Ao governo Lula, pouco interessa o país ou os brasileiros: que a educação esteja falida; o Sistema Único de Saúde tenha reduzido à metade sua oferta de leitos; que as rodovias estejam, por falta de manutenção, num estado criminoso; que existam mais de 40 milhões de pessoas em miséria absoluta, vivendo da esmola distribuída pelo Bolsa Família.
O que interessa a Lula é manter viva sua desmesurada vaidade e sua peçonhenta megalomania. Miriam Leitão mostra o quadro sombrio da economia nacional e uma vaidade caríssima: “O governo não está com folga no orçamento deste ano. As contas públicas registram o pior resultado desde 2002. O superávit primário pode não ficar na meta e será necessário mais reservas para as incertezas das eleições de 2010. Mesmo assim, o Brasil oficializou nesta segunda-feira a compra de US$ 10 bilhões em bônus do FMI. Pela primeira vez vai se tornar credor do Fundo. Qual a lógica?”
Ela ainda cita a opinião de Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, afirmando que esse empréstimo serve somente para Lula que quer “dar mais um passo simbólico na tentativa de mostrar a importância do país no exterior, provavelmente de olho no Conselho de Segurança da ONU. A questão é que pode ser o momento errado para isso. O Brasil tem muito o que fazer internamente antes de emprestar ao FMI. Mas no final isso será mais uma tentativa de mostrar como somos importantes e sérios. Não fizemos 80% da lição de casa, como melhorar educação e a infraestrutura, mas isso não parece ser questão mais importante para o governo.”
Essa inutilidade é paga pelo contribuinte, que não encontra reciprocidade nos impostos recolhidos e a nação, de forma acelerada, continua descendo a ladeira.