TAM abre 7,5 mil vagas e prioriza ex-funcionários da Varig
A TAM vai dar prioridade aos ex-funcionários da Varig nas suas próximas contratações. A garantia foi dada ontem pelo presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, em audiência com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Até 2010, a TAM planeja abrir 7,5 mil vagas. O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Jr., também reafirmou na reunião com Lupi que pretende readmitir 2,5 mil funcionários da Varig dispensados durante a crise da empresa - comprada pela Gol no final de março.
"Hoje nós temos cerca de 18 mil funcionários e trabalhamos com 92 aeronaves", disse Bologna, segundo comunicado do Ministério do Trabalho. "Nosso plano é criar mais 7,5 mil vagas até 2010, quando deveremos contar com uma frota de 134 aviões." A nota destaca que a Varig, no seu auge, chegou a ter 12 mil empregados. Hoje, são cerca de 2 mil.
De acordo com o ministro, a audiência teve como objetivo sensibilizar os presidentes das duas maiores companhias aéreas sobre a situação dos ex-trabalhadores da Varig.
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CVM pune irmã de Dantas e executivos do Opportunity
A irmã do banqueiro Daniel Dantas, Verônica Valente Dantas, foi inabilitada ontem para exercer cargo de administração em companhia aberta por dois anos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A autarquia verificou que a executiva "faltou com dever de diligência e lealdade" na administração da Newtel, uma das empresas da cadeia societária que controla a Telemig Celular e a Amazônia Celular.
Além dela, foram inabilitados também outros dois executivos ligados ao Opportunity: Arthur Joaquim de Carvalho e Maria Amália Courim, esta acusada ainda de dificultar a investigação da CVM. Entre 2001 e 2002, época em que o Opportunity ainda estava no comando da companhia, foi aprovada a centralização na Newtel das despesas jurídicas relacionadas à briga pelo controle societária da Telemig Celular e Amazônia Celular. Na época, o Opportunity e os fundos de pensão travavam uma disputa societária pelo controle das duas companhias de telefonia móvel.
Segundo a relatora do processo, a diretora da autarquia, Maria Helena Santana, a irregularidade se dá ao escolher a Newtel para centralizar esses gastos. Isto porque, a empresa tem entre seus controladores o Opportunity, um dos grupos que estava na disputa societária. "A Newtel era um objeto da disputa", disse. "É importante para que o mercado cresça que se perceba que os administradores precisam defender a empresa, e não quem os colocou lá."
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Genro: MP tem lista de autoridades a serem investigadas
BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem que a Polícia Federal enviou à Procuradoria Geral da República (PGR) uma lista de autoridades com direito a foro especial, para o Ministério Público avaliar se cabe a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). A lista alcança membros dos três poderes, que só podem ser investigadas com autorização do STF. O objetivo é investigar se algum deles tem, ou não, envolvimento com a máfia das obras públicas, desmantelada pela Operação Navalha.
Genro ressalvou, todavia, que antes de uma manifestação da PGR, não há em curso nenhuma investigação específica na PF sobre o Congresso ou parlamentares. "O parlamento não está sob investigação. O que há é uma relação de indivíduos (alcançados pela Operação Navalha) e cabe agora ao Ministério Público Federal definir se é uma linha investigável ou não", afirmou.
O ministro garantiu também que a PF continuará trabalhando firme nessa linha, mas sem desequilibrar a relação entre poderes. Explicou que o objetivo da operação foi verificar as relações ilegais de empresários com gestores públicos mediante a ação de lobby. Mas de acordo com o ministro, a PF tem mandato apenas para perseguir fatos e crimes e "não fazer avaliação de costumes".
Ele se referiu em particular à lista de mimos, apreendida na sede da construtora Gautama, com os nomes de políticos beneficiados com presentes de Natal no final de 2006. Ao comentar a lista, que teria mais de cem nomes, Genro admitiu que ela, por si só, não configura crime e lembrou que existe um teto para presentes a autoridades definido no código de ética do serviço público que corresponde a US$ 100. Defendeu ainda mudança no critério das emendas de parlamentares ao Orçamento da União. Na sua opinião, essas emendas devem ter cumprimento obrigatório, de forma a retirar o caráter negocial das mãos do parlamentar.
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OAB denuncia "marketing fascista" para valorizar PF
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, apoiou ontem a declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de que "há uma estrutura de marketing fascista para valorizar o trabalho da Polícia Federal e depreciar a Justiça". Segundo Britto, "não se pode permitir a criação de um Estado policial no Brasil, ameaça que já estamos vivendo".
- Um país não pode estar bem quando policiais federais são transformados em mocinhos e o combate ao crime, razão primeira da atividade policial, é peça coadjuvante diante da desmedida busca pelo sucesso promocional - declarou Britto. - Há condenações morais públicas antes mesmo da instauração do processo judicial, advogados são impedidos de trabalhar e determinações judiciais são ridicularizadas.
Na terça-feira, 12 advogados criminalistas - à frente o secretário-geral adjunto do Conselho Federal da OAB, Alberto Toron - entregaram ao presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Barros Monteiro, carta na qual criticam "a decretação de prisões temporárias a granel, sem qualquer parcimônia".
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Mercosul rejeita apoiar Chávez em ação contra RCTV
Reuters
Os países do Mercosul rejeitaram um pedido da diplomacia venezuelana para apoiar a decisão do presidente Hugo Chávez de não renovar a concessão ao canal RCTV.
O pedido foi feito durante a recente reunião de chanceleres do bloco, realizada na terça-feira em Assunção, disseram na sexta-feira à Reuters três fontes diplomáticas do bloco sul-americano.
Os diplomatas afirmaram que o pedido venezuelano contou com a oposição de Uruguai e Paraguai, enquanto Argentina e Brasil evitaram se pronunciar sobre a proposta.
As decisões do Mercosul, integrado pela própria Venezuela, além de Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, são tomadas por consenso.
A medida de Chávez significará o fechamento no domingo do canal de televisão mais crítico à sua administração.
A RCTV será obrigada a ceder seu sinal a uma nova estação estatal de televisão, cuja direção foi nomeada por Chávez.
Na reunião de Assunção, a delegação venezuelana liderada pelo chanceler Nicolás Maduro solicitou também um pedido de apoio do Mercosul para que os Estados Unidos extraditem para a Venezuela o ex-agente da CIA Luis Posada Carriles, acusado de um atentado contra um avião cubano em 1976, no qual 73 pessoas morreram.
O bloco, porém, condenou "o terrorismo em todas as suas formas" e, em relação ao ex-agente, solicitou aos EUA seu "devido processo".
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A TAM vai dar prioridade aos ex-funcionários da Varig nas suas próximas contratações. A garantia foi dada ontem pelo presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, em audiência com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Até 2010, a TAM planeja abrir 7,5 mil vagas. O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Jr., também reafirmou na reunião com Lupi que pretende readmitir 2,5 mil funcionários da Varig dispensados durante a crise da empresa - comprada pela Gol no final de março.
"Hoje nós temos cerca de 18 mil funcionários e trabalhamos com 92 aeronaves", disse Bologna, segundo comunicado do Ministério do Trabalho. "Nosso plano é criar mais 7,5 mil vagas até 2010, quando deveremos contar com uma frota de 134 aviões." A nota destaca que a Varig, no seu auge, chegou a ter 12 mil empregados. Hoje, são cerca de 2 mil.
De acordo com o ministro, a audiência teve como objetivo sensibilizar os presidentes das duas maiores companhias aéreas sobre a situação dos ex-trabalhadores da Varig.
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CVM pune irmã de Dantas e executivos do Opportunity
A irmã do banqueiro Daniel Dantas, Verônica Valente Dantas, foi inabilitada ontem para exercer cargo de administração em companhia aberta por dois anos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A autarquia verificou que a executiva "faltou com dever de diligência e lealdade" na administração da Newtel, uma das empresas da cadeia societária que controla a Telemig Celular e a Amazônia Celular.
Além dela, foram inabilitados também outros dois executivos ligados ao Opportunity: Arthur Joaquim de Carvalho e Maria Amália Courim, esta acusada ainda de dificultar a investigação da CVM. Entre 2001 e 2002, época em que o Opportunity ainda estava no comando da companhia, foi aprovada a centralização na Newtel das despesas jurídicas relacionadas à briga pelo controle societária da Telemig Celular e Amazônia Celular. Na época, o Opportunity e os fundos de pensão travavam uma disputa societária pelo controle das duas companhias de telefonia móvel.
Segundo a relatora do processo, a diretora da autarquia, Maria Helena Santana, a irregularidade se dá ao escolher a Newtel para centralizar esses gastos. Isto porque, a empresa tem entre seus controladores o Opportunity, um dos grupos que estava na disputa societária. "A Newtel era um objeto da disputa", disse. "É importante para que o mercado cresça que se perceba que os administradores precisam defender a empresa, e não quem os colocou lá."
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Genro: MP tem lista de autoridades a serem investigadas
BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem que a Polícia Federal enviou à Procuradoria Geral da República (PGR) uma lista de autoridades com direito a foro especial, para o Ministério Público avaliar se cabe a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). A lista alcança membros dos três poderes, que só podem ser investigadas com autorização do STF. O objetivo é investigar se algum deles tem, ou não, envolvimento com a máfia das obras públicas, desmantelada pela Operação Navalha.
Genro ressalvou, todavia, que antes de uma manifestação da PGR, não há em curso nenhuma investigação específica na PF sobre o Congresso ou parlamentares. "O parlamento não está sob investigação. O que há é uma relação de indivíduos (alcançados pela Operação Navalha) e cabe agora ao Ministério Público Federal definir se é uma linha investigável ou não", afirmou.
O ministro garantiu também que a PF continuará trabalhando firme nessa linha, mas sem desequilibrar a relação entre poderes. Explicou que o objetivo da operação foi verificar as relações ilegais de empresários com gestores públicos mediante a ação de lobby. Mas de acordo com o ministro, a PF tem mandato apenas para perseguir fatos e crimes e "não fazer avaliação de costumes".
Ele se referiu em particular à lista de mimos, apreendida na sede da construtora Gautama, com os nomes de políticos beneficiados com presentes de Natal no final de 2006. Ao comentar a lista, que teria mais de cem nomes, Genro admitiu que ela, por si só, não configura crime e lembrou que existe um teto para presentes a autoridades definido no código de ética do serviço público que corresponde a US$ 100. Defendeu ainda mudança no critério das emendas de parlamentares ao Orçamento da União. Na sua opinião, essas emendas devem ter cumprimento obrigatório, de forma a retirar o caráter negocial das mãos do parlamentar.
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OAB denuncia "marketing fascista" para valorizar PF
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, apoiou ontem a declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de que "há uma estrutura de marketing fascista para valorizar o trabalho da Polícia Federal e depreciar a Justiça". Segundo Britto, "não se pode permitir a criação de um Estado policial no Brasil, ameaça que já estamos vivendo".
- Um país não pode estar bem quando policiais federais são transformados em mocinhos e o combate ao crime, razão primeira da atividade policial, é peça coadjuvante diante da desmedida busca pelo sucesso promocional - declarou Britto. - Há condenações morais públicas antes mesmo da instauração do processo judicial, advogados são impedidos de trabalhar e determinações judiciais são ridicularizadas.
Na terça-feira, 12 advogados criminalistas - à frente o secretário-geral adjunto do Conselho Federal da OAB, Alberto Toron - entregaram ao presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Barros Monteiro, carta na qual criticam "a decretação de prisões temporárias a granel, sem qualquer parcimônia".
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Mercosul rejeita apoiar Chávez em ação contra RCTV
Reuters
Os países do Mercosul rejeitaram um pedido da diplomacia venezuelana para apoiar a decisão do presidente Hugo Chávez de não renovar a concessão ao canal RCTV.
O pedido foi feito durante a recente reunião de chanceleres do bloco, realizada na terça-feira em Assunção, disseram na sexta-feira à Reuters três fontes diplomáticas do bloco sul-americano.
Os diplomatas afirmaram que o pedido venezuelano contou com a oposição de Uruguai e Paraguai, enquanto Argentina e Brasil evitaram se pronunciar sobre a proposta.
As decisões do Mercosul, integrado pela própria Venezuela, além de Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, são tomadas por consenso.
A medida de Chávez significará o fechamento no domingo do canal de televisão mais crítico à sua administração.
A RCTV será obrigada a ceder seu sinal a uma nova estação estatal de televisão, cuja direção foi nomeada por Chávez.
Na reunião de Assunção, a delegação venezuelana liderada pelo chanceler Nicolás Maduro solicitou também um pedido de apoio do Mercosul para que os Estados Unidos extraditem para a Venezuela o ex-agente da CIA Luis Posada Carriles, acusado de um atentado contra um avião cubano em 1976, no qual 73 pessoas morreram.
O bloco, porém, condenou "o terrorismo em todas as suas formas" e, em relação ao ex-agente, solicitou aos EUA seu "devido processo".
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