Por Daniel Gallas, para a BBC Brasil, reportagem sobre uma declaração infeliz, inoportuna e analfabeta de Luiz Inácio em sua peregrinação pela África. Comentaremos no final.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Moçambique que o governo brasileiro "tem um compromisso moral e ético com o continente africano". Lula inaugurou em Maputo, Moçambique, o primeiro escritório internacional da Fundação Fiocruz.
O escritório vai ajudar a montar uma fábrica de medicamentos que o Brasil está construindo em Moçambique. Além de medicamentos como anti-inflamatórios, a fábrica deve produzir também remédios de tratamento de aids.
A expectativa do governo é que a fábrica comece a produzir os remédios lamivudina e zidovudina já em 2009, mas metade dos recursos - US$ 10 milhões - ainda depende da aprovação de um projeto de lei enviado pelo Executivo ao Congresso brasileiro.
O dinheiro brasileiro está sendo doado para a criação da fábrica. Os demais US$ 11,5 milhões são da União Européia.
"Revolução"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Moçambique que o governo brasileiro "tem um compromisso moral e ético com o continente africano". Lula inaugurou em Maputo, Moçambique, o primeiro escritório internacional da Fundação Fiocruz.
O escritório vai ajudar a montar uma fábrica de medicamentos que o Brasil está construindo em Moçambique. Além de medicamentos como anti-inflamatórios, a fábrica deve produzir também remédios de tratamento de aids.
A expectativa do governo é que a fábrica comece a produzir os remédios lamivudina e zidovudina já em 2009, mas metade dos recursos - US$ 10 milhões - ainda depende da aprovação de um projeto de lei enviado pelo Executivo ao Congresso brasileiro.
O dinheiro brasileiro está sendo doado para a criação da fábrica. Os demais US$ 11,5 milhões são da União Européia.
"Revolução"
Em discurso no Centro de Cultura Brasil-Moçambique, em Maputo, Lula disse que a instalação dos primeiros escritórios da Embrapa e da Fiocruz na África são "o começo de uma revolução" da diplomacia brasileira no continente.
"Fazer a Embrapa na cidade de Accra, em Gana, é o começo de uma revolução pacífica que terá como resultado a geminação de grãos, de comida, de produtos que podem fazer na Savana africana a mesma revolução que foi feita no Centro-Oeste brasileiro pela Embrapa", disse Lula. "Eu acredito que ainda estarei vivo para ver essa revolução na agricultura africana."
A abertura do escritório da Fiocruz foi o último compromisso da viagem oficial de dois dias de Lula a Moçambique, onde foram fechados acordos de cooperação dos setores de cinema dos dois países, a entrega de um caminhão do Sesi chamado "Cozinha Moçambicana", a instalação de uma fábrica de bolas.
Lula deixou Maputo rumo ao Brasil, para fazer, em São Bernardo do Campo, onde sua última participação na campanha eleitoral brasileira.
"Fazer a Embrapa na cidade de Accra, em Gana, é o começo de uma revolução pacífica que terá como resultado a geminação de grãos, de comida, de produtos que podem fazer na Savana africana a mesma revolução que foi feita no Centro-Oeste brasileiro pela Embrapa", disse Lula. "Eu acredito que ainda estarei vivo para ver essa revolução na agricultura africana."
A abertura do escritório da Fiocruz foi o último compromisso da viagem oficial de dois dias de Lula a Moçambique, onde foram fechados acordos de cooperação dos setores de cinema dos dois países, a entrega de um caminhão do Sesi chamado "Cozinha Moçambicana", a instalação de uma fábrica de bolas.
Lula deixou Maputo rumo ao Brasil, para fazer, em São Bernardo do Campo, onde sua última participação na campanha eleitoral brasileira.
***** COMENTANDO A NOTICIA:
Compromisso moral com a África a troco do quê, cara pálida? De jeito nenhum! Se Lula estiver se referindo ao período da escravatura, este débito deve primeiro ser entregue à própria África, onde as tribos se digladiavam entre si e, para os vencedores, cabia o rescaldo de escravizar os perdedores, com direito a qualquer ato de selvageria. Aliás, tal prática estúpida permanece até os dias de hoje. As regiões mais miseráveis do planeta se situam no continente africano, e, invariavelmente, o que se vê é que, por detrás da miséria, da fome crônica, dos genocídios e das doenças epidêmicas, sempre ha´e houve um sanguinário, civil ou militar, que chegou ao poder com golpes de estado. Segundo, a atual situação crítica daquele continente deve ser levado à conta dos europeus, pois foram quem exploraram o continente africano durante séculos a fio.
Assim, não há este “tal compromisso moral” de parte do Brasil para com África. Tal balela faz parte da retórica cretina e imbecil de um desmiolado. Há, sim, um compromisso humanitário que, de resto, é um compromisso do mundo todo e não apenas do Brasil.
Embutido no discurso desqualificado, nota-se uma crítica direta à diplomacia brasileira em relação aos africanos, que foi acusada de “abandono”. Nada mais revelador da ignorância presidencial do que uma afirmação imbecil deste porte, que está longe, muito longe da verdade. Até no período da repressão militar, sempre o Brasil fez questão de manter laços estreitos com vários países africanos. O que nunca foi do feitio dos diplomatas antes de Lula era abonar ditaduras e regimes repressivos como se vê hoje. Disto, ninguém nos poderá acusar, pelo menos antes de janeiro de 2003. Atualmente, parece que a coisa mudou, e para pior: em momento algum, por exemplo, os senhores Lula e Celso Amorin se posicionaram contrários ao genocídio escandaloso que ocorre no Sudão. O que não é de surpreender ninguém, já que, em relação ao continente sul-americano, Lula e Amorin agem no mesmo diapasão. Se é um governo que adora regimes ditatoriais e repressivos este é o governo Lula. Quanto pior, para eles, melhor.
Também, em seu discurso, Lula cometeu uma tremenda injustiça com o ex-presidente, hoje seu aliado político, José Sarney. O “escritor” foi, talvez, quem mais aproximou o Brasil dos países de língua portuguesa, por exemplo, e é de sua lavra o projeto de unificação do idioma português, cuja lei Lula recentemente promulgou.
Quanto a “revolução” da EMBRAPA a respeito do aproveitamento do solo da savana africana, compará-la ao que aconteceu com o Centro-Oeste é um despropósito. Até porque o desenvolvimento da agropecuária no Centro-Oestre brasileiro se deve, sobretudo, a fatores muito particulares nossos como clima, regime de chuvas (o que já não acontece na savana africana), grandes extensões de terras em região de planalto (o que facilita a mecanização barateando os custos de produção), produção local em larga escala de calcário agrícola para a correção do solo pobre da região, mercado consumidor desenvolvido e com demanda reprimida, dentre outros, como o fato da região se situar numa região que é tocada, delimitada e influenciada por três ecossistemas excepcionais: Região Amazônica, Cerrado e Pantanal, o que acabou criando condições ímpares para o desenvolvimento do agronegócio na forma como se viu. Reparem que, neste elenco, são muitas as razões que não se equiparam ao caso da África. E,mesmo que a todas exigências necessárias de se atender sejam satisfeitas pelo trabalho da EMBRAPA, há alguns aspectos que precisam ser ressaltados.
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Primeiro, que o desenvolvimento tecnológico dos centros de pesquisas da EMBRAPA, atingiram sua maturidade e grau de excelência, porque a instituição nunca fora usada antes para fins político-partidários, como se dá hoje. O boom do agronegócio no nosso Centro-Oeste se deveu além da EMBRAPA, ao espírito empreendedor de muitos brasileiros , numa época, em que a região não estava contaminada pelo pensamento ideológico canalha dos MSTs da vida. E, para fechar o cerco, havia fartura de terras disponíveis, de baixo custo, não demarcadas pelo pensamento imbecil dos indigenistas tupiniquins. Esta última situação, aliás, se tornou, presentemente, praticamente fora de controle, já que INCRAS e FUNAIS se converteram em antros de ocupação de gente desqualificada com formação umbilical com os movimentos dos MSTs e suas congêneres, atualmente longe de seu ideário de reforma agrária. Tornaram-se bandoleiros a serviço do lulo-petismo.
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Deste modo, fica claro que Luiz Inácio continua sendo o mesmo cretino de sempre, além de revelar uma ignorância histórica assustadora. O consolo, pelo menos por enquanto, é que a partir de 01° de janeiro de 2011 nos livraremos desta sua cretinice dolorosa. Talvez, desta forma, o país possa não apenas retomar seu caminho de modernização, mas, sobretudo, pode ser que aconteça uma certa descontaminação do pensamento político brasileiro, atualmente pobre e degradante.
Deste modo, fica claro que Luiz Inácio continua sendo o mesmo cretino de sempre, além de revelar uma ignorância histórica assustadora. O consolo, pelo menos por enquanto, é que a partir de 01° de janeiro de 2011 nos livraremos desta sua cretinice dolorosa. Talvez, desta forma, o país possa não apenas retomar seu caminho de modernização, mas, sobretudo, pode ser que aconteça uma certa descontaminação do pensamento político brasileiro, atualmente pobre e degradante.