quinta-feira, maio 17, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Para ONU, impunidade favorece violência

No enterro da missionária Dorothy Stang, o então governador do Acre, Jorge Viana, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou providências "imediatas" contra a violência na região. A primeira medida seria uma ação dura para desarmar fazendeiros, prender jagunços, apurar denúncias de violência e combater a grilagem. A outra previa maior rapidez na execução da reforma agrária, sobretudo o modelo de desenvolvimento sustentável pelo qual a irmã Dorothy lutava. Foram também encaminhados pedidos de proteção da Polícia Federal em favor de líderes ameaçados de morte.

Passados dois anos, contudo, a relatora da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos, Hina Jilani, se diz alarmada com o número de assassinatos de ativistas no Brasil e indica que um dos problemas é a "impunidade persistente". Em documento divulgado no mês passado, ela relata que até ativistas que trabalham em projetos do governo federal são alvo de ameaças.

É o caso dos frades Xavier Plassat e Silvano Rezende e de Lúcio de Avelar e Jorge Vieira, da Pastoral da Terra do Pará. Os quatro passaram a sofrer ameaças e tentativas de assassinatos após participar do desenvolvimento do Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, lançado em 2003 por Lula.

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Aviões da Embraer para a Bolívia
Mauro Braga e Redação, Tribuna da Imprensa

A Embraer está em negociações com o governo Evo Morales para vender à aviação militar da Bolívia de 12 a 20 turboélices AT-29 Supertucanos. O negócio, que gira entre US$ 60 milhões a US$ 100 milhões, estaria dependendo apenas da abertura de uma linha de crédito pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em 2005, o governo dos EUA abortou uma operação semelhante que previa a exportação de 24 aeronaves do mesmo modelo para a Venezuela. Um embargo dos Estados Unidos ao fornecimento para o regime de Hugo Chávez de equipamentos militares que utilizem componentes de tecnologia dos EUA impediu que o negócio fosse concluído.

Recentemente, o chefe do Estado-Maior da aviação boliviana, general Carlos Daniel Salazar Osório, fez testes com o AT-29 durante uma hora na base aérea de Natal, no Rio Grande do Norte.

Evo Morales está executando um plano de reequipamento das Forças Armadas da Bolívia e conta com amplo apoio de Chávez na iniciativa de modernizar a estrutura operacional da defesa. Será que os EUA vão abortar mais essa operação?

COMENTANDO A NOTICIA: Foi para isto que Lula concedeu descontos na venda das refinarias da Petrobrás ? Ou seja, Estamos abrindo e facilitando caminho para a Bolívia reequipar sua Força Aérea enquanto a nossa mal consegue levantar vôo ? Seria conveniente alguém lembrar a Luiz Inácio que ele é presidente do Brasil e não Bolívia como demonstram suas ações.

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Doações ilícitas chegam a R$ 5,8 bi

Estudo realizado pela Ordem dos Parlamentares do Brasil (OPB) revela que entre 1989 e 2005 as campanhas eleitorais já movimentaram R$ 5,8 bilhões em recursos ilícitos. O presidente da OPB, Dennys Serrano, defende o financiamento público de campanha como forma de controlar os gastos eleitorais.

- Acreditamos que o sistema francês de financiamento de campanha é o mais compatível com as características do eleitorado brasileiro - afirma.

Outro levantamento, realizado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar em parceria com o site Congresso em Foco, mostra que pelo menos 122 parlamentares, entre titulares e suplentes e licenciados dos 618 que chegaram ao Congresso este ano, vêm de família de políticos. O resultado será divulgado hoje, no lançamento do livro O que esperar do Congresso.

Entre os parentes estão 92 deputados e 30 senadores que são pais, mães, filhos, irmãos, netos, avós, sobrinhos e cônjuges de políticos. A maioria das relações existentes na "bancada dos parentes" é entre pais e filhos. A maior parte dos filhos de políticos está na Câmara: são 44 no total. No Senado, oito são pais de políticos e 30 senadores têm parentes em cargos públicos.

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OMS debate danos pelo uso de bebidas alcoólicas

Representantes dos 193 países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre eles o Brasil, se reúnem a partir de hoje para discutir temas que serão considerados prioritários para o setor neste ano. A 60ª Assembléia Mundial da Saúde ocorre em Genebra, na Suíça, até o próximo dia 23 deste mês. Realizada anualmente, a reunião também serve para aprovar o orçamento do órgão para o ano seguinte.

Neste ano, o tema da gripe aviária abrirá as discussões da assembléia. Outros assuntos em pauta são o combate à malária - com a possível criação de um dia dedicado à doença -, o controle da tuberculose e da leishmaniose, a destruição dos estoques do vírus da varíola, a erradicação da poliomielite, o uso racional de medicamentos e desafios da saúde em um mundo globalizado.

Ainda está previsto o debate sobre um plano de ação global contra o câncer. De acordo com dados da OMS, dos 58 milhões de mortes em 2005, 7,6 milhões, ou seja, cerca de 13%, foram causados por câncer. E mais de 70% de todos os casos fatais ocorreram nos países pobres ou em desenvolvimento.

Bebidas alcoólicas
Outro ponto que está na pauta de discussões da assembléia da OMS são as políticas relacionadas à redução de danos provocados pelo uso do álcool. Essa discussão ocorre exatamente quando o governo brasileiro se prepara para divulgar, em breve, a Política Nacional de Álcool, que traça uma série de estratégias para prevenir o consumo de bebidas alcoólicas no País.

Entre essas estratégias estão medidas que devem estabelecer novas regras para a propaganda de bebidas, inclusive cerveja, com restrição no horário da veiculação de comerciais e o acompanhamento do conteúdo. Atualmente, a restrição é aplicada apenas para produtos de maior teor alcoólico, como conhaque e uísque.

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Inglês de controladores provoca vexame

A mensagem de agradecimento que o Papa Bento XVI tentou passar ao presidente Lula e ao povo brasileiro ao deixar o País, no domingo, a bordo do Boeing da Alitalia, esbarraou no inglês macarrônico dos controladores brasileiros. Em nota, a Aeronáutica negou falha de comunicação entre o avião do Papa e a torre de controle de Recife, e creditou o problema a um "desentendimento" no momento em que o piloto italiano disse que a mensagem duraria "two, three minutes". Nossos controladores teriam entendido "vinte e três minutos", em vez de "dois, três minutos". Um avião da TAM captou a mensagem, que durou dois minutos, enquanto o Centro de Controle "realizava a coordenação para a gravação". Que não foi feita.

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