quinta-feira, janeiro 04, 2007

Lula encomenda a auxiliares projeto de "Bolsa Jovem"

COMENTANDO A NOTÍCIA:
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Ele nem precisa disto, bastaria transformar as escolas em centros de prática esportiva e cultural. Claro que exige investimentos e profissionais qualificados, mas por mais altos que sejam, acreditem, o retorno é líquido e certo. Mas como mediocridade é a marca registrada do governo lula, vai ele queimar dinheiro público em mais um programa vagabundo para transformar mais gente boa em vagabundas. Trabalho? Emprego? "Qué isso companheiro, tá me estranhando, o governo tem coração grande, seu moço". O coração pode até ser grande senhor Lula, mas quem o alimenta e o mantém vivo são os que trabalham, pagas impostos e nada recebem de um governo vagabundo.
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É por estas e outras que o Brasil não sai do lugar. Caramba, o mundo todo está lotado de bons exemplos de que o investimento em educação é o que empurra um país prá frente. Imaginem vocês o país repleto, de norte a sul, de escolas com centros de pesquisa, esporte e cultura. Todas erguidas em prédios com condições decentes. Imaginem agora as 98% de crianças matriculadas em escolas deste nível, que geração venturosa não estaríamos preparando para daqui 10, 15 e até 20 anos !!!! Santo Deus, isto é elementar. Agora façam outra projeção: vejam quantas crianças deixarão de procurar o crime, ou por ele serem recrutados, por absoluta falta do que fazer, em quanto não estaríamos investindo para redução da criminalidade. Porque não se enganem: o crime no Brasil é exercido justo na faixa de 10 a 20 anos. Uma parcela pequena de criminosos situam-se em faixas etárias além desta. Então que preguiça, incompetência, ou sei lá que outra razão, nossos governantes relegam a educação para um plano sempre inferior ? A questão, ao contrário do que eles pensam não é falta de recursos. Estes existem e em abundância. O desvio se dá na forma como estes recursos são geridos e aplicados, na falta de um planejamento mais vigoroso. Mas não, apenas enxergam o feijão-com-arroz e nada mais. Acham que criar um FUNDEB qualquer da vida é suficiente para ganhar votos. Até pode, mas para salvar o país, será suficiente ?
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Parece que é só isso que ele sabe fazer. Os pobres estão descontentes? Bolsa família para eles. Os banqueiros estão inquietos? Bolsa juros para eles. A "base aliada" está faminta? Mensalão para ela. Os jovens estão partindo para o "terrorismo"? Bolsa jovem para eles. Lula pensa que resolve tudo com dinheiro.
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Para ele é fácil: o dinheiro não sai do bolso dele, nem tampouco ele precisa trabalhar para ganhá-lo. Vem de graça. Lembram da máxima "quem mal não faz, mal não pensa" ? Pois é, quem não trabalha, não pensa em trabalho. .Aliás, observem os "sindicalistas" pendurados nos 40,0 mil cargos federais: você acha que ele estão lá para trabalharem ? Desde quando eles querem trabalho, eles querem é emprego, o resto é conversa !
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Será tão difícil para esta gente ir um pouco mais além na sua “capacidade criativa”, será tão pequena sua visão do que o jovem precisa realmente ? O que qualquer jovem mais quer é ver expectativas positivas à sua frente. É encontrar um país de oportunidades. No Brasil, quais ? Tentem analisar as razões que levam milhares de jovens todos os anos irem para o exterior e tentarem ficar por lá a qualquer preço ? Não é por falta de amor ao Brasil, às suas raízes, às suas riquezas e paisagens exuberantes ! É por falta de oportunidades mesmo ! Oportunidades para trabalharem, para investirem melhor em suas carreiras, investirem em qualidade de vida, em poderem contar com serviços públicos confiáveis e decentes, em poderem circular nas ruas sem o medo de serem assaltados para lhes furtarem um par de tênis ! Quantos entram nas faculdades e delas saem sem completarem o curso que escolheram ? Quantos ainda se formam, e não encontram mercado para exercerem a profissão em que se formaram ?
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A seguir, artigo do Kennedy de Alencar, na Folha de São Paulo, sobre mais plano vagabundo de se jogar no lixo o dinheiro público, por não atacar oaquilo que é essencial.
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Lula encomenda a auxiliares projeto de "Bolsa Jovem"
Kennedy Alencar, da Folha de S.Paulo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda uma novidade para a área social do segundo mandato: um programa com foco na juventude das grandes cidades. Seria uma espécie de "Bolsa Jovem", segundo palavras do presidente em conversas reservadas para dizer que deseja uma ação que emule o Bolsa Família, principal programa social do governo.
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Na sexta passada, o presidente se reuniu no Palácio do Planalto com oito ministros para fazer um balanço da área social no primeiro mandato e uma avaliação dos rumos do setor.
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No encontro, o presidente pediu que a equipe da área social apresente uma proposta de programa para as grandes e violentas regiões metropolitanas do país com foco nos jovens.
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Na posse, Lula abordou a violência em seus dois discursos. Chegou a chamar de "terrorismo" os ataques recentes das facções criminosas no Rio de Janeiro e prometeu empenho da "mão forte do Estado".
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Na reunião de sexta passada, ministros afirmaram que já está em curso um movimento de maior integração entre os programas sociais, inclusive de ações para a juventude.
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Foi consensual na reunião a avaliação de que o impacto positivo dos programas sociais é menos sentido nas regiões metropolitanas do que nas cidades pequenas e médias.
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"Disputar a molecada"
Em conversas reservadas, Lula tem afirmado que é preciso "disputar a molecada" com organizações criminosas como PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho --respectivamente facções de São Paulo e do Rio. Ou seja, preparar ações sociais específicas para jovens das grandes periferias, os mais afetados pela falta de empregos e evasão escolar.
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De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais 2006, elaborada pelo IBGE com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2005, houve aumento na taxa de desemprego da população entre 10 e 17 anos. Chegou a 21,5% contra 11,5% em 1995. No mesmo período, a taxa geral de desemprego no país passou de 6,1% para 9,3%. No grupo de 15 a 19 anos, a taxa em 2005 era ainda maior: 24,75%.
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Baseada no censo de 2000 do IBGE, a Fundação Seade, entidade de pesquisa de São Paulo, verificou que 65% da população entre 15 e 19 anos vive na periferia das cidades. As taxas de desemprego e violência são altíssimas nesse grupo..Em Cidade Tiradentes, bairro da periferia paulistana, a taxa de homicídio entre homens de 15 a 19 anos é de 292 por 100 mil habitantes. No Jardim Paulista, área nobre da capital, a relação cai para 13 por 100 mil.
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No primeiro mandato, fracassou, por falta de interesse das empresas, o programa Primeiro Emprego, que subsidia a contratação de jovens.
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O ProJovem, programa que dá ajuda financeira de R$ 100 mensais para jovens entre 18 e 24 anos terminar o ensino fundamental, é visto como insuficiente por Lula..O presidente pediu aos auxiliares que fizessem planos nesse sentido e o apresentassem após o anúncio do pacote econômico e a reforma ministerial.