quarta-feira, dezembro 16, 2009

O verdadeiro Brasil não é o mesmo do discurso e propagandas oficiais.

Comentando a Notícia

Semana passada, em discurso no Maranhão, Lula disse que o povo estava na merda e que ele, Lula, queria tirar o povo dela. Pois bem, a partir de hoje, conforme afirmamos no post anterior, iniciaremos a publicação de uma série de artigos produzido pelo site /Contas Abertas, e alguns outros espalhados pela imprensa brasileira, detalhando a situação do povo brasileiro, e o que especificamente tem sido feito pelo governo federal para tirar o povo daquela situação deprimente que o falou.

As reportagens comprovarão aquilo que já em 2006 afirmávamos em um dos nossos primeiros artigos postados no blog: a de que a classe política, seja ela de que nível for, se porta e se comporta como verdadeiros gigolôs da nação.

Sim, quando falo de classe política me refiro a todos os poderes. Ontem, a arrecadação de impostos no Brasil chegou a impressionantes 1 trilhão de reais. Olhando-se para os indicadores do país, convenhamos é dinheiro demais para governo de menos.

E isto é reconhecido pelo próprio IPEA, que foi aparelhado miseravelmente pelo petismo botocudo, e mesmo assim, não conseguiu disfarçar a realidade dura e cruel de um país que é excelente apenas no discurso hipócrita de Lula e na propaganda cada mais dispendiosa. Quanto maior a verba em publicidade torrada pelo governo Lula para se autopromover, maior a mentira que se conta. É, tem tudo a ver... Contar mentiras deve custar muito caro, mesmo...

Parte do estudo feito pelo IPEA foi noticiado pelo Jornal Nacional, da Globo. Por ele, não resta a menor dúvida que o Brasil está mais para quinto mundo, do que quinta economia mundial.

A realidade acaba se impondo de forma muito mais incisiva do que a farsa que se tenta incutir no sentimento do brasileiro.

É ele quem sofre para ser atendido por uma rede pública de saúde virada em caos, sucateada, abandonada, esquecida. É o brasileiro quem padece da cada vez mais crescente insegurança pública. Os honestos se tornaram prisioneiros em suas próprias casas, enquanto a bandidagem, de alto e baixo escalão, continua livre, leve e solta. Os políticos corruptos continuam a assaltar os cofres porque, em nome da governabilidade, tudo lhes é permitido. Aa educação continua torrando dinheiro onde não precisa, e deixando de investir em qualidade que é o que interessa. Os níveis estão a cada ano despencando. A infraestrutura continua um descalabro, e onde vai parar tanto dinheiro que dizer gastar na sua recuperação, é que ninguém sabe. Isto é, no fundo a gente até sabe onde é que ele não vai parar: na recuperação da própria infraestrutura.

O aparelhamento do Estado continua sendo tocado a todo vapor, a tal ponto que, um em cada cinco trabalhadores com carteira assinada, é hoje funcionário público. A elevação dos gastos tendem a subir acima da produção das riquezas do país e a tendência é que não este governo que tratará de estancá-los. Pelo contrário: se pudesse numa canetada única Lula estatizaria toda a economia, nos remetendo ao passado de trevas, atraso e mais desigualdade e miséria. Ou seja, se hoje um terço está na merda, a política de igualdade das esquerdas é colocar na mesma situação os outros 2/3 do país.

Segue a reportagem e o vídeo do Jornal Nacional sobre a recente pesquisa do IPEA. Diante da arrecadação de impostos, chega ser constrangedor ver que todo este dinheiro está servindo para privilegiar apenas os detentores do poder e seus asseclas. O Estado brasileiro foi privatizado em favor deles. Tanto a reportagem da Globo quanto a pesquisa do IPEA não deixam dúvidas sobre isso.

Nunca se esqueçam, porém, de que Lula está no poder há sete anos. Resolver neste período todos os problemas, já seculares alguns, que atormentam os brasileiros, é claro que não seria possível. Mas, convenhamos, pelo Brasil que recebeu, pelo tanto que arrecadou, pelo período em que já está no poder, cuja maior parte coincidiu com o melhor momento da economia mundial em todos os tempos, dava sim para ter avançado mais, ter realizado mais, ter investido mais e melhor. Portanto, o título do post anterior faz todo o sentido: O governo Lula, sem a propaganda, é um desastre. Isto não só é reconhecido pela pesquisa do IPEA. A pesquisa do IBOPE da semana passada e que comentamos abaixo, revelou que este é o real sentimento do povo brasileiro.

População brasileira sofre com falta de serviços básicos, aponta pesquisa

Pesquisa do Ipea revela ausência dos serviços públicos no país. Carência afeta principalmente os municípios mais pobres.



Um estudo divulgado nesta terça-feira (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez um retrato da oferta de serviços públicos no Brasil e mostrou que em quase um terço das cidades há carências nas áreas de educação e saúde.

Crianças brincam nos quintais o dia inteiro. As mães precisam trabalhar, mas quem vai ficar com os filhos pequenos?

“Trabalho aparece, mas eu não posso fazer porque não encontro creche para minha filha. As únicas da região são pagas, e eu não tenho condições”, diz uma jovem.

Esta é a realidade em 29,52% das cidades brasileiras. Em todas há escolas públicas de ensino fundamental. Mas, segundo a pesquisa, faltam creches.

O estudo reúne informações sobre cada um dos 5.564 municípios do Brasil e mostra falhas na presença do poder público: cidades que ainda não oferecem para a população serviços básicos, como educação e saúde.

Um em cada três municípios não possui pronto-socorro público. Na Região Sudeste está o maior índice de cidades sem esse atendimento: 32%. Ao todo, 428 cidades do país não têm sequer um médico do Sistema Único de Saúde (SUS).

Já o número de funcionários públicos está crescendo. Segundo a pesquisa, um em cada cinco brasileiros com emprego formal trabalha para os governos municipais, estaduais ou federal.

Na área da assistência social, 31,1% dos municípios não oferecem acesso a esse serviço público.

E na maioria das cidades – ao todo, 4.425 – não existem agências da Previdência Social. Moradores que precisam dar entrada na aposentadoria ou na licença-maternidade, por exemplo, têm que se deslocar para outros municípios. A ausência dos serviços públicos afeta principalmente os mais pobres.

“De maneira geral, é aquele contingente da população que não tem recursos próprios para utilizar o setor privado e por isso depende do setor público. Portanto, a base da pirâmide social é a mais afetada pela baixa presença do estado”, revela o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.