sexta-feira, dezembro 14, 2012

Lobão aprova estudos sobre usina hidrelétrica com a Argentina

 Azelma Rodrigues 
Valor

BRASÍLIA - O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, baixou portaria aprovando estudo da Eletrobras sobre inventário hidrelétrico da bacia do rio Uruguai. O estudo refere-se ao trecho compartilhado entre o Brasil e a Argentina.

A argentina Emprendimientos Energéticos Binacionales SA (Ebisa) participou do levantamento.

Desde setembro de 2008 há um convênio de cooperação bilateral para colher dados para uma possível construção de usina hidrelétrica. Os termos do acordo estão no Tratado para o Aproveitamento dos Recursos Hídricos Compartilhados dos Trechos Limítrofes do Rio Uruguai e de seu afluente o Rio Pepiri-Guaçu.

Com a aprovação formal do MME, o governo brasileiro pode agora avaliar a situação e tomar providências, junto com o Ministerio de Planificación Federal, Inversión Publica y Servicios da Argentina, segundo a portaria publicada hoje no Diário Oficial da União.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Uma perguntinha enjoada: com a Argentina quebrada do jeito que está, de onde os hermanos tirarão os milhões de dólares necessários para co-participarem do empreendimento? Ou será, que mais uma vez, os otários brasileiros pagarão sozinhos a conta, para admitir os argentinos como sócios sem investirem um tostão? Ou será que o governo brasileiro esqueceu do calote do venezuelano Chavez na refinaria em Pernambuco? Ou o que a Bolívia, do companheiro Evo Morales. aprontou com o gás ? Ou o outro companheiro, o paraguaio Fernando Lugo, com a Usina de Itaipu? O fato comum em todas estas empreitadas é que o governo brasileiro bancou sozinho os investimentos e os riscos, e de todos Lula deixou que nos chutassem o traseiro.

E este nosso governinho tem a desfaçatez de estufar o peito e falar que defendem o interesse brasileiro!? Bah, papo furado!!!! É muita compulsão para bancarem o papel de bobos da corte no continente!!! 

Enquanto isso, o povo brasileiro continua afundado literalmente na merda de serviços públicos indecentes para os quais se alega falta de recursos. Não são recursos que faltam, é vergonha na cara dos governantes "gerentões" que inundam a administração pública há dez anos com incompetência, corrupção e negligência.