domingo, dezembro 06, 2009

Em Honduras venceu a democracia

Adelson Elias Vasconcellos

Não adiantou os indigentes morais que desgovernam a política externa brasileira fazerem a pressão que fizeram para restituir ao poder, em Honduras, o queridinho bolivariano que,a exemplo de Chaves & Cia., tentou subverter a constituição de seu país para impor sua ditadura ensandecida.

Menos mal que parte do mundo decente começou a abrir os olhos para dar-se conta do que realmente se tratava aquela fanfarronice que o Zé da Laya tentou fazer. Em boa hora, alguns países descobriram que o golpista não era Micheletti, e sim o fanfarrão de chapéu.

E, mesmo diante das evidências tão claras, Lula e seus amestrados, continuam não reconhecendo nem o governo de facto, tampouco as eleições livres e democráticas. E a sua vigarice continua ignorando as instituições democráticas daquele país, tanto quanto seu pleno estado de direito.

No acordo que o tal Zé da Laya firmou com o governo de Micheletti, acordo intermediado pelos Estados Unidos, que agiram de forma neutra na questão o tempo todo, não havia obrigatoriedade de recondução de Zé da Laya ao poder que tentou usurpar. Esta possibilidade seria, de antemão, submetida à aprovação da Corte Suprema e do Congresso hondurenhos, além do que, as eleições, previamente marcadas para 29 de novembro, foram mantidas.

Cerca de 300 observadores internacionais acompanharam o pleito e o consideraram absolutamente democrático, sem ferir a nenhum princípio legal. As únicas arruaças que se viu foram as patrocinadas pelos militantes do presidente deposto que, aliás, deveria era estar preso.

O Brasil, além de sua posição absolutamente vigarista, tentou intrometer-se em assuntos internos de um país estrangeiro, o que fere a nossa própria Constituição.Além disso, abrigou e ainda abriga o cretino em nossa embaixada sem sequer definir sua condição. E, o que também nossos dispositivos legais vedam terminantemente, permite que o canalha incite a população contra a ordem estabelecida de dentro da nossa embaixada contra às insittuições democráticas daquele país, promova baderna e pratique um descarado e também ilegal jogo político.

Em contrapartida, apesar da comunidade internacional apontar as fraudes nas eleições iranianas, apesar do próprio conselho religioso dquele país reconhecer ter havido "falhas", apesar da violenta e desmedida repressão aos protestos dos opositores, repelidos a bala, literalmente, Lula não se comoveu e rapidamente reconheceu a vitória de Ahmadinejad. Trata-se de uma evidente dupla moral. Critério este, aliás, que se usou para os pugilistas cubanos durante o Pan no Rio, em 2007, para devolvê-los ao sanguinário Castro, e que difere frontalmente no caso do assassino italiano Cesare Battisti.

A revista britânica, The Economist, que sempre tem tratado o governo brasileiro com certa reverência, chegou a questionar esta dupla personalidade de nossa política externa, ao indagar "Afinal, para que lado vai o Brasil?".

Aqui, neste espaço, abordando estes descritérios do senhor Amorim e seus parceiros de cretinices, já advertíamos quanto ao fato de que logo o mundo descobrirá quem realmente é Lula e qual a real intenção de sua política externa. E, ao invés de reverências, passaremos a ser tratados com certo resguardo. Afinal, país que acolhe prazeirosamente ditadores e com eles se banqueteia, que recebe de braços abertos terroristas e assassinos, não pode mesmo ser levado a sério, por lhe faltar base moral para impor discursos vigaristas ao mundo civilizado.

Portanto, a vitória da democracia em Honduras, dignifica aqueles resistentes que não concordam nem aceitam a desinstitucionalização brasileira. Como, também, impõem a Chavez e seus delinquentes, Rafael Correa no Equador, Evo Morales na Bolívia, e Lula no Brasil, seu primeiro grande revés contra o projeto de expansão no continente sulamericano, a política canalha de supressão da democracia, dos direitos e liberdades individuais.

Quem sabe, um dia, alguns brasileiros despertem da sua letargia e embriaguês e começam a se darem conta de que é possível resistir e de que, o outro lado de e além de Lula, Chaves, Correa, Morales, Ortega, chama-se liberdade, democracia, decência, honra, dignidade, valores sem os quais não se constrói futuro algum.