domingo, maio 27, 2007

ENQUANTO ISSO ...

Viagem de Beira-Mar ao Rio custou R$ 45 mil
Aluizio Freire Do G1, no Rio

A viagem de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, ao Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (24), custou R$ 45 mil aos cofres públicos, segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). Ele chegou ao estado para acompanhar depoimentos de três testemunhas no processo que responde na Justiça por lavagem de dinheiro, crimes financeiros e tráfico de drogas.

Beira-Mar ainda teria que participar de outra audiência na sexta-feira (25), no 4º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum do Rio, mas foi cancelada na última hora. A juíza Maria Angélica Guerra Guedes, atendendo ao requerimento do Ministério Público, declinou da competência para julgar o réu. Os autos serão redistribuídos para uma das varas da Comarca de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O traficante seria julgado, a partir das 9h, pela acusação de associação para o tráfico de drogas.

Com esse cancelamento, Beira-Mar poderá vir ao Rio pela terceira vez este ano. A autorização para o traficante acompanhar as audiências foi concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro. O governo já gastou R$ 220 mil com as viagens de Beira-Mar desde 2001, de acordo com cálculos da Fenapef. Ele já percorreu 23 mil quilômetros.


ENQUANTO ISSO...

Obesos morrem à espera de cirurgia no Rio
Dório Victor Do G1, no Rio

Com aproximadamente dois milhões de obesos – sendo 40 mil com obesidade mórbida - no Rio, muitos pacientes não têm resistido até o dia de fazerem a cirurgia de redução de estômago (tecnicamente conhecida como cirurgia bariátrica).Foi, por exemplo, o caso de Luciene Silva de Oliveira, de 30 anos. Sofrendo de obesidade desde os 15 anos, Luciene morreu no dia 10 de março deste ano. Segundo o laudo médico, a causa foi insuficiência respiratória, ocasionado pelo excesso de peso.
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De acordo com seu pai, o marceneiro Antônio Carlos da Silva, 62 anos, ela se inscreveu no Hospital de Ipanema para fazer a cirurgia bariátrica em 2001. No ano passado, quando foi ver a data da sua cirurgia, seu nome não constava mais na lista. Ainda abalado com a perda da filha, Antônio atribui a morte de Luciene a um descaso das autoridades públicas em relação aos obesos.

“Luciene era uma filha ótima. Sua morte poderia ter sido evitada caso tivesse feito a cirurgia. A inscrição dela tinha até sumido do hospital. Me sinto revoltado com o atendimento nos hospitais públicos. É um descaso muito grande com os obesos. Tenho certeza absoluta de que o que minha filha viveu outros obesos estão vivendo”, disse.

Procurados pela reportagem do G1, os responsáveis pelo setor de cirurgia bariátrica do Hospital de Ipanema não quiseram comentar o caso.

“Para os obesos como eu, é praticamente uma regra morrer aguardando uma cirurgia. Eu já estou há sete anos sem conseguir me operar. Também não consigo fazer exames devido ao meu peso. Sem atendimento, a morte é certa. A obesidade gera vários problemas, tanto físicos como psicológicos. E isso sem nenhuma estrutura pública para nos atender com dignidade. Quero voltar a ter esperança”, conta Marco Antônio Pereira, de 38 anos.
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Ele faz parte do Grupo de Recuperação da Auto-estima e Cidadania dos Obesos (Graco), que, além de lutar pelos direitos da classe, oferece gratuitamente atendimento pré e pós-operatório aos obesos. Atualmente, o grupo possui cerca de 700 inscritos. Muitos deles revelam que estão há anos aguardando para serem operados, mas já estão perdendo as esperanças de um dia conseguirem voltar a ter uma vida normal.
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“A gente não consegue emprego, é discriminado pela sociedade e, ainda por cima, parece que estamos excluídos do sistema público de saúde, já que grande parte dos hospitais não está adaptada para nos atender. Às vezes acho que nunca vou conseguir fazer a cirurgia. Também estou há sete anos esperando a minha vez, mas acho que nunca vai chegar”, disse Claudete Silvana de Cavalcante, que também faz parte do Graco.
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Segundo a presidente da entidade, Rosimere Lima da Silva, a fila de espera para a cirurgia bariátrica nos hospitais públicos é considerada pelos obesos como um “corredor da morte”.
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“Eles se inscrevem na esperança de conseguirem voltar a viver. Mas, na maior parte das vezes, têm que esperar por anos até que consigam alguma resposta dos hospitais. Obesidade é uma doença séria. As autoridades têm que parar de considerar os obesos como gordinhos. São pessoas doentes que precisam de mais atenção”, disse.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Eis aí estampado para todos verem o triste retrato de um país! Este é o país governando por Lula, onde se privilegia “direitos” e “privilégios” para bandidos ao custo dos cofres públicos, ao passo que para o povo não sobre vintém para qualificar o serviço de atendimento médico. Enquanto se rouba impunemente milhões de reais, enquanto sua alteza real torra milhões em seu séqüito de grandeza e exibicionismo, enquanto pratica uma das mais nefastas políticas externas já vividas pelo país ao longo do tempo, enquanto concede descontos de 80 milhões de dólares em patrimônios da União cedidos de forma humilhante à Bolívia, enquanto políticos de todas as cores se preocupam apenas em engordar suas contas bancárias de forma vadia e irresponsável, o povo que sustenta toda esta putaria morre por falta de atendimento médico. É este o país das maravilhas cantado em verso e prosa por este moleque irresponsável que ocupa o trono presidencial ? Faça-me o favor, não critiquem este espaço por chamar a todos eles de gigolôs da nação: exploram, nada dão em troca a não ser migalhas, sugam toda a energia do país e deixam o povo pobre abandonado na primeira esquina. E de forma cretina ainda vem cantar marra e se auto-proclamar pai dos pobres. Com pai assim é preferível morrer órfão !!!