***** Elite brasileira é ecologicamente inviável
Lucas Ferraz, Folha de São Paulo
No Dia Mundial do Meio Ambiente, a organização não-governamental WWF-Brasil divulgou pesquisa em que alerta: se toda a população mundial adotasse padrão de consumo semelhante ao das classes A e B brasileiras, seriam necessários três planetas para suprir todos os recursos utilizados.
De acordo com a pesquisa, a elite brasileira tem hábitos insustentáveis ambientalmente e exercem uma má influência ao servir como modelo de aspiração de consumo para as classes emergentes. "Afinal, todos querem ter e consumir como as classes A e B", afirma Irineu Tamaio, coordenador do programa Educação para Sociedades Sustentáveis do WWF.
Intitulado "Tendências e Hábitos do Consumo dos Brasileiros", o trabalho, realizado em parceria com o Ibope, tem o objetivo de despertar a sociedade e fazê-la pensar em mudanças nos hábitos e padrões de consumo, afirma o WWF.
O Ibope realizou a pesquisa em 142 municípios de todas as unidades da Federação, no período entre os dias 13 e 18 de maio. Foram entrevistadas 2.002 pessoas. A margem de erro, segundo o instituto, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Uma parcela de 13% dos entrevistados diz que o carro é o único meio de transporte. E as classes A e B gastam mais tempo no banho, também -mais de 20 minutos, para 13%, segundo o levantamento do WWF. Samuel Barreto, coordenador do programa Água para a Vida do WWF, afirma que, se esse tempo fosse reduzido pela metade, poderia ser economizada água suficiente para abastecer, por um dia, uma cidade com mais de seis milhões de habitantes (o município de São Paulo tem 11 milhões).
***** 'Você não tem que se meter nisso', disse Dilma
Leonencio Nossa, Estadão
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, operou para silenciar resistências no governo à venda da VarigLog para o fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros, há dois anos. Acusada pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu de pressionar o órgão a tomar decisões favoráveis ao negócio, Dilma também agiu em outros setores da administração federal, segundo pessoas que acompanharam o processo de transferência de ações.
Na manhã de 25 de junho de 2006, dois dias depois de a Anac aprovar a transferência do controle acionário da VarigLog para a Volo do Brasil, em sociedade com o fundo americano, a ministra-chefe da Casa Civil telefonou para o então presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, reclamando de declarações contra o posicionamento "impatriótico" da agência, termo usado por ele em entrevistas publicadas naquele dia. "Você não tem que se meter nisso, você exorbitou na sua função", disse Dilma Rousseff ao brigadeiro, em tom exaltado, relataram fontes do governo. "A Infraero não deve se envolver nas questões da Anac."
Dilma Rousseff reclamava especialmente de uma entrevista dada por José Carlos Pereira em Brasília, em que ele avaliou que a transferência de ações da VarigLog para a Volo do Brasil desrespeitava o Código Brasileiro de Aeronáutica, que limita a 20% o capital estrangeiro nas companhias aéreas. "É um risco para a aviação civil colocar capital estrangeiro desse jeito; vai permitir a competição predatória", disse o então presidente da Infraero.
***** Pedofilia: Procurador-geral de Roraima é preso
A Polícia Federal (PF) em Roraima desarticulou nesta quinta-feira um esquema de tráfico de drogas e prostituição infantil envolvendo autoridade e empresários do estado de Roraima. Oito pessoas foram presas, entre elas, o procurador-geral de Roraima, Luciano Alves Queiroz, o major da polícia militar Raimundo Ferreira Gomes, o funcionário do Tribunal de Regional Eleitoral (TRE-RR) Hebron Silva Vilhena, e Lidiane do Nascimento Foo, mãe de uma das crianças abusadas. A PF também prendeu dois empresários, que seriam clientes do esquema, e dois traficantes, que forneciam drogas inclusive para as crianças.
***** Lula reclama de lei que o impede de assinar contratos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a reclamar nesta sexta-feira, durante solenidade de assinatura de ordens de serviço para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de não poder mais assinar contratos durante o período eleitoral, que se inicia em julho e vai até outubro. O presidente afirmou que há um "falso moralismo" nessa regra e atribuiu ao "lado podre da hipocrisia brasileira" a proibição.
- Este ato está sendo feito aqui hoje por uma única razão: no começo de julho não poderemos mais assinar contratos. Porque a eleição neste país, ao invés de ser uma coisa importante para consagrar a democracia, faz quem governa ficar um ano sem governar entre quatro anos de mandato - declarou, acrescentando:
- Pelo falso moralismo deste país, se parte do pressuposto de que um presidente ou um governador assinar um contrato com um prefeito é beneficiar o prefeito. Ou seja, é o lado podre da hipocrisia brasileira, em que você pára por um determinado tempo porque causa suspeição.
***** Dilma diz que novo escândalo partiu de "fogo inimigo"
Da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), em entrevista à rádio Gaúcha, a respeito da acusação de que teria exercido tráfico de influência para facilitar a venda da VarigLog a um fundo e investimentos americano:
- Não acredito em fogo amigo. Acho que, mais uma vez, isso partiu de fogo inimigo.
- Não é nenhum fogo amigo que tem levado a isso, até porque os documentos relativos ao banco de dados não chegaram às mãos da imprensa através do funcionário que entregou os dados [se referindo a um outro escândalo envolvendo seu nome, o do dossiê anti-FHC] Eles devem ter chegado através de algum outro mecanismo. Na caso da Anac, eu acredito que também tenha esse componente. (...) São declarações falsas e é público e notório que esse processo da Varig ocorreu no âmbito da Justiça.
- Existia um grande apelo de diversos segmentos da sociedade para que a Varig fosse salva. Realmente ela ia se esfacelar. O que fizemos foi, através da lei de falência, garantir a mínima chance de venda.
Na última quarta, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu lançou suspeitas sobre Dilma. Segundo Denise, a ministra lhe pediu para não exigir documentos que comprovariam a origem do dinheiro usado na compra da VarigLog pelo fundo americano. As Leis brasileiras limitam em 20% a participação de estrangeiros em empresas aéreas.
***** Justiça nega pedido do BNDES para ser assistente de acusação
O juiz da 2ª Vara Federal de SP Marcio Ferro Catapani negou pedido do BNDES para ingressar como assistente de acusação no processo da Operação Santa Tereza. Segundo o juiz, "o BNDES não é ofendido" na ação. "O presente feito não cuida de fraude na obtenção de financiamentos (...) "A dúvida volta-se contra a aplicação de recursos de financiamento em finalidade diversa daquela prevista em contrato."
***** Pela primeira vez, Venezuela dispara míssil de um caça
A Venezuela lançou hoje, e pela primeira vez, um míssel a partir de um caça Sujoi-30, e outro a partir de um barco-patrulha para demonstrar sua "capacidade operativa e de defesa". Ambos os mísseis foram disparados para marcar a "Manobra Conjunta Pátria Socialista 2008", levada a cabo no Polígono Naval da Base Antonio Díaz de La Orchila, na região do Caribe venezuelano.
A ilha de La Orchila foi sobrevoada em 17 de maio passado por um avião dos Estados Unidos sem autorização do governo venezuelano.
Lucas Ferraz, Folha de São Paulo
No Dia Mundial do Meio Ambiente, a organização não-governamental WWF-Brasil divulgou pesquisa em que alerta: se toda a população mundial adotasse padrão de consumo semelhante ao das classes A e B brasileiras, seriam necessários três planetas para suprir todos os recursos utilizados.
De acordo com a pesquisa, a elite brasileira tem hábitos insustentáveis ambientalmente e exercem uma má influência ao servir como modelo de aspiração de consumo para as classes emergentes. "Afinal, todos querem ter e consumir como as classes A e B", afirma Irineu Tamaio, coordenador do programa Educação para Sociedades Sustentáveis do WWF.
Intitulado "Tendências e Hábitos do Consumo dos Brasileiros", o trabalho, realizado em parceria com o Ibope, tem o objetivo de despertar a sociedade e fazê-la pensar em mudanças nos hábitos e padrões de consumo, afirma o WWF.
O Ibope realizou a pesquisa em 142 municípios de todas as unidades da Federação, no período entre os dias 13 e 18 de maio. Foram entrevistadas 2.002 pessoas. A margem de erro, segundo o instituto, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Uma parcela de 13% dos entrevistados diz que o carro é o único meio de transporte. E as classes A e B gastam mais tempo no banho, também -mais de 20 minutos, para 13%, segundo o levantamento do WWF. Samuel Barreto, coordenador do programa Água para a Vida do WWF, afirma que, se esse tempo fosse reduzido pela metade, poderia ser economizada água suficiente para abastecer, por um dia, uma cidade com mais de seis milhões de habitantes (o município de São Paulo tem 11 milhões).
***** 'Você não tem que se meter nisso', disse Dilma
Leonencio Nossa, Estadão
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, operou para silenciar resistências no governo à venda da VarigLog para o fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros, há dois anos. Acusada pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu de pressionar o órgão a tomar decisões favoráveis ao negócio, Dilma também agiu em outros setores da administração federal, segundo pessoas que acompanharam o processo de transferência de ações.
Na manhã de 25 de junho de 2006, dois dias depois de a Anac aprovar a transferência do controle acionário da VarigLog para a Volo do Brasil, em sociedade com o fundo americano, a ministra-chefe da Casa Civil telefonou para o então presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, reclamando de declarações contra o posicionamento "impatriótico" da agência, termo usado por ele em entrevistas publicadas naquele dia. "Você não tem que se meter nisso, você exorbitou na sua função", disse Dilma Rousseff ao brigadeiro, em tom exaltado, relataram fontes do governo. "A Infraero não deve se envolver nas questões da Anac."
Dilma Rousseff reclamava especialmente de uma entrevista dada por José Carlos Pereira em Brasília, em que ele avaliou que a transferência de ações da VarigLog para a Volo do Brasil desrespeitava o Código Brasileiro de Aeronáutica, que limita a 20% o capital estrangeiro nas companhias aéreas. "É um risco para a aviação civil colocar capital estrangeiro desse jeito; vai permitir a competição predatória", disse o então presidente da Infraero.
***** Pedofilia: Procurador-geral de Roraima é preso
A Polícia Federal (PF) em Roraima desarticulou nesta quinta-feira um esquema de tráfico de drogas e prostituição infantil envolvendo autoridade e empresários do estado de Roraima. Oito pessoas foram presas, entre elas, o procurador-geral de Roraima, Luciano Alves Queiroz, o major da polícia militar Raimundo Ferreira Gomes, o funcionário do Tribunal de Regional Eleitoral (TRE-RR) Hebron Silva Vilhena, e Lidiane do Nascimento Foo, mãe de uma das crianças abusadas. A PF também prendeu dois empresários, que seriam clientes do esquema, e dois traficantes, que forneciam drogas inclusive para as crianças.
***** Lula reclama de lei que o impede de assinar contratos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a reclamar nesta sexta-feira, durante solenidade de assinatura de ordens de serviço para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de não poder mais assinar contratos durante o período eleitoral, que se inicia em julho e vai até outubro. O presidente afirmou que há um "falso moralismo" nessa regra e atribuiu ao "lado podre da hipocrisia brasileira" a proibição.
- Este ato está sendo feito aqui hoje por uma única razão: no começo de julho não poderemos mais assinar contratos. Porque a eleição neste país, ao invés de ser uma coisa importante para consagrar a democracia, faz quem governa ficar um ano sem governar entre quatro anos de mandato - declarou, acrescentando:
- Pelo falso moralismo deste país, se parte do pressuposto de que um presidente ou um governador assinar um contrato com um prefeito é beneficiar o prefeito. Ou seja, é o lado podre da hipocrisia brasileira, em que você pára por um determinado tempo porque causa suspeição.
***** Dilma diz que novo escândalo partiu de "fogo inimigo"
Da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), em entrevista à rádio Gaúcha, a respeito da acusação de que teria exercido tráfico de influência para facilitar a venda da VarigLog a um fundo e investimentos americano:
- Não acredito em fogo amigo. Acho que, mais uma vez, isso partiu de fogo inimigo.
- Não é nenhum fogo amigo que tem levado a isso, até porque os documentos relativos ao banco de dados não chegaram às mãos da imprensa através do funcionário que entregou os dados [se referindo a um outro escândalo envolvendo seu nome, o do dossiê anti-FHC] Eles devem ter chegado através de algum outro mecanismo. Na caso da Anac, eu acredito que também tenha esse componente. (...) São declarações falsas e é público e notório que esse processo da Varig ocorreu no âmbito da Justiça.
- Existia um grande apelo de diversos segmentos da sociedade para que a Varig fosse salva. Realmente ela ia se esfacelar. O que fizemos foi, através da lei de falência, garantir a mínima chance de venda.
Na última quarta, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu lançou suspeitas sobre Dilma. Segundo Denise, a ministra lhe pediu para não exigir documentos que comprovariam a origem do dinheiro usado na compra da VarigLog pelo fundo americano. As Leis brasileiras limitam em 20% a participação de estrangeiros em empresas aéreas.
***** Justiça nega pedido do BNDES para ser assistente de acusação
O juiz da 2ª Vara Federal de SP Marcio Ferro Catapani negou pedido do BNDES para ingressar como assistente de acusação no processo da Operação Santa Tereza. Segundo o juiz, "o BNDES não é ofendido" na ação. "O presente feito não cuida de fraude na obtenção de financiamentos (...) "A dúvida volta-se contra a aplicação de recursos de financiamento em finalidade diversa daquela prevista em contrato."
***** Pela primeira vez, Venezuela dispara míssil de um caça
A Venezuela lançou hoje, e pela primeira vez, um míssel a partir de um caça Sujoi-30, e outro a partir de um barco-patrulha para demonstrar sua "capacidade operativa e de defesa". Ambos os mísseis foram disparados para marcar a "Manobra Conjunta Pátria Socialista 2008", levada a cabo no Polígono Naval da Base Antonio Díaz de La Orchila, na região do Caribe venezuelano.
A ilha de La Orchila foi sobrevoada em 17 de maio passado por um avião dos Estados Unidos sem autorização do governo venezuelano.