Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Nos últimos cinco anos enquanto o mundo dos países emergente, em igualdade de condições com o Brasil, cresceram acima de 5% ao ano, o Brasil amargou a lanterna: ficou na faixa dos três por cento. Só melhorou um pouco por conta da mudança na metodologia de cálculo de crescimento do PIB.
No ano de 2006, enquanto grande parte das economia, principalmente Europa, se mantiveram neutras em relação ao dólar, o real, numa cesta de quarenta e cinco moedas, foi a única que se valorizam. E muito.
Neste ano, todas as moedas estão se valorizando frente ao dólar, com o peso colombiano na América acima até do real. Todos os grandes emergentes, China, Índia, principalmente, mantém superávits em suas balanças comerciais muito superiores às brasileiras. O volume de dólares que rolam pelo mundo atualmente, acabam provocando um excesso impressionante de liquidez. Como os juros americanos se mantém baixos, a tendência deste volume é procurar países em que os juros sejam maiores, em busca do lucro mais fácil. Assim, adivinhem quem tem os juros mais altos ?
Toda a expansão da economia mundial se dá por conta do crescimento galopante da China, e até 2006, acompanhada pela expansão também da americana. Para quem assistiu a entrevista coletiva de Lula, ficou com a impressão de que seu governo é responsável pelos bons ventos que sopram pelo nosso lado. E não é. A única coisa a que se deve tributar em favor de Lula, pelo bom momento econômico que vive o país é o fato de Lula ter renegado tudo o que disse quando esteve na oposição. Lula é, na economia, a continuação pura e simples do governo FHC. Ponto.
Portanto, tudo aquilo de que se ufanou Lula na referida entrevista, não passa de conversa mole. A estabilidade econômica que vive o Brasil, não é obra sua, é a herança recebida graciosamente do governo anterior ao dele. Tampouco se deve creditar a estabilidade política como conquista do governo lula: o país já a havia conquistado muito antes de lula chegar ao poder. E as políticas sociais de que se gaba ao infinito, do mesmo modo, recebeu-as prontas e implantadas. O que fez foi lhe dar continuidade, mudar o nome e assumir a paternidade de um filho que não foi ele quem fez.
Quando vejo a imprensa elogiando o amadurecimento de Lula pelas respostas que deu, fico a me perguntar onde andava toda esta gente no período de 1992 a 2002. Teriam passado estes dez anos dormindo ou residindo em outro país que não o Brasil ? Porque, convenhamos, ignorar o que era a economia mundial neste período, como se comportava a economia brasileira antes de 1995, as turbulências que precisamos enfrentar diante de cinco graves crises internacionais, é no mínimo tendenciosa os elogios dirigidos a Lula devotando méritos pela estabilidade que o país para os quais, e a história aí está pra comprovar, o próprio Lula se indispôs.
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Ora, não houvesse por exemplo o excesso de liquidez em razão dos excedentes fabulosos nas balanças de comércio exterior de China e Índia, que estão comprando de tudo, principalmente commodities, e a qualquer, daí sua valorização expressiva, e acreditem, o Brasil estaria vivendo num olho de tempestuoso furacão. Um dado que se poderia apontar é a agropecuária brasileira, que teria afundado de vez. Estaríamos com reservas no limite, e o monumento endividamento interno estaria bombando adoidado diante de juros sem espaço para as constantes quedas. Ou seja, não houvesse recebido de FHC uma economia arrumada, equilibrada e correta, e certamente, mesmo diante do quadro favorável mundo afora, Lula estaria vivendo um inferno colossal.
Dentre todas as reformas produzidas no período 1995/2002, a que de certo mais tem impulsionado nosso momento favorável seja o equilíbrio fiscal. A começar pelos estados da federação, que sofreram um processo de ajuste imenso, onde o fundamental foram as vendas dos bancos estaduais. Além de terem servido de cabide de emprego durante décadas para incompetentes e4 vagabundos, foram a porta de entrada para o inferno do endividamento sem trégua feitos de forma irresponsável e criminosas por grande número de governadores de estado. Hoje, Lula negocia com governadores uma mexida neste equilíbrio. Hoje, fala garbosamente que não permitirá que este equilíbrio se esfacele, porém, não é capaz, até por lhe faltar grandeza e honestidade, de apontar o responsável por isto. Fundamental também foi o plano de salvação da rede bancária brasileira. Não apenas no Brasil ela foi aplicada, programas similares foram utilizados, apenas para lembrar em países como Estados Unidos e Israel, por exemplo. E aqui ainda se fez o seguinte: nenhum banco socorrido e que tenha passado pela UTI, manteve seus controladores após o tratamento recebido. Ou acabaram sendo incorporados por outros bancos, ou acabaram sofrendo intervenção federal e liquidação pelo Banco Central. Não houvesse o governo federal, na época socorrido o sistema bancário para mantê-lo saudável, e por certo ainda estaríamos mergulhados em profunda recessão. Poucos, porém, relembram deste fato, apesar de sua enorme importância para o país ter atravessado um período conturbado interna e externamente. E dos muitos tormentos sofridos, reputa-se certas gravidades muito mais aos fatores externos. Hoje, é até fácil para Lula deitar-se nos louros conquistados. Tivesse um mínimo que fosse de caráter, fosse um pingo ao menos mais honesto e dotado de um mínimo de moral, por certo, Lula já teria reconhecido o grande país que recebeu fruto do trabalho realizado no período FHC.
Releiam atentamente a entrevista de Lula e vocês se darão conta de que em momento algum Lula reconhece nem a herança recebida, que não teve de maldita como ele insiste em levianamente acusar, nem tampouco é capaz de reconhecer que o país vai bem porque nos faz ir bem. Economicamente, Lula foi de um conservadorismo acadêmico. Nada do que as esquerdas pregaram em anos de discursos delinqüentes, para a nossa sorte, foi implantado por Lula. Unam todos os pontos que mantém o mundo no momento especialíssimo em que se encontra, e vocês encontrarão respostas e razões para todas as virtudes desta bendita estabilidade em que nos achamos.
Portanto, precisamos o joio do trigo. E reparem num detalhe importante: os governadores dos Estados estão cobrando uma promessa que Lula lhes fez no segundo turno das eleições do ano passado,. A de permitir-lhe elevar seus graus de endividamento. Lula vem empurrando o assunto com a barriga há mais de quatro meses, e nada de oferecer alguma proposta concreta. Sabem por quê ? Eles, de um lado, tem medo de mexer numa equação que tem dado certo e tem sido o sustentáculo da nossa estabilidade econômica. De outro, mão sabem como proceder. A grande verdade é que os governadores estaduais, até 2006, por conta de garantir sobrevivência política, andaram atropelando as finanças de seus estados sem que tenham sido punidos por conta disso. Quem assumir precisa gastar o que não tem, por que tampouco sobram receitas em um orçamento totalmente comprometido. Como irão cumprir suas promessas de campanha, pelo menos algumas delas ? Por fim, de outro lado, Lula e sua equipe não saber como mexer. Como não foram os arquitetos do plano que lhes assegura a manutenção no poder até 23010, pelo menos, entre a incompetência de mexer e fazer o certo, e o medo de bagunçar uma casa que encontraram arrumada, e por isso pagar um alto preço político, preferem ir empurrando com a barriga até que Frei Galvão opere seu terceiro milagre, e apareça com um pacotinho desempacado mostrando o caminho das pedras.
Sendo assim, por mais que Guido Mantega, Paulo Bernardo, Dilma Roussef, e o próprio Lula tentem mistificar, seus discursos já apontando resultados do colosso chamado PAC, continuam órfãos. Lula, apesar da imensa e colossal publicidade que tenta vender seu governo melhor do que o que lhe antecedeu, ainda procura um Plano Real que lhe dê a auréola da purificação. O discurso mistificador vai precisar continuar para ocultar os graves problemas de gestão de seu governo.
Ora, não houvesse por exemplo o excesso de liquidez em razão dos excedentes fabulosos nas balanças de comércio exterior de China e Índia, que estão comprando de tudo, principalmente commodities, e a qualquer, daí sua valorização expressiva, e acreditem, o Brasil estaria vivendo num olho de tempestuoso furacão. Um dado que se poderia apontar é a agropecuária brasileira, que teria afundado de vez. Estaríamos com reservas no limite, e o monumento endividamento interno estaria bombando adoidado diante de juros sem espaço para as constantes quedas. Ou seja, não houvesse recebido de FHC uma economia arrumada, equilibrada e correta, e certamente, mesmo diante do quadro favorável mundo afora, Lula estaria vivendo um inferno colossal.
Dentre todas as reformas produzidas no período 1995/2002, a que de certo mais tem impulsionado nosso momento favorável seja o equilíbrio fiscal. A começar pelos estados da federação, que sofreram um processo de ajuste imenso, onde o fundamental foram as vendas dos bancos estaduais. Além de terem servido de cabide de emprego durante décadas para incompetentes e4 vagabundos, foram a porta de entrada para o inferno do endividamento sem trégua feitos de forma irresponsável e criminosas por grande número de governadores de estado. Hoje, Lula negocia com governadores uma mexida neste equilíbrio. Hoje, fala garbosamente que não permitirá que este equilíbrio se esfacele, porém, não é capaz, até por lhe faltar grandeza e honestidade, de apontar o responsável por isto. Fundamental também foi o plano de salvação da rede bancária brasileira. Não apenas no Brasil ela foi aplicada, programas similares foram utilizados, apenas para lembrar em países como Estados Unidos e Israel, por exemplo. E aqui ainda se fez o seguinte: nenhum banco socorrido e que tenha passado pela UTI, manteve seus controladores após o tratamento recebido. Ou acabaram sendo incorporados por outros bancos, ou acabaram sofrendo intervenção federal e liquidação pelo Banco Central. Não houvesse o governo federal, na época socorrido o sistema bancário para mantê-lo saudável, e por certo ainda estaríamos mergulhados em profunda recessão. Poucos, porém, relembram deste fato, apesar de sua enorme importância para o país ter atravessado um período conturbado interna e externamente. E dos muitos tormentos sofridos, reputa-se certas gravidades muito mais aos fatores externos. Hoje, é até fácil para Lula deitar-se nos louros conquistados. Tivesse um mínimo que fosse de caráter, fosse um pingo ao menos mais honesto e dotado de um mínimo de moral, por certo, Lula já teria reconhecido o grande país que recebeu fruto do trabalho realizado no período FHC.
Releiam atentamente a entrevista de Lula e vocês se darão conta de que em momento algum Lula reconhece nem a herança recebida, que não teve de maldita como ele insiste em levianamente acusar, nem tampouco é capaz de reconhecer que o país vai bem porque nos faz ir bem. Economicamente, Lula foi de um conservadorismo acadêmico. Nada do que as esquerdas pregaram em anos de discursos delinqüentes, para a nossa sorte, foi implantado por Lula. Unam todos os pontos que mantém o mundo no momento especialíssimo em que se encontra, e vocês encontrarão respostas e razões para todas as virtudes desta bendita estabilidade em que nos achamos.
Portanto, precisamos o joio do trigo. E reparem num detalhe importante: os governadores dos Estados estão cobrando uma promessa que Lula lhes fez no segundo turno das eleições do ano passado,. A de permitir-lhe elevar seus graus de endividamento. Lula vem empurrando o assunto com a barriga há mais de quatro meses, e nada de oferecer alguma proposta concreta. Sabem por quê ? Eles, de um lado, tem medo de mexer numa equação que tem dado certo e tem sido o sustentáculo da nossa estabilidade econômica. De outro, mão sabem como proceder. A grande verdade é que os governadores estaduais, até 2006, por conta de garantir sobrevivência política, andaram atropelando as finanças de seus estados sem que tenham sido punidos por conta disso. Quem assumir precisa gastar o que não tem, por que tampouco sobram receitas em um orçamento totalmente comprometido. Como irão cumprir suas promessas de campanha, pelo menos algumas delas ? Por fim, de outro lado, Lula e sua equipe não saber como mexer. Como não foram os arquitetos do plano que lhes assegura a manutenção no poder até 23010, pelo menos, entre a incompetência de mexer e fazer o certo, e o medo de bagunçar uma casa que encontraram arrumada, e por isso pagar um alto preço político, preferem ir empurrando com a barriga até que Frei Galvão opere seu terceiro milagre, e apareça com um pacotinho desempacado mostrando o caminho das pedras.
Sendo assim, por mais que Guido Mantega, Paulo Bernardo, Dilma Roussef, e o próprio Lula tentem mistificar, seus discursos já apontando resultados do colosso chamado PAC, continuam órfãos. Lula, apesar da imensa e colossal publicidade que tenta vender seu governo melhor do que o que lhe antecedeu, ainda procura um Plano Real que lhe dê a auréola da purificação. O discurso mistificador vai precisar continuar para ocultar os graves problemas de gestão de seu governo.