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Tudo aquilo que se disse sobre o projeto de Lula em relação ao Brasil, durante o seu primeiro mandato e, principalmente, ao longo de toda a campanha eleitoral, agora se confirma pelas próprias palavras do petista: o projeto de Lula é de poder, nunca de governo. Da Agência Estado, leiam a notícia sobre as declarações feitas pelo presidente no Mato Grosso:
Tudo aquilo que se disse sobre o projeto de Lula em relação ao Brasil, durante o seu primeiro mandato e, principalmente, ao longo de toda a campanha eleitoral, agora se confirma pelas próprias palavras do petista: o projeto de Lula é de poder, nunca de governo. Da Agência Estado, leiam a notícia sobre as declarações feitas pelo presidente no Mato Grosso:
Lula confessa que não sabe o que fazer
Presidente promete se dedicar até 31 de dezembro para encontrar soluções para País crescer
BARRA DO BUGRES (MT) - Em discurso de 30 minutos na inauguração da primeira usina de biodiesel associado com álcool no País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que não sabe ainda quais são as soluções para o Brasil crescer, mas que dedicará o resto deste ano a encontrar formas de "destravar o País" - missão à qual se destinará "até o 31 de dezembro".
"Tem algo, e não me pergunte o que é ainda, que eu não sei, e não me perguntem a solução, que não as tenho, mas eu vou encontrar porque o País precisa crescer", afirmou, em Barra dos Bugres (MT). Logo depois da eleição, Lula pediu à equipe uma série de medidas para acelerar o crescimento, mas as achou tímidas e cobrou mais ação.
Ontem, disse que logo lançará um "pacote" de ações. Mas avisou que não abrirá mão da responsabilidade fiscal. "Não vamos quebrar a economia brasileira. Não me peçam para anunciar mágica. O País vai ter de aprender a ganhar dinheiro produzindo com responsabilidade."
Depois, reclamou que se ganha demais com juros no Brasil. "Vamos ter que acertar essa situação." Antes dele, o governador reeleito Blairo Maggi criticou a demora nas licenças ambientais para a construção das eclusas do Rio Madeira. Lula defendeu a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, mas criticou a legislação, "criada por nós mesmos porque eu fui deputado".
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Bastante que se veja como Lula tem negociado cargos, idéias, planos de governos, projetos de reformas, desde que foi proclamado vencedor. Já se sabe que o novo ministério ficará para fevereiro de 2007, após as eleições para presidentes do Senado e, prioritariamente, para a Câmara.
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Se os programas a serem desenvolvidos deverão ser primeiramente analisados pelos novos ocupantes dos ministérios, representa dizer que o Brasil, do segundo mandato de Lula, só nascerá após a Páscoa. E, assim mesmo, se projetos e programas já tiverem sido traçados até lá. Convenhamos, é muito tempo ocioso, muita espera, e o pior, sem a certeza de que se terá algo concreto em relação ao próprio futuro do país.
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Lula mesmo diz que não sabe o que fazer. E isto após quatro anos de governo, é mais do que desastroso. Um governante que já rodou no poder o tempo que Lula lá se encontra, e, após ser reeleito para um novo período, vem a público e diz que não sabe o que fazer, era para pegar o boné e ir prá casa. Serão mais quatro anos de mentiras e enrolações, e o País à deriva, andando para trás, perdendo oportunidades, e espalhando mais miséria ainda. A única coisa que Lula sabe dizer é que sua opção é com os pobres. E o resto, presidente, como é que fica ?
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Ora, já se sabia em 2003, quando assumiu o poder, que o País precisava de reformas política, previdenciária, tributária e até de sua legislação penal, além de uma indispensável desburocratização dos serviços públicos, e a atração urgente de investimentos maciços na infra-estrutura do Brasil, tudo com vistas à aceleração dos níveis de crescimento, capazes de gerar os empregos e renda que estão faltando. Após quatro anos, Lula vem dizer que não tem projetos ? Que não sabe o que fazer ?
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O que na verdade então significam estas reuniões de “concertação” que ele vem promovendo diariamente ? No fundo, o que Lula espera é que alguém, ou alguns, façam o serviço que ele não sente competente para fazer, ou seja, que cada um apresente projetos, programas salvadores do crescimento ridículo que nos têm atormentado estes anos lulistas. Claro que o poder será dele, os melhores e mais cobiçados cargos serão do PT, mas o trabalho será dos outros, coisa aliás que Lula espera agora repetir no segundo mandato, tal qual o fez no primeiro, quando herdou toda a estabilidade econômica protagonizada por FHC. Evidente que os louros Lula afirma serem seus, o que não passa de uma deslavada mentira.
Ocorre, também, que o programa econômico que aí está não saiu de nenhuma brilhante mente petista. Até pelo contrário. Os petistas passaram o tempo todo dizendo que ia dar errado. Mexer nos fundamentos macroeconômicos implantados no período FHC não dá segurança à Lula de que as reformas melhorarão ou piorarão o quadro atual de crescimento abaixo da média mundial. Mexer com as reformas que já deveriam ter sido promovidas no primeiro mandato, terá um custo político que Lula não quer pagar. Então, nada melhor do que dividir os prejuízos com terceiros. E se a oposição fizer o seu papel, isto é, aguardar que a iniciativa da agenda de reformas seja apresentada por Lula, e não pela oposição, então a desculpa será de que se não deu certo, os culpados foram os outros que não ajudaram. Vejam que Lula até agora não apresentou além de uma inútil reforma política, nada além de balela, de promessas, conversas vazias, sem objetivo, sem um esboço de trabalhos, tudo como se ainda estivesse no palanque.
Porém, de uma forma ou de outra, o que se percebe é que, além de Lula não contar com os conselheiros que teve no início de seu governo, a maioria afastada por nebulosas negociações pouco honestas, Lula não sabe para que lado direcionar sua atuação. Pode-se dizer que está perdido e inseguro quanto aos caminhos a seguir.
Já se deu conta, também, que a teia de apoios políticos com os quais pode contar ao longo da campanha pela reeleição, cobrarão, como já o estão fazendo, o preço deste apoio. Isto significa repartir o poder, principalmente com o PMDB, cada vez mais ávido pelas boquinhas federais. Os próprios aliados de partido, no caso o PT, não estão muito confortáveis com a posição secundária com que Lula os vêm tratando. E isto tudo, acaba resvalando para a vala comum do tiro no escuro.
Lula venceu com a promessa de crescimento. Repetiu a exaustão o índice de 5%. Garantiu que o País reúne, no momento, sua melhor posição histórica de indicadores positivos para que o tal crescimento se dê em níveis superiores, na média, ao que o país experimentou nos últimos quatro anos. Esta acabou se tornando sua obsessão. Não cumprir com tal promessa é praticamente um ato de confissão de incompetência e de mentiras cantadas em verso e prosa ao longo deste tempo em que se encontra à testa do Executivo Federal. O preço político desta rota é o descrédito. Lula não saberia conviver com tamanha carga.
Porém, que não se engane ninguém: o segundo mandato de Lula, se for para superar o que foi o primeiro, ainda lhe faltam caminhos a serem trilhados para atingir a tão prometida meta de crescimento. Gastou e consumiu quatro anos sem os avanços indispensáveis para um vigoroso crescimento. O doloroso é que os projetos e programas que já deveriam estar delineados ao longo da campanha, agora se vê, (e conforme várias vezes dissemos e alertamos na ocasião), não passavam de cartas de boa intenção, porém longe de serem planos de governos, nascidos da própria experiência que experimentara, e das próprias necessidades e carências reclamadas pela sociedade brasileira.
Este plano de governo é indiscutível que Lula não teve antes, e não o tem agora. É visível que toda a conversação que Lula vem mantendo é para buscar alguém que venha com este plano debaixo do braço para ele seguir. Se é assim, e é, vai ser difícil o segundo mandato melhorar em relação ao primeiro. Primeiro, porque as oposições já estão se dando conta do joguinho que Lula tenta, mesmo que disfarçadamente sob o manto da “concertação” esconder dos brasileiros. A de que ele não tem plano algum, a não ser de poder. A sustentação política também parece ser um tanto frágil para dar a Lula a segurança necessária para ele avançar. Ela está muito mais dedicada ao bônus de governar (ou ajudar a governar) do que com o ônus que representa. É o preço que Lula tenta fingir que não acatará, mas que, inevitavelmente, deverá ceder se não quiser amargar passar quatro anos perdendo credibilidade popular por estar à frente de um governo acéfalo, inútil, ineficiente e estagnado, e sem um ponto de chegada. O país não crescerá com vontade apenas, ou com conversa fiada.
Para muitos tal situação não é surpresa. O aviso havia sido dado com muita antecedência, até com base nas alianças que Lula foi construindo ao longo da campanha. O que se deseja é que Lula possa desvencilhar-se da própria armadilha que armou contra si. E que com superação e equilíbrio, encontre a luz no final do túnel para tirar o país do marasmo e da estagnação.
O que por certo não conseguirá, mesmo que use toda a sua habilidade política de negociação, é afastar-se do preço político que seu governo deverá pagar pelas reformas que a todos são necessárias, que ele sabe imprescindíveis, como ainda conhece o preço político de cada uma. Se tentar fugir do roteiro, aí é que seu governo naufragará vertiginosamente. Tentar salvar os anéis e os dedos é que não será mais possível. Chegou a hora da verdade para Lula. Isto é, agora ele terá que provar que são verdades todas as mentiras que contou ao longo de quatro anos. Conseguirá ? Já se vê que ter ganho a eleição não o ajudou a construir nem uma ampla base de apoio político, nem tampouco encontrar o gênio que lhe traga num bandeja um projeto de governo minimamente decente. Não será, portanto, com bravatas de palanque, nem com carisma junto ao eleitorado, que Lula se tornará um governante capacitado. Será preciso encontrar nele mesmo a competência que lhe faltou até aqui para governar o país rumo a um futuro melhor. Agora, Lula precisará ser presidente, e governar como tal. Por certo, não encontrará tal competência no interior do Aerolula, até porque ele tornou-se herdeiro de si mesmo. E fruto de seu primeiro mandato o que mais se teve foram mentiras e mistificações, com as quais nenhum governante consegue traçar plano algum de governo.
Você, brasileira e brasileiro, já aprendeu a rezar ? Não ???!!!! Corra e aprenda rapidinho. Vamos precisar de muita reza nos próximos quatro anos.