Adelson Elias Vasconcellos
No acordo firmado em 2008, entre o governo federal e as montadoras, além dos favores especiais, o principal tópico ficou por conta da redução do IPI. Porém, ao contrário do que fizera FHC em 1999, em situação semelhante, o governo Lula não impôs nenhuma cláusula que impedisse as montadoras de demitirem. E isto não é opinião, é fato.
Quando divulgaram os números das demissões em dezembro passado, tanto Lula quanto seu ministro do Trabalho, Carlos Lupi, alopraram. Acusaram os empresários de receberem dinheiro do governo para superarem a crise e, ao contrário do prometido, estavam dispensando em massa. O ministro chegou ao ponto de afirmar que o anunciado socorro do BNDES, de R$ 100,0 bilhões só seria concedido com a exigência para as empresas de se comprometerem e informarem a quantidade de empregos a serem gerado, afirmação ridícula,por sinal, conforme demonstramos aqui. O ministro colocava em seu discurso uma “exigência” que, como todos sabem, é uma rotina em todas as instituições.
Pois bem, ainda no embalo dós números do desemprego, Lula acusou os empresários de terem ganho muito dinheiro e que, por conta disso, não deveriam desempregar. Bem, tanto o COMENTANDO A NOTÍCIA como em toda a mídia nacional, muitos especialistas, analistas e articulistas desmontaram a tese do senhor Lula cuja memória se torna, relativamente, muito curta, mas apenas por conveniência pessoal. Coisa de ocasião. Ou, oportunismo deslavado. Apenas para ilustrar: é de aproximadamente 40%, o montante total de tributos que as empresas entregam para o governo torrar à vontade, como tem sido praxe desde Lula assumiu. Além disto, as empresas, no período da bonança, tomaram muitos financiamentos para construir ou ampliar seus negócios, o que contribuiu para a geração de milhares de empregos formais dos quais o governo bate no peito para se promover. Ano após ano, este mesmo governo tem obtido sucessivos recordes de arrecadação de impostos, e em índices superiores a inflação e ao crescimento do PIB. E, para completar, lembramos que o custo Brasil, fruto não apenas do peso dos impostos, mas, também, o que é provocado pela deteriorada infraestrutura do pais e sobre a qual o governo teima em ignorar, simplesmente continua o mesmo, e com os juros internos mais altos do planeta.
Eis aí um resumo do que foi feito do “monte” de dinheiro que os empresários ganharam. Ora, com o fechamento das torneiras do crédito, com a redução das vendas, com a manutenção dos juros extorsivos e dos impostos asfixiantes, quem, de sã consciência, bancará o prejuízo? Além disto, é sempre bom lembrar que a dispensa de pessoal é um ato que custa caro para a empresa, não apenas pelos encargos a que se vê obrigada a pagar, como também perda de seu próprio investimento para formar, treinar e qualificar seu pessoal. Muitos investimentos, tanto em gestação quanto em implantação, acabaram interrompidos diante da crise. Como manter a estrutura de pessoal e comprometer a saúde financeira da empresa? Neste caso, preferível para quem tem 1.000 funcionários, dispensar, por exemplo, 200 ou até 300, para preservar os outros 800 ou 700.
Claro que sempre há os espertalhões os quais se valem de uma crise que não lhes afeta para tirarem proveito. Mas aqui falamos de exceção e não de uma regra geral. Além disto, antes mesmo de dispensarem, os empresários primeiro lançam mão de um arsenal que a lei lhes faculta com o intuito justamente de não desempregar quem quer seja. Neste rol vem férias coletivas, licenças remuneradas, e negociação direta para redução de jornada e de salários. Registre-se: praticamente todos os sindicatos se indispuseram contra esta alternativa. Para eles ou tudo ou nada! Absurdo!
Deste modo, tendo Lula recolhido suas baterias, convocou sua equipe econômica para buscar alternativas que pudessem impedir o crescimento do desemprego. E passou a anunciar medidas no plano da abertura de crédito, dentre outras.
Na semana que passou, porém, surpresa: Lula afirmou que as condições das empresas brasileiras não justificam grandes demissões. O que ele disse? Isto: “... Quase todas as empresas brasileiras estão muito capitalizadas, todas ganharam muito dinheiro em 2008, Então não era possível que no primeiro mês depois da quebra dos bancos americanos elas mandassem trabalhadores embora. Ora, é exatamente, nesse momento de dificuldade, que os empresários, também, têm que fazer sua parte...”.
Ou seja, ele ainda não entendeu a situação. Precisará alguém apontar-lhe o horizonte da lucidez e do bom senso. De novo.
Então, vamos lá. O que deveria o governo Lula ter feito, ainda no correr do segundo semestre de 2008, para evitar o desemprego? Primeiro, ter acreditado que a crise existia. O que fez? Saiu por aí a propagar que se tratava de uma “marolinha”, de que a economia do país não seria afetada, que o sistema bancário brasileiro era sólido, etc. Como discurso não é capaz de afastar a crise que varia o planeta todo, ainda mais quando se trata de um discurso beirando a imbecilidade e a cretinice, foi preciso que o número do desemprego de dezembro lhe fosse exibido para que ele caísse na real.
Uma de suas primeiras ações, foi aliviar o compulsório dos bancos, para que estes emprestasse mais para as empresas em dificuldades. Porém, como os juros continuaram nas nuvens, os bancos pegaram seu dinheiro e aplicaram em títulos do Tesouro. Demorou muito para o Banco Central se convencer de que era precisa indispensável reduzir os juros. E ele aplicou uma redução de 1%, estando hoje a taxa SELIC fixada em 12,75%. Se a gente olhar para o restante do mundo veremos que, na média dos países ricos e emergentes, os juros estão abaixo de 5%, muitos até quase zeraram.
Depois fez o que o governo? Aplicou em doses mínimas e, mesmo assim, apenas para umas atividades privilegiadas, uma desoneração tributária. Repito: mínima. E, mesmo assim, como vimos no caso das montadoras, a reação foi imediata: as vendas de carros em janeiro passado se elevaram. Mas e o resto da cadeia, continuará bancando a mesma carga?
Mas Lula ainda precisa reavaliar se sua “indignação” para com os empresários que desempregam, tem razão de ser. Primeiro, que numa crise como a atual, é insustentável a manutenção dos juros que se cobram no Brasil, tanto quanto é a carga tributária que é sugada das empresas. Há muito tempo que afirmo que a conjunção de juros altos com carga tributária extorsiva, provocam a inevitável descapitalização das empresas, o que as leva ao endividamento fora de controle, impagável. E ambos, note-se, são ações de governo. Portanto...
Além disto, este governo que aí está, quando na oposição, foi um ferrenho inimigo das privatizações. Dentre tantas besteiras propaladas na época, uma das justificativa era de que a venda de estatais provocaria desemprego. De fato, na esteira da sobrevivência destas empresas, estava logicamente a racionalidade administrativa e isto não combina muito bem com empregos de favor, políticos, para agasalhar incompetentes apadrinhados. Tanto é assim que, muitas empresas que, num primeiro momento dispensaram pessoal, mais tarde, já reestruturadas e em plena expansão, acabaram gerando muito mais postos de trabalho do que os que havia fechado. Casos, por exemplo, da Embraer, Vale, etc.
Contudo, apesar do discurso do passado, inconseqüente, como se sabe, o governo Lula com sua ação ilegal, como no caso da Brasil Telecom com a OI, quando atropelou a legislação para a fusão, e sem que isto fosse algo prioritário em benefício dos usuários de telefonia, acabou gerando desemprego desnecessário. Reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal O GLOBO, informa que, “... Depois de comprar a Brasil Telecom (BrT), o processo de reestruturação da Oi pode resultar no desligamento de até duas mil pessoas. De acordo com uma fonte envolvida no processo, esse número inclui a demissão de funcionários e os que aderirem ao plano voluntário de aposentadoria incentivada. Nesta quinta-feira, a companhia anunciou o fechamento de 400 cargos de gerência e detalhou as condições para quem optar por se aposentar antes do previsto.
Por outro lado, o simples anúncio de medidas como os bilhões que o BNDES irá liberar, não fazem a felicidade de ninguém. É preciso que se tomem providências para regulamentar sob quais condições a bufunfa será liberada. Se o anúncio serve para elevar o IBOPE, provocado pelas manchetes nos jornais capazes de induzir a falsa impressão de que se está governando, coisa bem diferente é criar as condições para que a medida se concretize. É por isso que, na avaliação do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, o setor produtivo está tendo dificuldades em acessar as linhas de crédito do BNDES. "As linhas de capital de giro puras do BNDES ainda não estão sendo operacionalizadas como o setor produtivo gostaria", disse, após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
No acordo firmado em 2008, entre o governo federal e as montadoras, além dos favores especiais, o principal tópico ficou por conta da redução do IPI. Porém, ao contrário do que fizera FHC em 1999, em situação semelhante, o governo Lula não impôs nenhuma cláusula que impedisse as montadoras de demitirem. E isto não é opinião, é fato.
Quando divulgaram os números das demissões em dezembro passado, tanto Lula quanto seu ministro do Trabalho, Carlos Lupi, alopraram. Acusaram os empresários de receberem dinheiro do governo para superarem a crise e, ao contrário do prometido, estavam dispensando em massa. O ministro chegou ao ponto de afirmar que o anunciado socorro do BNDES, de R$ 100,0 bilhões só seria concedido com a exigência para as empresas de se comprometerem e informarem a quantidade de empregos a serem gerado, afirmação ridícula,por sinal, conforme demonstramos aqui. O ministro colocava em seu discurso uma “exigência” que, como todos sabem, é uma rotina em todas as instituições.
Pois bem, ainda no embalo dós números do desemprego, Lula acusou os empresários de terem ganho muito dinheiro e que, por conta disso, não deveriam desempregar. Bem, tanto o COMENTANDO A NOTÍCIA como em toda a mídia nacional, muitos especialistas, analistas e articulistas desmontaram a tese do senhor Lula cuja memória se torna, relativamente, muito curta, mas apenas por conveniência pessoal. Coisa de ocasião. Ou, oportunismo deslavado. Apenas para ilustrar: é de aproximadamente 40%, o montante total de tributos que as empresas entregam para o governo torrar à vontade, como tem sido praxe desde Lula assumiu. Além disto, as empresas, no período da bonança, tomaram muitos financiamentos para construir ou ampliar seus negócios, o que contribuiu para a geração de milhares de empregos formais dos quais o governo bate no peito para se promover. Ano após ano, este mesmo governo tem obtido sucessivos recordes de arrecadação de impostos, e em índices superiores a inflação e ao crescimento do PIB. E, para completar, lembramos que o custo Brasil, fruto não apenas do peso dos impostos, mas, também, o que é provocado pela deteriorada infraestrutura do pais e sobre a qual o governo teima em ignorar, simplesmente continua o mesmo, e com os juros internos mais altos do planeta.
Eis aí um resumo do que foi feito do “monte” de dinheiro que os empresários ganharam. Ora, com o fechamento das torneiras do crédito, com a redução das vendas, com a manutenção dos juros extorsivos e dos impostos asfixiantes, quem, de sã consciência, bancará o prejuízo? Além disto, é sempre bom lembrar que a dispensa de pessoal é um ato que custa caro para a empresa, não apenas pelos encargos a que se vê obrigada a pagar, como também perda de seu próprio investimento para formar, treinar e qualificar seu pessoal. Muitos investimentos, tanto em gestação quanto em implantação, acabaram interrompidos diante da crise. Como manter a estrutura de pessoal e comprometer a saúde financeira da empresa? Neste caso, preferível para quem tem 1.000 funcionários, dispensar, por exemplo, 200 ou até 300, para preservar os outros 800 ou 700.
Claro que sempre há os espertalhões os quais se valem de uma crise que não lhes afeta para tirarem proveito. Mas aqui falamos de exceção e não de uma regra geral. Além disto, antes mesmo de dispensarem, os empresários primeiro lançam mão de um arsenal que a lei lhes faculta com o intuito justamente de não desempregar quem quer seja. Neste rol vem férias coletivas, licenças remuneradas, e negociação direta para redução de jornada e de salários. Registre-se: praticamente todos os sindicatos se indispuseram contra esta alternativa. Para eles ou tudo ou nada! Absurdo!
Deste modo, tendo Lula recolhido suas baterias, convocou sua equipe econômica para buscar alternativas que pudessem impedir o crescimento do desemprego. E passou a anunciar medidas no plano da abertura de crédito, dentre outras.
Na semana que passou, porém, surpresa: Lula afirmou que as condições das empresas brasileiras não justificam grandes demissões. O que ele disse? Isto: “... Quase todas as empresas brasileiras estão muito capitalizadas, todas ganharam muito dinheiro em 2008, Então não era possível que no primeiro mês depois da quebra dos bancos americanos elas mandassem trabalhadores embora. Ora, é exatamente, nesse momento de dificuldade, que os empresários, também, têm que fazer sua parte...”.
Ou seja, ele ainda não entendeu a situação. Precisará alguém apontar-lhe o horizonte da lucidez e do bom senso. De novo.
Então, vamos lá. O que deveria o governo Lula ter feito, ainda no correr do segundo semestre de 2008, para evitar o desemprego? Primeiro, ter acreditado que a crise existia. O que fez? Saiu por aí a propagar que se tratava de uma “marolinha”, de que a economia do país não seria afetada, que o sistema bancário brasileiro era sólido, etc. Como discurso não é capaz de afastar a crise que varia o planeta todo, ainda mais quando se trata de um discurso beirando a imbecilidade e a cretinice, foi preciso que o número do desemprego de dezembro lhe fosse exibido para que ele caísse na real.
Uma de suas primeiras ações, foi aliviar o compulsório dos bancos, para que estes emprestasse mais para as empresas em dificuldades. Porém, como os juros continuaram nas nuvens, os bancos pegaram seu dinheiro e aplicaram em títulos do Tesouro. Demorou muito para o Banco Central se convencer de que era precisa indispensável reduzir os juros. E ele aplicou uma redução de 1%, estando hoje a taxa SELIC fixada em 12,75%. Se a gente olhar para o restante do mundo veremos que, na média dos países ricos e emergentes, os juros estão abaixo de 5%, muitos até quase zeraram.
Depois fez o que o governo? Aplicou em doses mínimas e, mesmo assim, apenas para umas atividades privilegiadas, uma desoneração tributária. Repito: mínima. E, mesmo assim, como vimos no caso das montadoras, a reação foi imediata: as vendas de carros em janeiro passado se elevaram. Mas e o resto da cadeia, continuará bancando a mesma carga?
Mas Lula ainda precisa reavaliar se sua “indignação” para com os empresários que desempregam, tem razão de ser. Primeiro, que numa crise como a atual, é insustentável a manutenção dos juros que se cobram no Brasil, tanto quanto é a carga tributária que é sugada das empresas. Há muito tempo que afirmo que a conjunção de juros altos com carga tributária extorsiva, provocam a inevitável descapitalização das empresas, o que as leva ao endividamento fora de controle, impagável. E ambos, note-se, são ações de governo. Portanto...
Além disto, este governo que aí está, quando na oposição, foi um ferrenho inimigo das privatizações. Dentre tantas besteiras propaladas na época, uma das justificativa era de que a venda de estatais provocaria desemprego. De fato, na esteira da sobrevivência destas empresas, estava logicamente a racionalidade administrativa e isto não combina muito bem com empregos de favor, políticos, para agasalhar incompetentes apadrinhados. Tanto é assim que, muitas empresas que, num primeiro momento dispensaram pessoal, mais tarde, já reestruturadas e em plena expansão, acabaram gerando muito mais postos de trabalho do que os que havia fechado. Casos, por exemplo, da Embraer, Vale, etc.
Contudo, apesar do discurso do passado, inconseqüente, como se sabe, o governo Lula com sua ação ilegal, como no caso da Brasil Telecom com a OI, quando atropelou a legislação para a fusão, e sem que isto fosse algo prioritário em benefício dos usuários de telefonia, acabou gerando desemprego desnecessário. Reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal O GLOBO, informa que, “... Depois de comprar a Brasil Telecom (BrT), o processo de reestruturação da Oi pode resultar no desligamento de até duas mil pessoas. De acordo com uma fonte envolvida no processo, esse número inclui a demissão de funcionários e os que aderirem ao plano voluntário de aposentadoria incentivada. Nesta quinta-feira, a companhia anunciou o fechamento de 400 cargos de gerência e detalhou as condições para quem optar por se aposentar antes do previsto.
Por outro lado, o simples anúncio de medidas como os bilhões que o BNDES irá liberar, não fazem a felicidade de ninguém. É preciso que se tomem providências para regulamentar sob quais condições a bufunfa será liberada. Se o anúncio serve para elevar o IBOPE, provocado pelas manchetes nos jornais capazes de induzir a falsa impressão de que se está governando, coisa bem diferente é criar as condições para que a medida se concretize. É por isso que, na avaliação do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, o setor produtivo está tendo dificuldades em acessar as linhas de crédito do BNDES. "As linhas de capital de giro puras do BNDES ainda não estão sendo operacionalizadas como o setor produtivo gostaria", disse, após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
"Continuamos com o sistema financeiro muito retraído e isso é preocupante", alertou. Nessa semana, o BNDES anunciou medidas para ampliar e facilitar o acesso das empresas ao crédito da instituição, inclusive nas operações de capital de giro.
Também se queixam os empresários de que os spreads bancários continuam nas nuvens o que inviabiliza o acesso aos “prometidos” financiamentos. Sabem quais são os maiores spreads praticados no Brasil?Pois bem, no Banco do Brasil a taxa é de 23,4%. Tem quem cobre mais, caso do HSBC, mas sabendo-se que a Caixa Econômica cobra 15,2%, o que justifica a disparidade existente entre dois bancos públicos?
Em entrevista concedida à Revista Exame (que publicamos aqui), o economista – chefe da FEBRABAN disse que o Banco Central deve agir para impedir a cobrança de juros tão altos no país.
Toda a entrevista é primorosa, mas destaco dela a última resposta por entender esteja ali explicado, o nó para o crédito no país ter o custo que tem.
(...) Não seria intervencionismo demais o Banco Central controlar as taxas praticadas pelas instituições?
Não. Livre concorrência é isso. É preciso evitar cartéis, cláusulas draconianas em contratos, dumpings e outros abusos do poder econômico. Bancos centrais no mundo inteiro atuam em caso de excessos. O presidente do BC inglês, por exemplo, liga para o presidente de uma instituição que esteja cometendo excessos e manda que ele baixe a taxa abusiva. (...)
Ficou claro, não ficou? Portanto, ao invés de fazer anúncios de medidas desacompanhadas da indispensável regulamentação para que a medida entre, imediatamente, em vigor, ou ficar reclamando dos bancos, das taxas, do desemprego, melhor faria o governo se atuasse no sentido de cumprir sua tarefa. De um lado, exercer o poder fiscalizador e regulador do setor financeiro por parte do Banco Central. E, de outro, providenciar numa drástica redução de juros e carga tributária. A crise que vivemos está aqui, em 2009. O momento de agir é agora com vistas aos problemas diante dos nossos olhos, que atinge e atormentam a todos. Porém, se continuar governando com um olho nos índices de popularidade, e outro, fixado nas eleições presidenciais de 2010, o governo perde o senso de realidade. E, desta forma, joga por terra o sacrifício feito pela sociedade brasileira, nos últimos 15 anos, para atingir a estabilidade duramente conquistada, além de jogar no lixo a grande oportunidade de se destacar dentre as nações mais desenvolvidas do planeta. A hora exige sacrifícios de todos, e não apenas de alguns, bem como cobra do governo mais ação concreta e menos choradeira e omissão.