Países emergentes crescem com taxas 7 vezes maiores e mesmo assim deixam indústria nacional para trás
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A indústria de países emergentes cresce a taxas até sete vezes superiores à do Brasil. Enquanto o crescimento da produção industrial do País acumula alta de 2,2% nos 12 meses encerrados em julho, um grupo de economias em desenvolvimento registra altas na produção que vão de 4,5% a 17%, esta última o caso da China.
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Embora o setor esteja avançando mais no governo Luiz Inácio Lula da Silva do que nos dois mandatos anteriores, aumenta a distância que separa o desempenho nacional com relação a países com os quais compete diretamente. Os dados constam de um levantamento feito pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
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Em alguns casos, o fosso que separa o avanço brasileiro em relação a outros países é ainda maior na produção industrial do que na expansão do Produto Interno Bruto (PIB). É o que ocorre, por exemplo, na comparação com China e Coréia do Sul, conforme a consultoria Austin Rating.
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Na prática, a indústria do País evolui no mesmo ritmo de economias maduras da zona do euro. "Temos um crescimento da indústria muito abaixo dos países que são nossos concorrentes. Isso se deve principalmente às condições internas da economia brasileira e não pelo quadro internacional", disse o economista-chefe do Iedi, Edgard Pereira.
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Simplificando, o mundo cresce, mas a indústria nacional anda com o freio de mão puxado. Pereira explicou que o cenário externo favorável aumentou a demanda internacional e elevou os preços das commodities. O resultado disso é que o setor exportador brasileiro ligado a recursos naturais foi muito bem nos últimos anos. Mas a combinação de juros ainda altos e real forte, mais recentemente, já reduz o ímpeto exportador e não deslancha a economia.
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A indústria de países emergentes cresce a taxas até sete vezes superiores à do Brasil. Enquanto o crescimento da produção industrial do País acumula alta de 2,2% nos 12 meses encerrados em julho, um grupo de economias em desenvolvimento registra altas na produção que vão de 4,5% a 17%, esta última o caso da China.
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Embora o setor esteja avançando mais no governo Luiz Inácio Lula da Silva do que nos dois mandatos anteriores, aumenta a distância que separa o desempenho nacional com relação a países com os quais compete diretamente. Os dados constam de um levantamento feito pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
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Em alguns casos, o fosso que separa o avanço brasileiro em relação a outros países é ainda maior na produção industrial do que na expansão do Produto Interno Bruto (PIB). É o que ocorre, por exemplo, na comparação com China e Coréia do Sul, conforme a consultoria Austin Rating.
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Na prática, a indústria do País evolui no mesmo ritmo de economias maduras da zona do euro. "Temos um crescimento da indústria muito abaixo dos países que são nossos concorrentes. Isso se deve principalmente às condições internas da economia brasileira e não pelo quadro internacional", disse o economista-chefe do Iedi, Edgard Pereira.
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Simplificando, o mundo cresce, mas a indústria nacional anda com o freio de mão puxado. Pereira explicou que o cenário externo favorável aumentou a demanda internacional e elevou os preços das commodities. O resultado disso é que o setor exportador brasileiro ligado a recursos naturais foi muito bem nos últimos anos. Mas a combinação de juros ainda altos e real forte, mais recentemente, já reduz o ímpeto exportador e não deslancha a economia.
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Para ele, o consumo veio apenas a reboque de medidas tópicas, como crédito consignado, transferências de renda e aumento do salário mínimo. Dentro do que chama da "anatomia do baixo crescimento", ele destacou a insuficiência de investimentos para uma expansão sustentada da economia. Pereira argumentou que medidas de consumo de "fôlego curto" não asseguram um avanço consistente. Em países como a China é justamente o investimento que comanda o crescimento.
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O coordenador do grupo de indústria do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), David Kupfer, tem visão semelhante. "Acho que não se vai conseguir escapar desses níveis muito tímidos de crescimento enquanto o investimento não voltar e a taxa de câmbio não rumar para um nível mais favorável". Kupfer explicou que mesmo as exportações, que perdem fôlego em quantidade, respondem por menos de 20% da produção brasileira e, por isso, não teriam peso para puxar toda a produção física do País.
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Mesmo a redução de juros, seja da taxa Selic (que baliza a remuneração dos títulos do governo) ou da Taxa de Juros de Longo Prazo (Tjlp, que norteia os financiamentos às empresas), apesar de claramente positiva é pouco eficaz.
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Câmbio acaba com esforço de nacionalizar peças
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As indústrias que traçaram ousados planos de nacionalização de peças e componentes logo após a mudança do regime cambial em janeiro de 1999 dizem que não desistiram da idéia. Elas admitem, no entanto, que a redução de custos é uma questão prioritária para competir. E neste aspecto a substituição de componentes nacionais mais caros por importados mais baratos é uma peça fundamental.
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O diretor de Compras e Logística da Bosch, Gerson Sini, que importa da China, Itália e Alemanha peças de aço usinadas ou estampadas, disse que a intenção não é desmantelar a rede de fornecedores nacionais. Tanto é que há duas semanas a empresa reuniu cerca de 100 fornecedores para mostrar a necessidade de reduzir custos. "O aço brasileiro está extremamente caro", afirmou Sini.
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Sini destacou também que a companhia precisa reduzir custos para ser mais competitiva no exterior, pois as exportações representam 40% do faturamento. A fabricante de motores Cummins é outra companhia que disse não ter deixado de lado o plano agressivo de nacionalização de peças e componentes iniciado em 1999. A meta era atingir o índice de 80% de nacionalização. Hoje esse indicador é de 70%. Com o real valorizado e a mudança da plataforma do motor de mecânico para o eletrônico, que usa muitos itens importados, a empresa apressou a busca de fornecedores na China e na Índia.
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As importações da China, que não constava como fornecedor da Cummins, respondem por US$ 3 milhões de total de US$ 175 milhões de compras deste ano. No caso da Índia, as importações ainda são inferiores a US$ 1 milhão. A Cummins importa camisas de cilindros, carcaças de volante e de engrenagem feitas de alumínio e cabeçote de filtros, entre outros. O preço de alguns itens chega a ser até 50% mais baixo em relação aos nacionais.
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A diferença de preço entre o componente importado e o nacional é confirmado pelo diretor da fábrica de camisas de cilindro da Cofap, Lourival Abrão. A companhia importa da China ferro-ligas e ferramental de moldes de fundição e fixação, além de aços especiais. As negociações com fornecedores estrangeiros começaram na metade deste ano. As importações vão representar em 2006 entre de 10% a 20% das compras em dólar. Em 2005, a empresa não adquiria esses produtos no exterior.
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Importação "dá banho" em produção industrial local
As importações de produtos que passam por algum processo de industrialização cresceram no primeiro semestre deste ano a um ritmo quase nove vezes superior ao da produção desses mesmos itens localmente. De janeiro a junho, as compras externas da indústria de transformação aumentaram em média 20,2% em relação ao mesmo período de 2005, enquanto a produção da indústria nacional cresceu apenas 2,3%, segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
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Para chegar a esses números, o gerente do Departamento de Pesquisas Econômicas da Fiesp, André Rebelo, associou cerca de 9 mil produtos da pauta de importações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) com a produção industrial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O estudo mostrou que os segmentos mais críticos são os de vestuário, artigos de couro e calçados, produtos de madeira, metalurgia, produtos de metal e máquinas e equipamentos. Nestes casos, as importações cresceram a um ritmo muito superior à produção local, que registrou variação negativa ou muito próxima de zero no período. "A importação leva a demissões locais e geração de empregos em outros lugares".
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Ranking de marcas patentes, estamos mal!
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Fonte: O Estado de São Paulo
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"Reflexo de uma política industrial sem incentivo suficiente à pesquisa e com um sistema de registro de propriedade industrial arcaico, o Brasil fica para trás no ranking dos países que mais registram marcas e patentes.
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O relatório anual da Organização Mundial de Propriedade Industrial (OMPI) destaca que o escritório de propriedade intelectual no Brasil é um dos mais procurados para o registro de patentes, mas com uma taxa de aprovação de pedidos inferior a 5%. O número de patentes registradas por brasileiros no mundo também perde espaço para países emergentes, como China, Coréia do Sul e Cingapura.
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(...) O Brasil ocupa a 28ª posição no ranking. Em 2004, foram solicitadas 700 patentes no exterior. O número é inferior a um quarto do que a China registra e bem menor que os 30,9 mil pedidos da Coréia."
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Mais quatro anos sob o mesmo comando, repetiremos os mesmos resultados, e o que é pior: ouvindo o mesmo disco surrado de mentiras de sempre. O Brasil merece coisa melhor, menos ridícula e corrupta do que esta turma que aí está.
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"Reflexo de uma política industrial sem incentivo suficiente à pesquisa e com um sistema de registro de propriedade industrial arcaico, o Brasil fica para trás no ranking dos países que mais registram marcas e patentes.
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O relatório anual da Organização Mundial de Propriedade Industrial (OMPI) destaca que o escritório de propriedade intelectual no Brasil é um dos mais procurados para o registro de patentes, mas com uma taxa de aprovação de pedidos inferior a 5%. O número de patentes registradas por brasileiros no mundo também perde espaço para países emergentes, como China, Coréia do Sul e Cingapura.
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(...) O Brasil ocupa a 28ª posição no ranking. Em 2004, foram solicitadas 700 patentes no exterior. O número é inferior a um quarto do que a China registra e bem menor que os 30,9 mil pedidos da Coréia."
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Mais quatro anos sob o mesmo comando, repetiremos os mesmos resultados, e o que é pior: ouvindo o mesmo disco surrado de mentiras de sempre. O Brasil merece coisa melhor, menos ridícula e corrupta do que esta turma que aí está.