Como será o debate na Globo para os ausentes
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Em comunicado passado à imprensa, a Rede Globo informou:
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1. O debate terá cinco blocos, sendo um deles de considerações finais. Em cada um dos quatro primeiros, um dos candidatos poderá, se quiser, comentar a ausência de algum eventual candidato. Terá para isso 40 segundos. Em seguida, fará sua pergunta a qualquer dos candidatos presentes.
2. Os representantes de todos os candidatos concordaram com as regras do debate fixadas hoje à tarde em definitivo. Ele ocorrerá no próximo dia 28.
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O Debate na TV Gazeta
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O debate entre candidatos à Presidência da República, realizado ontem à noite pela TV Gazeta, foi marcado por críticas ao ausente presidente Lula da silva (PT), que não compareceu, como de costume.
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A mediadora do debate, Maria Lydia, afirmou que o petista "sequer respondeu ao convite" da emissora.
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O debate contou com as presenças de Geraldo Alckmin (PSDB), Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT).
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Ataques ao ausente
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Cristovam Buarque repudiou a ausência do presidente Lula com ironia:
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"Sua coligação tem o nome de 'A Força do Povo', mas ele se nega a debater diante do povo".Do que Lula tem medo? Das acusações? Das cobranças?"..A senadora Heloísa Helena reclamou que Lula tem a obrigação de "descer de seu trono de corrupção, arrogância covardia política, e não tem que promover notas caluniosas nos meios de comunicação".
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O tucano Geraldo Alckmin lamentou a ausência de Lula e alegou que "eleição é um processo de diálogo".“Lula fez enormes promessas há quatro anos; a maioria não cumprida. Seu governo tem cinco ministros indiciados pela polícia e Lula não foi ao debate para não tratar desses temas”.
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Pergunta para a cadeira vazia
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Na segunda parte do bloco, os jornalistas poderiam formular uma pergunta para qual candidato quisessem.
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O jornalista Carlos Marchi pediu para fazer uma pergunta para o presidente Lula.
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Mas a apresentadora Maria Lydia interveio e alegou que as regras do debate não permitiam isso.
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PF atribui a coincidência presença de
diretor do Senado em operação
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Apesar de abrir uma sindicância interna para investigar as circunstâncias em que se deu a apreensão feita pela operação mão-de-obra na sala do diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, a Polícia Federal atribui a uma coincidência o fato de Agaciel ter recepcionado os policiais para a apreensão em sua sala. Um dos investigadores que atuaram no caso disse que Agaciel não foi indiciado pela PF e foi ouvido no inquérito apenas como testemunha.
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O Ministério Público Federal acusou a PF de vazar informações sobre a investigação sigilosa. A PF teria atrapalhado a operação que investiga fraudes na contratação de pessoal terceirizado para trabalhar no Senado e em outros cinco órgãos federais. No fim de julho, a pedido do MP, a Justiça autorizou a busca e apreensão de provas no Senado, mas os investigadores encontraram cofres vazios. O procurador Luciano Rolim suspeita que arquivos foram apagados dos computadores antes da chegada dos policiais.
Fonte: Globo Online
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Sem-terra ocupam Incra e bloqueiam rodovias de MT
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Andréia Fontes
Da Redação Jornal A Gazeta/MT
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Para não correr o risco de prejudicar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que lidera com folga a corrida presidencial, o Movimento dos Sem-Terra (MST) pisou no freio das invasões em todo o País. De acordo com números do próprio movimento, nos quatro primeiros meses deste ano, foram realizadas 134 ações em 21 Estados. Nos quatro meses seguintes, coincidindo com o período de campanha eleitoral, o número de invasões despencou - de maio a agosto foram apenas 46 em 11 Estados.
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Só que esqueceram de combinar com a turma do Mato Grosso. No início da manhã de ontem, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) ocuparam a sede da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/MT) e bloquearam a BR-163, no km 888 entre Sinop e Itaúba, e a BR-070, no km 724, próximo a Cáceres. A mobilização está ligada ao movimento nacional, que desde domingo iniciou manifestações em todo o país. O MST reivindica terra e comida e promete levar a mobilização até sexta-feira (15). As BRs, no entanto, foram liberadas no final da tarde de ontem.
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Segundo nota emitida pelo MST, até o momento foram assentadas pouco mais de cinco mil famílias em todo o país. Em Mato Grosso, há 3.600 famílias acampadas e, neste ano, apenas 70 foram assentadas, segundo ressalta um dos coordenadores do MST, Dogival Francisco Santos, que lidera a ocupação no Incra.
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Segundo Dogival, o Incra havia prometido assentar 2.200 famílias mato-grossenses até o final deste ano, meta que o MST considera impraticável com os trabalhos desenvolvidos até o momento.
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Além da problemática sobre assentamento, os sem-terra também reivindicam cestas básicas para os acampados. O MST ressalta que este ano só foi liberada uma etapa de cesta básica, faltando arroz e feijão. Dogival afirma que são necessárias 11,6 mil cestas básicas por etapa, para atender todas as famílias. A única liberação, no mês passado, foi de apenas duas mil cestas.
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Dogival afirmou que, após ocuparem o prédio do Incra em Mato Grosso, às 6h15 da manhã de ontem, a superintendência teria pedido para que eles liberassem o acesso a alguns funcionários para emissões de alguns processo de posse. "Nós não liberamos. Esses processos estão parados faz tempo e por que justamente hoje (ontem) seria possível dar andamento?", questiona. No Incra estão 80 famílias, cerca de 200 pessoas.
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A assessoria do Incra informou que o superintendente, Leonel Wohlfahrt, não marcou reunião com os representantes do movimento e que ainda não havia recebido a pauta de reivindicação. A assessoria ainda destacou que o Incra é responsável pela distribuição das cestas básicas, mas a aquisição é de competência da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
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