sexta-feira, dezembro 14, 2012

Na 'Oscar Freire argentina', loja de luxo dará lugar a supermercado chinês


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Na famosa Avenida Alvear, o prédio da loja Escada será transformado em supermercado popular da família Lin

(AFP) 
Prédio da Escada na Avenida Alvear
 deve dar lugar a supermercado chinês 

A famosa Avenida Alvear – o equivalente em Buenos Aires à Rua Oscar Freire em São Paulo por suas lojas de luxo – já começa a se transformar na esteira dos efeitos da crise argentina. Depois que diversas marcas de alta costura, impossibilitadas de transferir seus lucros em dólar a suas matrizes, deixaram o país ao longo de 2012, os espaços vagos deverão ser ocupados por empresas bem menos luxuosas. O prédio da marca alemã Escada, por exemplo, será ocupado por uma rede de supermercados chinesa, segundo informações do jornal 'Clarín'. 

Em reportagem publicada nesta terça-feira, o jornal afirmou que a família Lin – dona de quatro supermercados na capital argentina – instalará sua quinta unidade no número 1 444 da Avenida Alvear, a poucos metros do Jockey Club portenho. O preço do aluguel, segundo o jornal, chega a 10 mil dólares. O valor é considerado alto pelos Lin, mas não os impediu de tentar negociar. Ainda que não tenham fechado negócio até o momento, os proprietários do prédio sabem que será difícil encontrar uma empresa disposta a pagar valor semelhante em um cenário de crise e falta de dólares no mercado.

O Clarín aponta que não há restrição legal que impeça a instalação do supermercado chinês no endereço de luxo. Mas, quem não está gostando nada da negociação é a vizinhança. A reportagem conversou com moradores que se mostraram contrários a carga e descarga constante de caixas de mantimentos nas calçadas da rua.

Enquanto o número de estabelecimentos chineses não para de aumentar em Buenos Aires, marcas como Escada, Calvin Klein, YSL, Kenzo e Louis Vuitton deixaram o país. Além do ambiente de crise e das medidas protecionistas aplicadas pelo governo, as marcas estrangeiras enfrentam dificuldade para repatriar seus lucros para suas matrizes porque a presidente Cristina Kirchner insiste em reter dólares no país. O problema afeta todas as empresas estrangeiras que estão na Argentina, inclusive as brasileiras. Segundo a coluna Radar On-line, a própria Ambev, que é dona da popularíssima Quilmes, não tem conseguido repatriar recursos.

No caso das companhias chinesas, a expansão ocorre porque, na maioria dos casos, são empreendimentos criados na Argentina por imigrantes que chegaram nas últimas décadas – e não multinacionais. Desta forma, não há obrigatoriedade de repatriação de lucro. Segundo a reportagem, a embaixada argentina, inclusive, tem dificultado a emissão de vistos para chineses desde que Cristina assumiu o poder.

****** COMENTANDO O NOTÍCIA:
O processo totalitário em pleno andamento na América do Sul pelas esquerdas é ambicioso demais para resultar exitoso no tempo e no espaço, uma vez que tenta sufocar um leque amplo demais de culturas e povos. Hoje, o movimento devidamente representado e institucionalizado na tal UNASUL e  se move em direção ao MERCOSUL a passos largos, tanto que o empecilho para que o grupo atingisse seus objetivos sórdidos, que era justamente o Paraguai, foi afastado do grupo num golpe infame. No vácuo entre o seu afastamento e sua reabilitação, que será a partir das eleições previstas para 2013, reparem com que velocidade já se admitiu a Venezuela, e Bolívia e Equador estão a um passo de terem ingressos aprovados, sem que o Paraguai tenha assegurado seu direito de veto. 

O que consola é que o processo, por ser ambicioso demais, até para os canalhas esquerdistas tão plenos em capacidade estratégica para sufocar seus povos,   tem prazo de validade não muito longo. A notícia ruim é que sua derrota não se fará sem dor. O continente ainda precisará sofrer penosas convulsões sociais para se livrar do jugo dos neosocialistas. 

O que está acontecendo com o povo argentino é prova que povo algum, ainda mais nos tempos modernos, aceita ser subjugado por regimes totalitários e, como sabemos, as esquerdas só conseguem impor seu ideário através da opressão. Não se imagine que o movimento recorra às armas. A revolução se faz por dentro do sistema democrático, com a degradação de costumes, idiotização dos sistemas educacionais, promiscuidade plena na administração pública,, destruição de valores, e subjugação das instituições.

Porém, demande o tempo que for, os oprimidos acabam soltando seu grito de liberdade. E engraçado: a proposta das esquerdas é uma verdadeira patetice: o que eles propõem é a troca da opressão dita de direta, reacionária, por outra sob novo codinome, trazendo em seu rótulo o feitiço que seduz o desavisado, mas que não passa de uma mera ilusão que hipnotiza, rouba a razão e adormece os espíritos em nome de uma pretensa "outra vida possível" mas que, desnudada, não passa daquilo que jamais deixou de ser: uma opressão, um totalitarismo mambembe, que conduz os povos sob seu jugo à miséria eterna.

Os povos latino-americanos já viveram e suportaram autoritarismos demais. E o que tal bolivarianismo propõe terá, certamente, seu dia de juízo final. 

Por conta do que estes caudilhos todos do terceiro milênio  segue um roteiro predeterminado: buscam respaldo primeiro nas camadas mais pobres da população. Porque são mais vulneráveis e dado o imenso grau de carências, se tornam mais afeitos ao discurso hipócrita deste tal "outro mundo possível". Depois, se utilizam dos instrumentos do Estado para comprar as consciências dando-lhes algumas moedas em troca da fidelidade política necessária para poderem avançar nas instituições e destruir-lhes as resistências. E é por aí que eles, uma vez conquistado o poder,  enveredam com uma guerra insana contra a imprensa independente e o Poder Judiciário, esteios consagrados a resistir aos golpes  desferidos contra os regimes democráticos. 

Observem atentamente e reparem que este esqueminha de cartilha é seguida com extrema disciplina na Venezuela, Bolívia, Argentina, Uruguai. No Brasil, por termos instituições mais resistentes e uma mídia independente muito forte e resistente ao canto de sereia, eles sabem que precisarão aprofundar sua mediocridade ao mais baixo degrau para impor seu regime apodrecido. O Paraguai resistiu o quanto pode, razão porque, mais fraco se comparado ao Brasil, foi golpeado pelo triunvirato Kirchner, Dilma e Chavez. 

Mas estejamos certos: um dia a máscara desta turma cai e todos serão jogados na lata do lixo da história. Não há bem que sempre dure, tampouco mal que um dia não se acabe.