O Globo Online
RIO - A carga tributária avançou, em 2007, mais do que o Produto Interno Bruto, que registrou crescimento de 5,4% no ano passado , o maior índice desde 2004, impulsionado pelo crescimento interno, principalmente das famílias, mostra reportagem do Globo, nesta quinta-feira. A carga tributária chegou a 36,08% do PIB no ano passado, com crescimento de 1,02 ponto percentual em relação a 2006. Descontada a inflação, ficou em 7,2% sobre 2006.
RIO - A carga tributária avançou, em 2007, mais do que o Produto Interno Bruto, que registrou crescimento de 5,4% no ano passado , o maior índice desde 2004, impulsionado pelo crescimento interno, principalmente das famílias, mostra reportagem do Globo, nesta quinta-feira. A carga tributária chegou a 36,08% do PIB no ano passado, com crescimento de 1,02 ponto percentual em relação a 2006. Descontada a inflação, ficou em 7,2% sobre 2006.
" Enquanto o PIB per capita cresceu 4% em termos reais (acima da inflação), a mordida no bolso do brasileiro aumentou 7,2% "
Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), cada brasileiro pagou, em média, R$ 4.943,15 em impostos, tributos e contribuições para as três esferas de governo, contra uma carga per capita de R$ 4.379,39 no ano anterior. Os dados consideram a nova metodologia do IBGE. Se a forma anterior de cálculo do PIB continuasse valendo, a carga teria chegado a 39,9%.
- Enquanto o PIB per capita cresceu 4% em termos reais (acima da inflação), a mordida no bolso do brasileiro aumentou 7,2% - disse o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.
Em 2007, foram arrecadados R$ 923,24 bilhões, para um PIB de R$ 2,55 trilhões, com aumento nominal de 12,87% e real de 7,2% sobre 2006. Em termos percentuais, os tributos recolhidos pela União cresceram 14,05% - com destaque para IPI, Imposto de Importação e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Na esfera dos estados, o peso dos impostos aumentou 10,13% e na dos municípios, 12,87%.
Estimativa para 2008
A primeira estimativa para a carga de 2008 aponta para uma queda de cerca de 0,5 ponto percentual, por causa do fim da cobrança da CPMF. Uma vez confirmada, seria a primeira redução nos últimos quatro anos. De 2002 para 2003, a carga caiu de 35,84% para 35,54%.
Ranking mundial
Apesar da expansão do PIB, o Brasil continua como a 10 economia mundial, com US$ 1,24 trilhão, podendo perder o posto para a Rússia em breve. De todos os Brics (emergentes), o Brasil foi o que teve menor percentual de crescimento, atrás de China, Índia e Rússia, além de Argentina, Coréia e Venezuela.
Governo não quer crescimento exagerado
A forte expansão de 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2007 trouxe ao mesmo tempo otimismo e preocupação e levou o presidente Luis Inácio Lula da Silva a pedir uma "euforia comedida" em relação ao resultado. De acordo com os economistas, por um lado, o maior crescimento dos investimentos desde 1996 sugere que a economia continuará aquecida no médio prazo; por outro, o elevado nível de consumo inspira temor de pressão inflacionária no curto prazo.
Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), cada brasileiro pagou, em média, R$ 4.943,15 em impostos, tributos e contribuições para as três esferas de governo, contra uma carga per capita de R$ 4.379,39 no ano anterior. Os dados consideram a nova metodologia do IBGE. Se a forma anterior de cálculo do PIB continuasse valendo, a carga teria chegado a 39,9%.
- Enquanto o PIB per capita cresceu 4% em termos reais (acima da inflação), a mordida no bolso do brasileiro aumentou 7,2% - disse o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.
Em 2007, foram arrecadados R$ 923,24 bilhões, para um PIB de R$ 2,55 trilhões, com aumento nominal de 12,87% e real de 7,2% sobre 2006. Em termos percentuais, os tributos recolhidos pela União cresceram 14,05% - com destaque para IPI, Imposto de Importação e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Na esfera dos estados, o peso dos impostos aumentou 10,13% e na dos municípios, 12,87%.
Estimativa para 2008
A primeira estimativa para a carga de 2008 aponta para uma queda de cerca de 0,5 ponto percentual, por causa do fim da cobrança da CPMF. Uma vez confirmada, seria a primeira redução nos últimos quatro anos. De 2002 para 2003, a carga caiu de 35,84% para 35,54%.
Ranking mundial
Apesar da expansão do PIB, o Brasil continua como a 10 economia mundial, com US$ 1,24 trilhão, podendo perder o posto para a Rússia em breve. De todos os Brics (emergentes), o Brasil foi o que teve menor percentual de crescimento, atrás de China, Índia e Rússia, além de Argentina, Coréia e Venezuela.
Governo não quer crescimento exagerado
A forte expansão de 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2007 trouxe ao mesmo tempo otimismo e preocupação e levou o presidente Luis Inácio Lula da Silva a pedir uma "euforia comedida" em relação ao resultado. De acordo com os economistas, por um lado, o maior crescimento dos investimentos desde 1996 sugere que a economia continuará aquecida no médio prazo; por outro, o elevado nível de consumo inspira temor de pressão inflacionária no curto prazo.