Pois é, em 2006, quando o PCC resolveu declarar em quem ele não ia votar, no caso o PSDB, justamente porque os partidários tinham trancafiados na cadeia suas principais lideranças, o governo Lula ao invés de assumir uma postura de responsabilidade, resolveu que era tempo de fazer prosopopéia. Vai daí, que ao invés de serrar fileiras ao governo Cláudio Lembo e agir de forma republicana, para proteger vidas que se sentiam ameaçadas, converteu a desgraça em jogo político. Afinal, o principal adversário tinha sido governador de São Paulo, e ali estava a chance de impedir uma provável ascensão de Geraldo Alcknin.
Ao vir a público, o governo por seus "intermediários", fez questão de ocultar a informação de que houvera retido recursos orçamentários da segurança pública. E justo de São Paulo, onde o governo paulista estava em mãos do PSDB/PFL. Claro que para os aliados jamais faltou grana. Nunca ocorreu a necessidade material sem a devida satisfação e compensação financeira. Já para os governos em mãos de adversários...
Quando assumiu, Lula fez um circo imenso com um tal de Plano de Segurança cheinho de boas intenções. Passados os anos, ações igual a zero. Ah, ao invés do Ministério da Justiça empenhar-se no apoio a São Paulo, o que fez Márcio Bastos ? Foi para televisão fazer propaganda eleitoral pró-Mercadante.
Pois bem, virada a folhinha e assumindo o governo do Rio Janeiro, um aliado da primeira hora na campanha da reeleição, explode a violência no Rio. Reparem a ação do governo federal: Lula, em sua fala inútil, chamou os bandidos de terroristas. É ? Bem, terroristas ou criminosos comuns, o fato é que o tal Plano de Segurança Nacional do Lula se mostrou, como em tantos outros planos, uma total inutilidade. Leiam o artigo que reproduzimos hoje do Guilherme Fiúza, "A burocracia do terrorismo". Perfeito. Mas o que fica claro é que toda aquela encenação do ministro da Justiça com a sua Polícia Federal, foi prô ralo junto com a investigação do dossiê fajuto contra as eleições em São Paulo.
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Há no Congresso uma CPI que não sabemos se andará ou não, para investigar as milionárias doações feitas pelo governo para entidades ditas sociais, ONGs e afins, para que se abra esta caixa preta e se ponha a público a bandalheira existente no baú. Dinheiro prá isso nunca faltou. Assim como nunca faltou dinheiro para bancar outra canalhice chamada gastos com cartões de crédito corporativo que, de tão indecente, obrigou o presidente decretar serem suas informações "segredos de estado". Nem o TCU tem acesso às patifarias que os tais cartões acobertam. Ainda dorme na Caixa Econômica Federal o montante de 1,700 milhão de reais que compraria o tal dossiê sem que até hoje tenha aparecido o dono ou donos. Prô dossiê, dinheiro também não faltou. Nem prô MST faltam recursos para eles invadirem terras produtivas, depredarem prédios públicos, destruirem propriedades e laboratórios privados para os quais o governo não pagou um centavo.
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Então, vimos no boletim anterior do TOQUEDEPRIMA a morte de 7 bebês por falta de atendimento em Hospital Público no Sergipe. Mas este não é um caso isolado. Quem depende de atendimento na rede pública de saúde conhece bem o caos que a saúde no Brasil tem vivido nos últimos anos. É uma calamidade sem tamanho. E, coincidência ou não, todos padecendo do mesmo crônico desleixo de um governo que se diz governar para os pobres. E quem se serve da rede pública ? A classe média ? A elite política ? A elite econômica ? Não, estes há muito tempo desistiram de morrer abandonados em porta de hospital público. São os pobres os beneficiários prioritários, aqueles para quem o governo diz priorizar suas ações. Claro, que seria de se esperar pelo menos um beijo no infeliz que morre na maca, esperando que algum enfermeiro ou médico lhe venha dizer: você vai morrer. Nem isso. Nos hospitais públicos, inclusive, já vigora o plano mais charmoso, mas não menos macabro, de atendimento criado por este governo (?): trata-se da roleta russa. Entre 5 a serem atendidos, um fatalmente deixará de ser, restará para ele a bala fatal. O tiro único. Vapt! e pronto, um a menos.
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Tem sido assim desde 2003, muito embora se diga que se gasta muito mais em saúde, porém, não se sabe por quais razões este dinheiro não tem chegado ao caixa dos hospitais . Claro, ao preço de uma ambulância superfaturada, poder-se-ia comprar 2 a 3 unidades.
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O comentário se torna oportuno em razão da visita que o governador Ségio Cabral Filho, recém empossado, fez a um dos hospitais públicos do Rio de Janeiro. Aliás, COMENTANDO A NOTÍCIA já havia publicado artigo sobre o sucateamento da saúde. Não foram poucas as vezes que sugerimos a Alckmin que filmasse o interior de alguns hospitais públicos para exibi-los no horário eleitoral gratuito para mostrar ao país o tamanho da mentira do governo Lula, que não uma, mas várias vezes afirmou, descaradamente, que a saúde pública no Brasil estava quase perfeita.
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Lembram-se do que o então ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, que retornou à presidência do PT, aprontou com os velhinhos num recadastramento ridículo que inventou logo no início do governo Lula ? Já houve ministro deste governo dizendo que as filas nos postos de atendimento do INSS se tratam apenas de "cultura" do povo !
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No primeiro comentário do boletim TOQUEDEPRIMA a seguir, vocês vão ler um resumo do que seja a saúde pública sob o manto sagrado e protetor deste desgoverno indecente e incompetente que está aí. Que cada um tire suas próprias conclusões. Se mesmo assim, você não se convencer dos jumentos que nos desgovernam, procure o posto de saúde mais próximo de sua casa e tente marcar consulta, exame laboratorial e veja o tempo que isto demandará. Ou então, não se avexe: faça uma visitinha rápida numa unidade hospitalar da rede pública. Aproveite enquanto você tem saúde, porque se for para tratar de alguma doença, não perca seu precioso tempo. Morra em casa, mas morra feliz e sem carregar para o outro mundo o peso da raiva e da humilhação.
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A saúde pública do país agoniza na UTI, devidamente atendida pelas mentiras de um governo que mente que governa.