“A crise americana é quase imperceptível no Brasil”, a declaração é de Lula, o economista, que hoje reafirmou que o Brasil sofrerá pouco com uma crise nos Estados Unidos. Em contrapartida, o deputado José Carlos Aleluia deu o troco: “A Bolsa caiu ’imperceptíveis’ 6,7%”.
Na verdade, e conforme vocês lerão no artigo do Fernando Rodrigues, nem estamos vivendo o fim dos tempos, tampouco esta crise é a “pior” de toda a história. Em 1987, a situação foi muito pior, e todos sobreviveram para contar o quanto ela foi ruim.
Porém, na declaração de Lula há uma mentira fruto da ignorância que o leva a um erro de avaliação, bem como esconde uma tremenda cretinice que é o fato de, obrigatoriamente, o Brasil estar melhor escudado do que em 2001, por exemplo, mas não por obra e graça a “medidas” ou “programas” patrocinados pelo atual governo. Até pelo contrário.
A começar que, todos os fundamentos macroeconômicos que sustentam nossa estabilidade, também serviram para fortalecer o país economicamente. E a cretinice está em que tais fundamentos não foram implementados pelo governo atual que, na oposição, demonizou todas as medidas que, ironicamente, dão sustentação ao país e conservam em alta os índices de aprovação do governo atual junto à população. Talvez o fato de não haver mexido nos fundamentos macros tenha sido, de fato, a única ação positiva do governo atual para estarmos desfrutando desta aparente tranqüilidade.
Mas não foram apenas fatores “internos” que contribuíram para esta calmaria. O crescimento vertiginoso da economia mundial ao longo de pouco mais de 5 anos, permitiram ao país tornar-se um dos maiores beneficiários, muito embora, pudéssemos ter crescido muito mais não fosse a incompetência do governo atual em jogar fora oportunidades.
Assim, e apesar de que estamos melhores sim, mas por conta do que plantamos ao longo de oito anos do governo anterior, dizer que a crise nos afetará pouco ou quase nada é taxar a todos de perfeitos idiotas.
A crise, mesmo no ponto em que se encontra, já nos afeta e muito. E se os desdobramentos se aprofundarem na economia americana, arrastando-a para recessão, não tenham dúvidas, a crise chegara no Brasil com toda a força. Até aqui, a crise serviu para nos beneficiar, quando o preço dos alimentos explodiu no mercado internacional. Deste modo, e graças a competência do agronegócio brasileiro, contra quem o governo atual tudo faz para se indispor e prejudicar, nos foi possível atravessar a crise sem solavancos. Porém, e na medida que os preços das commodities voltarem à sua normalidade, e das quais o país até então foi beneficiado – e muito – poder-se-á notar o quanto deixamos de fazer num período relativamente longo.
Assim, se faz oportuna a leitura dos artigos que a seguir publicamos, sendo dois do Carlos Sardenberg no Portal G!, e outro, do Fernando Rodrigues na Folha de São Paulo, que servem para não nos deixarmos iludir com discursos imbecis e desprovidos de senso de realidade.
E de momento é bom que se diga que compete ao governo saber diagnosticar que a crise, se aprofundada, prejudica a economia mundial como um todo, não apenas os Estados Unidos. O impacto será sentido por todos e, talvez, quando aportar por aqui alguns “letrados” e “especialistas” acordem da pasmaceira em que se encontram, primeiro reconhecendo a quem de direito os méritos da estabilidade econômica e do fortalecimento dos escudos de proteção e blindagem que fazem com que não soframos tanto. E, paralelamente, se convençam das oportunidades jogadas fora por pura incompetência em se fazer o dever de casa. E bom seria se o governo atual já fizesse uma pequena poupança, reduzindo seus gastos, para não sermos surpreendidos. A crise é do lado de lá, mas podemos nos precaver para sermos duramente atingidos.
Na verdade, e conforme vocês lerão no artigo do Fernando Rodrigues, nem estamos vivendo o fim dos tempos, tampouco esta crise é a “pior” de toda a história. Em 1987, a situação foi muito pior, e todos sobreviveram para contar o quanto ela foi ruim.
Porém, na declaração de Lula há uma mentira fruto da ignorância que o leva a um erro de avaliação, bem como esconde uma tremenda cretinice que é o fato de, obrigatoriamente, o Brasil estar melhor escudado do que em 2001, por exemplo, mas não por obra e graça a “medidas” ou “programas” patrocinados pelo atual governo. Até pelo contrário.
A começar que, todos os fundamentos macroeconômicos que sustentam nossa estabilidade, também serviram para fortalecer o país economicamente. E a cretinice está em que tais fundamentos não foram implementados pelo governo atual que, na oposição, demonizou todas as medidas que, ironicamente, dão sustentação ao país e conservam em alta os índices de aprovação do governo atual junto à população. Talvez o fato de não haver mexido nos fundamentos macros tenha sido, de fato, a única ação positiva do governo atual para estarmos desfrutando desta aparente tranqüilidade.
Mas não foram apenas fatores “internos” que contribuíram para esta calmaria. O crescimento vertiginoso da economia mundial ao longo de pouco mais de 5 anos, permitiram ao país tornar-se um dos maiores beneficiários, muito embora, pudéssemos ter crescido muito mais não fosse a incompetência do governo atual em jogar fora oportunidades.
Assim, e apesar de que estamos melhores sim, mas por conta do que plantamos ao longo de oito anos do governo anterior, dizer que a crise nos afetará pouco ou quase nada é taxar a todos de perfeitos idiotas.
A crise, mesmo no ponto em que se encontra, já nos afeta e muito. E se os desdobramentos se aprofundarem na economia americana, arrastando-a para recessão, não tenham dúvidas, a crise chegara no Brasil com toda a força. Até aqui, a crise serviu para nos beneficiar, quando o preço dos alimentos explodiu no mercado internacional. Deste modo, e graças a competência do agronegócio brasileiro, contra quem o governo atual tudo faz para se indispor e prejudicar, nos foi possível atravessar a crise sem solavancos. Porém, e na medida que os preços das commodities voltarem à sua normalidade, e das quais o país até então foi beneficiado – e muito – poder-se-á notar o quanto deixamos de fazer num período relativamente longo.
Assim, se faz oportuna a leitura dos artigos que a seguir publicamos, sendo dois do Carlos Sardenberg no Portal G!, e outro, do Fernando Rodrigues na Folha de São Paulo, que servem para não nos deixarmos iludir com discursos imbecis e desprovidos de senso de realidade.
E de momento é bom que se diga que compete ao governo saber diagnosticar que a crise, se aprofundada, prejudica a economia mundial como um todo, não apenas os Estados Unidos. O impacto será sentido por todos e, talvez, quando aportar por aqui alguns “letrados” e “especialistas” acordem da pasmaceira em que se encontram, primeiro reconhecendo a quem de direito os méritos da estabilidade econômica e do fortalecimento dos escudos de proteção e blindagem que fazem com que não soframos tanto. E, paralelamente, se convençam das oportunidades jogadas fora por pura incompetência em se fazer o dever de casa. E bom seria se o governo atual já fizesse uma pequena poupança, reduzindo seus gastos, para não sermos surpreendidos. A crise é do lado de lá, mas podemos nos precaver para sermos duramente atingidos.
Talvez seja preciso uma crise como a que se avizinha para o país cair na real. Até aqui, o discurso cretino tem servido para encobrir a quem, de fato, devemos os méritos da nossa estabilidade, e do porquê, mesmo com crescimentos reais de salários e com “tantas virtudes” arrotadas em palanque, o trabalhador médio brasileiro ainda não conseguiu equiparar seus ganhos aos de 1997, ou seja, onze anos depois, os trabalhadores continuam ganhando menos. E este, senhores, é apenas um dos lados. Há muitos outros que a mentira destilada da publicidade oficial tem conseguido esconder.