segunda-feira, setembro 20, 2010

A perigosa omissão do Ministério Público e do TSE

Adelson Elias Vasconcellos

Bem, sempre se disse que a tal “empresa” de comunicação não serviria para outra coisa senão para aquilo que estamos vendo no post abaixo. Não se trata de uma empresa de estado, e,sim, a serviço de um partido político, bancado pela sociedade.

Quem sintoniza o tal canal, não suporta nele permanecer além do que 10 a 15 segundos. Ali, podem conferir, se trata de um verdadeiro circo dos horrores, onde o que menos importa é a audiência, o entrenenimento. A ideologia de esquerda é a tônica, e os programas porcuram seguir nesta toada. Não é a toa que sua audiência é zero. Acredito que nem o próprio Lula consegue sintonizar o “seu” canal.

Mas não é só isso: a afronta à legislação eleitoral, a exemplo do que ocorre em toda a máquina pública, já deveria ter sido alvo de uma ação mais drástica de parte do Ministério Público e do Tribunal Superior Eleitoral. Para quem chegou ao poder carregando a bandeira da ética e da moralidade, convenhamos, é um giro de 180º.

Hoje, vejo muitos veículos de comunicação mas, principalmente, alguns jornalistas assustados e temerosos da real ameaça que paira sobre a liberdade de imprensa. Os discursos de José Dirceu na Bahia sobre “o excesso de informar e o excesso de liberdade”, conjugados em perfeita sintonia com as últimas afirmações raivosas de Lula contra a imprensa, parecem haver despertado em muitos um alerta e de que, todos os avisos anteriores sobre a existência desta ameaça, era real. Muitos trataram o assunto com total desdém, achando que se praticava uma espécie de terrorismo e até de preconceito para com o presidente. Nada mais enganoso. Jamais os petistas abandonaram de vez seu ódio feroz contra a democracia, como jamais deixaram de lado seu ambicioso projeto de restringir a uma imprensa chapa-branca a tal liberdade de expressão. Como jamais Lula escondeu o seu desejo de varrer do país a existência da oposição, para alimentar sua ambição de reinar com poder absoluto. Engana-se quem pensar que, com Dilma, Lula se restringirá à tarefa de ser um simples ex-presidente. Vai atuar ainda com mais empenho para vingar a ambição de obter a simbiose perfeita entre estado, governo e partido político, juntos numa só entidade.

O país, durante anos, assistiu com total indiferença as advertências inúmeras feitas pelo professor Olavo de Carvalho quanto a existência do Foro de São Paulo. Jamais idealizavam uma possibilidade de retrocesso institucional a partir da chegada do PT ao poder. Hoje, não apenas as advertências de Olavo de Carvalho acabaram se confirmando como, a cada dia mais, fica visível o que realmente o PT deseja para o país no plano institucional.

E, se o Ministério Público e TSE continuarem inertes, totalmente desligados das ações ilegais que assaltaram o país nestas eleições, com intenso, abusivo e ilegal uso da máquina pública em favor do partido no poder, não poderá, amanhã, se dizerem surpreendidos pelo que de pior vier acontecer. Neste mesmo sentido, tampouco os jornalistas, a exemplo do que já aconteceu com a CNBB. A lembrar, quando ainda estava na oposição, o PT aliou-se a CNBB como forma de penetração no seio da sociedade para impor seu discurso. Chegado ao poder, Lula simplesmente chutou o traseiro da CNBB e aliou-se à turma do auto-intitulado bispo Edir Macedo.

O PT quando faz alianças é sempre com o propósito específico de atingir um determinado público específico com sua ideologia. Depois, não mais precisando do aliado, o dispensa, sem cerimônias. Sempre se comportou como a mais infiel de todas as noivas.

No caso da imprensa, grande parte sempre cumpriu a agenda petista, quando sequer lhe deveria conceder os espaços e a condescendência. Por quê? Porque o PT a vê como inimiga aos seus propósitos. É o famoso caso do ovo da serpente.

Com relação à inércia do Ministério Público e TSE é bom lembrar de que ainda temos leis para serem defendidas: poderá a omissão conduzir o país perigosamente para um governo em que a lei não importará mais, bem como seus agentes se tornarão irrelevantes, sendo promovidos a agentes de polícia do partido.

Quanto ao Poder Judiciário, especificamente o Tribunal Eleitoral, dizer o quê: quando o guardião das leis se omite de cumprir o seu papel, o que se espera que aconteça ao país? É bom ficarem atentos: o governo do PT pode fazer com eles o mesmo que Chavez fez na Venezuela. Tornou o Judiciário uma peça decorativa. Aqui, talvez nem precise fazer força. O TSE, cada dia mais, se afasta de sua responsabilidade. Como se percebe pelo comportamento principalmente de Lula, que abandonou o governo, ou melhor, trouxe seu governo para cima do palanque, o TSE está se tornando apenas um carimbador maluco: chancela o vale-tudo eleitoral. Só não vale ofender a mãe...