terça-feira, novembro 21, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Sorriso Com O Nosso
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Do Giba Um
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Só faltava essa!. O senador Paulo Paim (PT-SP), um dos poucos eleitos do partido que nunca sofreu denúncias de corrupção, colocou três implantes dentários e, depois, todo supimpa com o novo sorriso, levou as notas do dentista para que o Senado pagasse a conta. Aí, surpresa: o departamento competente quase não quis pagar. Mas, não que argumentasse que o dinheiro do contribuinte seja para pagar implante de dentes de congressistas algum. Queriam que o orçamento dos implantes tivesse sido apresentado antes das cirurgias.
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INSS e gasto com pessoal inibem investimentos
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Por Reinaldo Azevedo
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Por Gustavo Patu na Folha: “A expansão já contratada dos gastos com o funcionalismo e os benefícios previdenciários torna quase impossível iniciar em 2007 a estratégia estudada pelo governo de conter as despesas permanentes -pessoal, custeio administrativo e programas sociais- para ampliar os investimentos públicos. Segundo cruzamento feito pela Folha entre as previsões do Orçamento e as estimativas do mercado para o crescimento econômico, a despesa com pessoal e Previdência subirá de 13,1%, em 2006, para o recorde de 13,4% do PIB (Produto Interno Bruto) no próximo ano, mesmo que não haja nenhum reajuste dos salários ou das aposentadorias além dos concedidos neste ano eleitoral. Nesse cenário, a meta de reduzir as chamadas despesas correntes (pessoal e custeio) em 0,1 ponto percentual do PIB dependeria de um improvável e inédito corte orçamentário de R$ 10 bilhões. Cortes dessa magnitude só foram feitos no passado sobre os investimentos, justamente o que se pretende evitar agora. Previdência e pessoal respondem por mais de 70% dos gastos correntes do Executivo. Somando outras despesas intocáveis, como saúde, educação, seguro-desemprego, benefícios assistenciais obrigatórios e Bolsa Família, a proporção sobe para cerca de 96%. Nos 4% restantes, uma fatia minúscula do Orçamento estimada em R$ 18 bilhões, espremem-se as despesas necessárias para manter as atividades de defesa nacional, segurança pública, relações exteriores, conservação da infra-estrutura e apoio à atividade agrícola, à indústria e aos serviços.”
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Zero mais zero
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G.Um
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A última reunião ministerial comandada por Lula, segundo um ministro aliado – e dotado de muito bom humor – parecia mesmo uma outra versão do famoso programa de televisão: só que deveria se chamar Escolinha sem Barulho. Explica-se: Lula cobrava mais ação dos ministros, a pouco mais de um mês da mudança dos titulares de Pastas. A grande maioria permanecia apática, sem saber se fica ou vai e, à essa altura, estão preocupadas com cada situação pessoal mesmo e, nem um pouco, com os grandes problemas nacionais. Mais: nessa – e em outras – reunião, Lula não cita pontos específicos que quer ver soluções encaminhadas, pelo menos. É como se fosse uma chamada oral , em bancos escolares, para chegar se alguém fez uma lição de casa mais esmerada, mais criativa.
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Por outro lado, na mesma reunião com ministros (alguns, levaram propostas até para o segundo mandato), Lula deu a nova palavra de ordem: “Quero mais ativismo ministerial”. No Aurélio “ativismo” significa (para quem não sabe):
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“1. Doutrina que admite algum tipo de oposição entre a ação e os domínios do conhecimento e que dá primaria à ação, em diversos graus e definições;
2. Estilo literário em que se emprega gêneros literários para propaganda de idéias políticas;
3. Militância política”. Pelo que se vê é um novo intelectual na praça.
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Para pensar na cama
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O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Sepúlveda Pertence, cotado para ser ministro da Justiça do segundo mandato de Lula da Silva, lança uma frase enigmática, reproduzida no Estadão, para que os brasileiros reflitam com todo cuidado:
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"É difícil (prender corrupto). O corrupto competente é um homem que planeja"..Deve ser por declarações como essa que o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos vem pregando que “o Brasil hospeda bacilo de uma letargia democrática”.
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Tradução do pensamento: Como Democracia é a Segurança do Direito, onde não existe Segurança e muito menos respeito ao Direito, a Democracia fica inviável.
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Além disso, vivemos sob o governo do crime organizado, caracterizado pela associação, para fins delitivos, entre a classe política, membros dos três poderes e criminosos de toda espécie, com a finalidade de se locupletar do poder do Estado, via corrupção.
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Não é mais fácil conter o roubo?
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Apesar de pressões do mercado financeiro e do setor produtivo, ganha força no governo a tese de que seja realizado apenas um outro "choque de gestão" na Previdência, a fim de reduzir o pretenso déficit.
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O “rombo” previsto é de R$ 41 bilhões, neste ano, e R$ 46 bilhões em 2007, segundo estimativas oficiais.
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Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu que apresentará ao presidente uma proposta de aperfeiçoamento da gestão da Previdência que seria capaz de reduzir as despesas.
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A CPMF com os dias contados
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De Valdir Raupp (PMDB-RO), relator do orçamento de 2007, cotado para ser o líder do governo no Congresso no próximo ano, dando sinais de que a CPMF tem futuro curto:
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- As autoridades prometeram que o imposto (CPMF) iria durar apenas um ano, o que hoje, 12 anos depois, soa como escárnio. Logo o dinheiro fácil despertou os interesses do governo federal que descobriu na CPMF uma mina de ouro para arrecadar recursos (...) Se a CPMF representa dinheiro fácil para o Leão, para o bolso do contribuinte é um verdadeiro fardo.
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Raupp colhe assinaturas para uma Proposta de Emenda Constitucional para reduzir, entre 2008 e 2015, a alíquota da CPMF de 0,38% para 0,08%. O dinheiro iria para o Fundo de Combate à Pobreza.
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O assunto será levado à equipe econômica, que já deu mostras, na reunião desta semana com Lula, de que a idéia pode ser levada em consideração.