e de direito a ação possível de preparar o ser humano jovem para seus dias vindouros. No mundo globalizado a educação fez-se na principal ferramenta de ascensão social e de busca de dias melhores. Assim a gravidez precoce e a paternidade infanto-juvenil, além de perigosos descaminhos da saúde, torna-se em perigoso precipício social, impedindo o jovem de alçar vôos maiores e de buscar novos horizontes sociais.
De fato, a educação sexual é necessária na grade curricular. Ensinar o ser humano sobre o seu caminho e o seu destino, é um dever sagrado da escola. A escola deve ser um local de ensino efetivo: preparar o conhecimento teórico aliado ao prático. Fico a imaginar as benesses dessa medida governamental. Todos nós já fomos adolescentes e sabemos do apetite sexual que acomete ao jovem nessa idade. Não se pensa em outra coisa a não ser em sexo. As indagações sobre a sexologia e a pornografia pululam das mentes juvenis, as vezes extravasada no linguajar chulo, sujo mesmo, que passam a adotar em seu dialeto diário. É necessário instrumentalizar a educação para que ela se torne de fato e de direito a ação possível de preparar o ser humano jovem para seus dias vindouros. No mundo globalizado a educação fez-se na principal ferramenta de ascensão social e de busca de dias melhores. Assim a gravidez precoce e a paternidade infanto-juvenil, além de perigosos descaminhos da saúde, torna-se em perigoso precipício social, impedindo o jovem de alçar vôos maiores e de buscar novos horizontes sociais.
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Embora preocupante, creio não ser transformar os corredores dos prédios escolares em farmácias estilizadas, o principal meio de conter o fogo juvenil e de controlar a libido infantil. Há que se pensar na possibilidade dos taradinhos de plantão em usarem as facilidades para a aquisição do preservativo para rotineiras sessões de sexo nos banheiros escolares. Disposição é que não lhes faltam. Assistimos assim ao contar de uma piada e a confecção de um crime: a piada é esse PAC pra inglês ver, o crime é esse roubo da infância brasileira. Há que se estudar o problema na sua profundidade e sob diversos ângulos. Professores devem se aprofundar no assunto, dando pasto ao escaninho sociológico do problema e suas implicações na sociedade moderna. Enquanto isso, estamos vendo dia-a-dia, infelizmente, a discussão acerca do FUNDEB e o incremento da educação superior simplesmente serem relegadas a plano nenhum.
Embora preocupante, creio não ser transformar os corredores dos prédios escolares em farmácias estilizadas, o principal meio de conter o fogo juvenil e de controlar a libido infantil. Há que se pensar na possibilidade dos taradinhos de plantão em usarem as facilidades para a aquisição do preservativo para rotineiras sessões de sexo nos banheiros escolares. Disposição é que não lhes faltam. Assistimos assim ao contar de uma piada e a confecção de um crime: a piada é esse PAC pra inglês ver, o crime é esse roubo da infância brasileira. Há que se estudar o problema na sua profundidade e sob diversos ângulos. Professores devem se aprofundar no assunto, dando pasto ao escaninho sociológico do problema e suas implicações na sociedade moderna. Enquanto isso, estamos vendo dia-a-dia, infelizmente, a discussão acerca do FUNDEB e o incremento da educação superior simplesmente serem relegadas a plano nenhum.
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Enquanto o presidente distribui camisinhas aos estudantes e joga confetes pelos “PACs” da vida, o país se entrega ao bacanal do carnaval. Num país onde a pobreza campeia solta, relegar assuntos de interesse nacional para depois da festa momesca, é revoltante. Haja tesão para discutir política nesse país, haja saco para pensar educação nesses dias. Coitados dos professores nossos de cada dia.