COMENTANDO A NOTICIA: Ainda no transcurso da campanha do primeiro turno, perguntaram-me sobre o que eu pensava na possibilidade de Lula ganhar a reeleição. Quem leu sabe que a minha resposta foi no sentido não da vitória de Lula, mas sim na derrota do Brasil. Ou seja, a mim conta o quanto representa de ruim e danoso para o futuro do país uma provável vitória de Lula.
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A cultura que assou no forno e depois trouxe o bolo pronto para festa no sentido de fazer de Lula um mito popular, tem um forte e desagradável cheiro e gosto de bolo azedo. Os ingredientes estão todos com seu prazo de validade vencidos há bastante tempo. Como também já afirmei repetidas vezes que Alckmin, apesar de representar o oposto de Lula e a prova está no excelente governo que fez em São Paulo sem seguir o roteiro que Lula segue e persegue como presidente, não parece o mais adequado ao Brasil. Claro que teria a virtude, porque tem a fibra administrativa necessária para isto, para limpar o Estado de toda a massa disforme que Lula espalhou por lá, e que se mantida, nos empurram não apenas ladeira abaixo, para a escuridão do abismo de muitos anos de atraso e retrocesso. Neste sentido, sou muito mais contrário à Lula do que a favor de Alckmin. Acredito que José Serra até tenha melhor preparo técnico, administrativo e político do que Alckmin. Ainda assim, não restando outra escolha cravo minha em opção sem medo de errar: o tucano tem preparo mais do que suficiente para tirar-nos da letargia que Lula nos condenou com suas "políticas" retrógradas, escudada por ideologias de atraso, e programas senis.
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Bastante seria analisar a estratégia que Lula tem empregado neste segundo turno para saber-se que o melhor para o país, seria que ele fosse mantido o mais longe possível da presidência da república.
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Pois bem, consideremos que as pesquisas do DATAFOLHA desta semana, que lhe dão vitória com 60% contra 40%, terminassem exatamente assim no dia 29 próximo. Isto o tornaria legalmente eleito ? De jeito nenhum, pela simples razão de que não há nenhuma legitimidade em sua campanha. São dezenas de crimes eleitorais praticados por Lula. E fosse nossa Justiça Eleitoral uma instituição cumpridora do espírito legal em vigor, a coligação de Lula há muito teria sido impugnada, bem como o PT há muito teria tido seu registro de partido político cassado.
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Não há como querer converter urna em tribunal. O eleitor vota nos candidatos que a justiça autorizou serem elegíveis. Porém, se no curso da campanha cometerem qualquer deslize legal, sua eleição pelas urnas para ser homologada pelo TSE precisa submeter-se ao crivo deste mesmo TSE. E se no entender o Tribunal Eleitoral Lula for julgado culpado, tem o TSE o dever constitucional de não diplomá-lo. Golpismo ? De modo algum. Isto chama-se legitimar o Estado de Direito, sob o qual Lula está inserido.
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E por que além dos crimes por ele praticado, sua eleição é danosa para o país? A começar por Lula ter na sua bagagem um programa muito longe do que anseia a população brasileira. Segundo, reeleito, manterá intacto os programas que ele julga como decisivos para a sua manutenção no poder. Por não ter preparo para o cargo, Lula não se deu conta ainda de que é preciso romper com alguns conceitos para devolver ao Brasil o necessário dinamismo para sairmos do atoleiro em que nos metemos e que nos mantém estagnados economicamente. E o que é pior: nos próximos quatro anos, a economia mundial já não ajudará tanto como nos últimos ela nos favoreceu, além do que a finanças públicas, bastante comprometidas a partir de Lula, continuaram se enfraquecendo. O raio é que a economia custa a dar sinais do estado doentio do paciente. Quando a febre o atinge, o restante do organismo já se acha bastante comprometido. Até aqui, por exemplo, a política cambial foi suficiente para insuflar o peito dos desenvolvimentistas do Planalto, a tal ponto que consideram o Brasil preparado para crescer acima de 5 ou 6 % ao ano, e de maneira consistente. Pena que isto não passa de mera ilusão.
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A cada ano que passa, o país segue andando mais e mais para trás, perdendo competitividade quando comparado aos demais países emergentes, sangrando criminosamente seu endividamento que é preciso atentar porque faz parte do discurso histórico do PT o calote da dívida interna (talvez por esta razão estamos trocando divida barata - a externa, na razão de 4 a 6% ao ano, por uma mais cara - a razão de atuais 14, 25 % (já tendo batido em 19%, já que não vai pagar, prá quê manter cuidados quanto ao seu montante ?), e deixando de investir no essencial, relevando e retardando fundamentais reformas para atração de investimentos produtivos que estão minguando ano após ano, aumentando e disseminando a corrupção por todo o Estado brasileiro.
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Portanto, Lula reeleito quem perde é o Brasil. O melhor é manter esta trajetória conservadora e imbecil, porque em dado instante os pouco números favoráveis serão revertidos muito rapidamente. Por exemplo, a queda de investimentos já é um sintoma preocupante, o nível de endividamento interno já é preocupante, a redução em investimentos governamentais em infra-estrutura nos tira a capacidade de aumentar nossa produtividade, e o câmbio burro, com o aumento gradual de importações faz com que exportamos empregos.
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Mas não fossem apenas por estes erros de direção, há outras tantas razões legais para Lula, se reeleito, não ter legitimidade para ser reempossado. E aqui, gostem ou não, o que se deve preservar é o respeito às leis em vigor, do contrário legitimamos uma ditadura e enterramos nossa democracia tão duramente reconquistada.
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Creio que o pensamento de Reinaldo Azevedo reforça nossa tese. Leiam e reflitam. Claro que m melhor seria as urnas falarem mais alto. O seu resultado, porém, não será e nunca poderá ser definitivo. è condenável alguém sair comprando votos a 20 reais como ainda se vê em alguns municípios do interior do Brasil. Para quem conhece o que Brasil, sabe que isto é um fato concreto. E que tal comprar 40,0 milhões de votos a 75 reais ? Não é tão condenável quanto ? Ou, mesmo aqueles que se vendem a 3 bilhões de reais ? Aqui, tanto faz ser um centavo ou um milhão. O condenável é o ato em si, independentemente de seu acerto financeiro.
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Pois bem, para quem conheceu o Bolsa Escola de Fernando Henrique e os demais programas sociais por ele implantados, sabe e conhece bem os resultados que tais programas proporcionaram ao país. E apesar disto, não se viu FHC "vender" estes programas para a obtenção de votos. Contrariamente, é isto que Lula faz, além de ter aberto mão das reciprocidades que os Bolsas tinham e deixaram de ter. Depois do Bolsa Escola de FHC, Lula os converteu em Bolsa Família entre 2003 a 2005, e neste ano, os transformou em verdadeira Bolsa Esmola de Voto. E com recursos públicos, caracterizando assim o uso do poder econômico, proibido em lei. Fora o uso intenso da máquina pública, além da abusiva pressão sobre os funcionários públicos para cravarem voto no safado.
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Se ilude quem quer, ou quem não está suficiente informado do que perigo que Lula representa para estabilidade econômica, política e social do país. Inúmeros exemplos do que seria seu governo por mais quatro anos tem sido dado e deles pouco se aventuram em comentar. Razão pela qual precisamos ser insistentes em rememorar o passado recente. Como também, e oi faremos a partir, é preciso esclarecer alguns dos "feitos" que a propaganda oficial transpassa para o povo brasileiro. Lula e seu partido criminoso representam o que há de pior para o país. O melhor que faz é mantê-los distantes do poder, e se possível, impedi-los de terem acesso à política nacional. Verdadeiros vírus mortais. Destroem tudo o que estiver à volta, dando certo de modo decente.
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Junto com o comentário do Reinaldo Azevedo a propósito do que acima afirmamos, transcrevemos ainda o artigo de Adriana Vandoni, "Meus dedinhos, onde estão?", publicado no Argumento & Política. Hilário. Porém real. Aliás, duramente real.
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A cultura que assou no forno e depois trouxe o bolo pronto para festa no sentido de fazer de Lula um mito popular, tem um forte e desagradável cheiro e gosto de bolo azedo. Os ingredientes estão todos com seu prazo de validade vencidos há bastante tempo. Como também já afirmei repetidas vezes que Alckmin, apesar de representar o oposto de Lula e a prova está no excelente governo que fez em São Paulo sem seguir o roteiro que Lula segue e persegue como presidente, não parece o mais adequado ao Brasil. Claro que teria a virtude, porque tem a fibra administrativa necessária para isto, para limpar o Estado de toda a massa disforme que Lula espalhou por lá, e que se mantida, nos empurram não apenas ladeira abaixo, para a escuridão do abismo de muitos anos de atraso e retrocesso. Neste sentido, sou muito mais contrário à Lula do que a favor de Alckmin. Acredito que José Serra até tenha melhor preparo técnico, administrativo e político do que Alckmin. Ainda assim, não restando outra escolha cravo minha em opção sem medo de errar: o tucano tem preparo mais do que suficiente para tirar-nos da letargia que Lula nos condenou com suas "políticas" retrógradas, escudada por ideologias de atraso, e programas senis.
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Bastante seria analisar a estratégia que Lula tem empregado neste segundo turno para saber-se que o melhor para o país, seria que ele fosse mantido o mais longe possível da presidência da república.
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Pois bem, consideremos que as pesquisas do DATAFOLHA desta semana, que lhe dão vitória com 60% contra 40%, terminassem exatamente assim no dia 29 próximo. Isto o tornaria legalmente eleito ? De jeito nenhum, pela simples razão de que não há nenhuma legitimidade em sua campanha. São dezenas de crimes eleitorais praticados por Lula. E fosse nossa Justiça Eleitoral uma instituição cumpridora do espírito legal em vigor, a coligação de Lula há muito teria sido impugnada, bem como o PT há muito teria tido seu registro de partido político cassado.
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Não há como querer converter urna em tribunal. O eleitor vota nos candidatos que a justiça autorizou serem elegíveis. Porém, se no curso da campanha cometerem qualquer deslize legal, sua eleição pelas urnas para ser homologada pelo TSE precisa submeter-se ao crivo deste mesmo TSE. E se no entender o Tribunal Eleitoral Lula for julgado culpado, tem o TSE o dever constitucional de não diplomá-lo. Golpismo ? De modo algum. Isto chama-se legitimar o Estado de Direito, sob o qual Lula está inserido.
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E por que além dos crimes por ele praticado, sua eleição é danosa para o país? A começar por Lula ter na sua bagagem um programa muito longe do que anseia a população brasileira. Segundo, reeleito, manterá intacto os programas que ele julga como decisivos para a sua manutenção no poder. Por não ter preparo para o cargo, Lula não se deu conta ainda de que é preciso romper com alguns conceitos para devolver ao Brasil o necessário dinamismo para sairmos do atoleiro em que nos metemos e que nos mantém estagnados economicamente. E o que é pior: nos próximos quatro anos, a economia mundial já não ajudará tanto como nos últimos ela nos favoreceu, além do que a finanças públicas, bastante comprometidas a partir de Lula, continuaram se enfraquecendo. O raio é que a economia custa a dar sinais do estado doentio do paciente. Quando a febre o atinge, o restante do organismo já se acha bastante comprometido. Até aqui, por exemplo, a política cambial foi suficiente para insuflar o peito dos desenvolvimentistas do Planalto, a tal ponto que consideram o Brasil preparado para crescer acima de 5 ou 6 % ao ano, e de maneira consistente. Pena que isto não passa de mera ilusão.
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A cada ano que passa, o país segue andando mais e mais para trás, perdendo competitividade quando comparado aos demais países emergentes, sangrando criminosamente seu endividamento que é preciso atentar porque faz parte do discurso histórico do PT o calote da dívida interna (talvez por esta razão estamos trocando divida barata - a externa, na razão de 4 a 6% ao ano, por uma mais cara - a razão de atuais 14, 25 % (já tendo batido em 19%, já que não vai pagar, prá quê manter cuidados quanto ao seu montante ?), e deixando de investir no essencial, relevando e retardando fundamentais reformas para atração de investimentos produtivos que estão minguando ano após ano, aumentando e disseminando a corrupção por todo o Estado brasileiro.
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Portanto, Lula reeleito quem perde é o Brasil. O melhor é manter esta trajetória conservadora e imbecil, porque em dado instante os pouco números favoráveis serão revertidos muito rapidamente. Por exemplo, a queda de investimentos já é um sintoma preocupante, o nível de endividamento interno já é preocupante, a redução em investimentos governamentais em infra-estrutura nos tira a capacidade de aumentar nossa produtividade, e o câmbio burro, com o aumento gradual de importações faz com que exportamos empregos.
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Mas não fossem apenas por estes erros de direção, há outras tantas razões legais para Lula, se reeleito, não ter legitimidade para ser reempossado. E aqui, gostem ou não, o que se deve preservar é o respeito às leis em vigor, do contrário legitimamos uma ditadura e enterramos nossa democracia tão duramente reconquistada.
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Creio que o pensamento de Reinaldo Azevedo reforça nossa tese. Leiam e reflitam. Claro que m melhor seria as urnas falarem mais alto. O seu resultado, porém, não será e nunca poderá ser definitivo. è condenável alguém sair comprando votos a 20 reais como ainda se vê em alguns municípios do interior do Brasil. Para quem conhece o que Brasil, sabe que isto é um fato concreto. E que tal comprar 40,0 milhões de votos a 75 reais ? Não é tão condenável quanto ? Ou, mesmo aqueles que se vendem a 3 bilhões de reais ? Aqui, tanto faz ser um centavo ou um milhão. O condenável é o ato em si, independentemente de seu acerto financeiro.
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Pois bem, para quem conheceu o Bolsa Escola de Fernando Henrique e os demais programas sociais por ele implantados, sabe e conhece bem os resultados que tais programas proporcionaram ao país. E apesar disto, não se viu FHC "vender" estes programas para a obtenção de votos. Contrariamente, é isto que Lula faz, além de ter aberto mão das reciprocidades que os Bolsas tinham e deixaram de ter. Depois do Bolsa Escola de FHC, Lula os converteu em Bolsa Família entre 2003 a 2005, e neste ano, os transformou em verdadeira Bolsa Esmola de Voto. E com recursos públicos, caracterizando assim o uso do poder econômico, proibido em lei. Fora o uso intenso da máquina pública, além da abusiva pressão sobre os funcionários públicos para cravarem voto no safado.
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Se ilude quem quer, ou quem não está suficiente informado do que perigo que Lula representa para estabilidade econômica, política e social do país. Inúmeros exemplos do que seria seu governo por mais quatro anos tem sido dado e deles pouco se aventuram em comentar. Razão pela qual precisamos ser insistentes em rememorar o passado recente. Como também, e oi faremos a partir, é preciso esclarecer alguns dos "feitos" que a propaganda oficial transpassa para o povo brasileiro. Lula e seu partido criminoso representam o que há de pior para o país. O melhor que faz é mantê-los distantes do poder, e se possível, impedi-los de terem acesso à política nacional. Verdadeiros vírus mortais. Destroem tudo o que estiver à volta, dando certo de modo decente.
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Junto com o comentário do Reinaldo Azevedo a propósito do que acima afirmamos, transcrevemos ainda o artigo de Adriana Vandoni, "Meus dedinhos, onde estão?", publicado no Argumento & Política. Hilário. Porém real. Aliás, duramente real.
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As leis ou as urnas?
Por Reinaldo Azevedo
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Já disse que acho os números compatíveis com a realidade política pós-primeiro turno. O PT retesou os músculos e foi para a luta, empregando todas as armas que tem: as lícitas e, por que não?, as ilícitas. É de sua natureza. Esse terrorismo com a questão da privatização da Petrobras e do Banco do Brasil faz parte do banditismo político. Pelo mesmo raciocínio, poder-se-ia dizer que o PT está prestes a fazer a luta armada. Afinal, é o que está no passado de uma boa parte dos petistas. Sempre com a ressalva que de que o paralelo é imperfeito: a privatização não se confunde com banditismo. Mas o fato é que eles perceberam o cheiro de carne queimada.
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Já disse que acho os números compatíveis com a realidade política pós-primeiro turno. O PT retesou os músculos e foi para a luta, empregando todas as armas que tem: as lícitas e, por que não?, as ilícitas. É de sua natureza. Esse terrorismo com a questão da privatização da Petrobras e do Banco do Brasil faz parte do banditismo político. Pelo mesmo raciocínio, poder-se-ia dizer que o PT está prestes a fazer a luta armada. Afinal, é o que está no passado de uma boa parte dos petistas. Sempre com a ressalva que de que o paralelo é imperfeito: a privatização não se confunde com banditismo. Mas o fato é que eles perceberam o cheiro de carne queimada.
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Já a campanha de Alckmin sacou mais um clichê, de uma lista enorme, da algibeira: “Segundo turno é outra eleição”. Trata-se de uma daquelas frases acacianas típicas do tempo em que alguns tucanos diziam que intenção de voto só traduzia o “recall”, como se isso fosse negativo. Estávamos ali pelo fim de 2005. Alckmin também costumava dizer uma outra: “O eleitor só decide perto da eleição” — ou coisa assim. Na esmagadora maioria dos casos, quem vence o primeiro turno também leva o segundo. As exceções, como sempre, só evidenciam a regra.
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Ocorre que Alckmin lidera uma equipe que não gosta de ouvir. Tem sempre idéias muito próprias sobre qualquer assunto. E uma certeza mística que se confunde, às vezes, com parvoíce. Entre outras besteiras, como foi apontado aqui, permitiram que a campanha esfriasse. Está tudo perdido? Não.Sacolejos
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O dossiê levou ao segundo turno.
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Algumas bombas vão estourar no quinta do PT. E, desta feita, vêm da imprensa. É aguardar para ver. A desmoralização não será pequena. Para começo de conversa, foi preciso abortar uma operação que já estava em curso. Segundo a versão que era do agrado de quase todo mundo, a origem do dinheiro seria caixa dois da campanha de Mercadante, em São Paulo — sem, é claro, o conhecimento do candidato... Mas não só isso. Os petistas teriam sido alertados pelo submundo que Abel Pereira estava interessado em comprar um dossiê dos Vedoim e, por isso, decidiram — tolamente, coitados! — entrar numa espécie de “concorrência”. E ficaria tudo por isso mesmo. Sem que se chegasse, porque supostamente impossível, à origem da grana.
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Mas a versão vai ser desmontada até o dia 29, data do segundo turno. Será o bastante para eliminar a brutal vantagem de Lula? Não sei. Sinceramente, eu acho que não. Os petistas ocuparam primeiro o lugar das vítimas, o que lhes garante um formidável poder. Mas estou apostando que boa parte do banditismo que diz respeito ao dossiê vem à luz antes do que se imagina.
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E então...
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E, então, é possível que o país eleja um presidente com a cabeça na guilhotina. Até porque, convenha-se, se Lula se reelege com 60% dos votos válidos, vai entender que as urnas estão perdoando o seu governo de todas as lambanças. Aliás, ele disse isso no fim do programa Roda Viva: afirmou que, apesar dos problemas, o povo sabe que come mais. Como escrevi em setembro, no artigo da Veja, petista acha que urna é tribunal. A se confirmar o que as pesquisas estão indicando, a política e a polícia estarão mais próximas no espírito do que na ortografia. Não se estará elegendo um presidente, mas uma crise.
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E, então, é possível que o país eleja um presidente com a cabeça na guilhotina. Até porque, convenha-se, se Lula se reelege com 60% dos votos válidos, vai entender que as urnas estão perdoando o seu governo de todas as lambanças. Aliás, ele disse isso no fim do programa Roda Viva: afirmou que, apesar dos problemas, o povo sabe que come mais. Como escrevi em setembro, no artigo da Veja, petista acha que urna é tribunal. A se confirmar o que as pesquisas estão indicando, a política e a polícia estarão mais próximas no espírito do que na ortografia. Não se estará elegendo um presidente, mas uma crise.
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A Constituição é o povo por extenso. As oposições devem recorrer a todos os meios legais que estiverem a seu alcance para responder à tentativa de golpe que representou o dossiê contra José Serra. Posso estar preocupado, e estou, mas intelectualmente muito satisfeito — à diferença do que estão sugerindo os petralhas, que apostam que estou arrancando os cabelos (no momento, nem os tenho...). Ainda em Primeira Leitura, e aqui também, escrevi dezenas de vezes que o petismo só prospera se falece o Estado de Direito.
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Lula nos conduziu a um aparente paradoxo: ou triunfam as urnas ou as leis. E por que ele é apenas aparente? Porque as leis e as urnas só estão em oposição quando há gente disposta a usar as urnas para assaltar as leis.