Decisão boliviana pode inviabilizar presença
da Petrobras no país.
A decisão do governo Evo Morales de assumir o controle das refinarias administradas por empresas estrangeiras pode inviabilizar a presença da Petrobras na Bolívia, que é a maior parceira dos bolivianos no setor e o maior importador de gás. O texto do decreto determina que o dinheiro vindo dos clientes estrangeiros das refinarias passa a ir direto para a estatal YPFB. Além disso, determina que todos os contratos já firmados entre as concessionárias e seus clientes internacionais devem ser revistos.
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O presidente da Bolívia desrespeitou os contratos mais uma vez. O governo boliviano passa, com isso, a comercializar o gás de cozinha e outros derivados de petróleo.
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A decisão provocou surpresa entre a diretoria da Petrobras. Depois de cinco meses de negociações sobre como funcionariam as refinarias nas mãos das concessionárias estrangeiras, o governo da Bolívia decretou a exclusividade na exportação de petróleo e gás liquefeito para a YPFB.
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"A Petrobras manifesta seu desacordo com a medida do ponto de vista legal, operacional e financeiro, já que isso inviabiliza totalmente os negócios de refino da companhia no país", disse a empresa, em um comunicado.
A empresa manifesta seu desacordo com a medida, desde o ponto de vista legal, operacional e financeiro, já que a decisão inviabiliza totalmente os negócios de refino da Companhia no país.
Na nota em que critica a nova medida, a Petrobras esclarece também que as margens de refino são definidas pela Superintendência de Hidrocarbonetos da Bolívia. "Em maio de 2005, este órgão regulador estabeleceu a margem que atualmente está em vigência. Este valor é insuficiente para cobrir os custos da empresa, razão pela qual a Petrobras solicitou sua revisão em diversas oportunidades", sustenta a nota.
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A Petrobras tem duas refinarias no país: uma em Cochabamba e outra em Santa Cruz de la Sierra. Pelas novas regras, a empresa passaria a ser apenas uma prestadora de serviços. Sozinha, a Petrobras é hoje responsável pela produção de toda a gasolina consumida pelos bolivianos e contribui com 22% dos impostos arrecadados no país.
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Petrobras cancela reunião com governo boliviano
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A Petrobras informou nesta quinta-feira que o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, cancelou sua ida à Bolívia para uma reunião com o governo local prevista para sexta-feira. A empresa não explicou o motivo do cancelamento, mas fontes ligadas à companhia afirmaram que tanto Gabrielli como o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, que também participaria da reunião, consideraram inapropriada a publicação de uma resolução com novas regras para operações no país, além de declarações de membros do governo boliviano.
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A assessoria do ministério informou que ainda não havia confirmação sobre possível cancelamento da viagem da delegação do governo brasileiro. Em comunicado divulgado na quinta-feira, a Petrobras informou que as mudanças previstas na resolução praticamente inviabilizam as operações de refino na Bolívia.
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A estatal informou que pediu a revisão das margens de refino estabelecidas em maio deste ano, o que não ocorreu, e acrescentou que o abastecimento do mercado local sob as normas atuais é deficitário.
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O governo boliviano, por sua vez, diz que a empresa registrou "benefícios extraordinários" nas operações das duas refinarias que tem no país.
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Fonte: Reuters
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da Petrobras no país.
A decisão do governo Evo Morales de assumir o controle das refinarias administradas por empresas estrangeiras pode inviabilizar a presença da Petrobras na Bolívia, que é a maior parceira dos bolivianos no setor e o maior importador de gás. O texto do decreto determina que o dinheiro vindo dos clientes estrangeiros das refinarias passa a ir direto para a estatal YPFB. Além disso, determina que todos os contratos já firmados entre as concessionárias e seus clientes internacionais devem ser revistos.
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O presidente da Bolívia desrespeitou os contratos mais uma vez. O governo boliviano passa, com isso, a comercializar o gás de cozinha e outros derivados de petróleo.
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A decisão provocou surpresa entre a diretoria da Petrobras. Depois de cinco meses de negociações sobre como funcionariam as refinarias nas mãos das concessionárias estrangeiras, o governo da Bolívia decretou a exclusividade na exportação de petróleo e gás liquefeito para a YPFB.
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"A Petrobras manifesta seu desacordo com a medida do ponto de vista legal, operacional e financeiro, já que isso inviabiliza totalmente os negócios de refino da companhia no país", disse a empresa, em um comunicado.
A empresa manifesta seu desacordo com a medida, desde o ponto de vista legal, operacional e financeiro, já que a decisão inviabiliza totalmente os negócios de refino da Companhia no país.
Na nota em que critica a nova medida, a Petrobras esclarece também que as margens de refino são definidas pela Superintendência de Hidrocarbonetos da Bolívia. "Em maio de 2005, este órgão regulador estabeleceu a margem que atualmente está em vigência. Este valor é insuficiente para cobrir os custos da empresa, razão pela qual a Petrobras solicitou sua revisão em diversas oportunidades", sustenta a nota.
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A Petrobras tem duas refinarias no país: uma em Cochabamba e outra em Santa Cruz de la Sierra. Pelas novas regras, a empresa passaria a ser apenas uma prestadora de serviços. Sozinha, a Petrobras é hoje responsável pela produção de toda a gasolina consumida pelos bolivianos e contribui com 22% dos impostos arrecadados no país.
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Petrobras cancela reunião com governo boliviano
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A Petrobras informou nesta quinta-feira que o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, cancelou sua ida à Bolívia para uma reunião com o governo local prevista para sexta-feira. A empresa não explicou o motivo do cancelamento, mas fontes ligadas à companhia afirmaram que tanto Gabrielli como o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, que também participaria da reunião, consideraram inapropriada a publicação de uma resolução com novas regras para operações no país, além de declarações de membros do governo boliviano.
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A assessoria do ministério informou que ainda não havia confirmação sobre possível cancelamento da viagem da delegação do governo brasileiro. Em comunicado divulgado na quinta-feira, a Petrobras informou que as mudanças previstas na resolução praticamente inviabilizam as operações de refino na Bolívia.
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A estatal informou que pediu a revisão das margens de refino estabelecidas em maio deste ano, o que não ocorreu, e acrescentou que o abastecimento do mercado local sob as normas atuais é deficitário.
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O governo boliviano, por sua vez, diz que a empresa registrou "benefícios extraordinários" nas operações das duas refinarias que tem no país.
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Fonte: Reuters
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COMENTANDO A NOTICIA: Esta é aquela típica notícia que não surpreende ninguém. Era uma morte anunciada desde quando Evo Morales invadiu as instalações da Petrobrás com tropas do exército boliviano representando uma verdadeira agressão ao patrimônio brasileiro: e o que é pior, sob aplausos do governo brasileiro. Dane-se os contratos firmados, os investimentos, etc. O Presidente Lula e seus asseclas deram, nesta questão como também em tantas outras, não estarem qualificados para defenderem o verdadeiro interesse do país. Com imensos prejuízos para empresas e consumidores do gás que gastaram muito dinheiro e, que provavelmente verão este investimento todo ser jogado no lixo por atitudes irresponsáveis de um governo omisso e negligente.
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Há alguns dias, noticiamos aqui, o apagão pelo qual já passa o estado do mato Grosso pela falta de suprimento do gás boliviano. É de se perguntar, e daí, senhor Ignácio Lula, você vai se dar conta de que foi eleito presidente do Brasil e defenderá nossos interesses, ou continuará omisso e de braços cruzados defendendo a expropriação vergonhosa de nosso patrimônio, verdadeira agressão à nossa soberania ?
COMENTANDO A NOTICIA: Esta é aquela típica notícia que não surpreende ninguém. Era uma morte anunciada desde quando Evo Morales invadiu as instalações da Petrobrás com tropas do exército boliviano representando uma verdadeira agressão ao patrimônio brasileiro: e o que é pior, sob aplausos do governo brasileiro. Dane-se os contratos firmados, os investimentos, etc. O Presidente Lula e seus asseclas deram, nesta questão como também em tantas outras, não estarem qualificados para defenderem o verdadeiro interesse do país. Com imensos prejuízos para empresas e consumidores do gás que gastaram muito dinheiro e, que provavelmente verão este investimento todo ser jogado no lixo por atitudes irresponsáveis de um governo omisso e negligente.
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Há alguns dias, noticiamos aqui, o apagão pelo qual já passa o estado do mato Grosso pela falta de suprimento do gás boliviano. É de se perguntar, e daí, senhor Ignácio Lula, você vai se dar conta de que foi eleito presidente do Brasil e defenderá nossos interesses, ou continuará omisso e de braços cruzados defendendo a expropriação vergonhosa de nosso patrimônio, verdadeira agressão à nossa soberania ?
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Triste ponto em que chegamos. É de se esperar que o povo brasileiro não cometa o equívoco de reelegê-lo para passarmos mais quatro anos desgovernados.