Adelson Elias Vasconcellos
Já que transformaram nosso título eleitoral em souvenir, que saibamos, ao menos hoje, não nos transformarmos em massa de manobra, porque o rei de plantão, esquecendo que quem vota somos nós, resolveu por sua vontade única, nos transferir para o mando e comando de outro senhor. Não somos escravos, nem tampouco mercadoria para sermos trocados como coisa ordinária.
Vamos mostrar, ainda, que nossa dignidade não está a venda por bolsas caça votos, como também nos indignamos com os péssimos e humilhantes serviços públicos com que nos brindaram após oito anos de desmandos.
Como, também, não nos esquecemos dos Waldomiro Diniz, José Dirceu, Fernando Collor, José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, dentre tantos outros picaretas reunidos em torno de um mesmo capone, a nos extorquir cinco meses de trabalho em troca de coisa nenhuma, apenas para alimentarem seus mensalões, dossiês e erenices.
Nosso voto pede moralidade, decência, respeito. Nossa opinião é pública e não tem dono. Somos escravos apenas de nossa própria dignidade. Nossas famílias, filhos e netos merecem viver num país onde a EDUCAÇÃO seja prioridade e de qualidade máxima, e não apenas um indicador vergonhoso a nos colocar na rabeira da estatística mundial.
Queremos um país com valores elevados, acima de tudo com respeito à vida, à nossa história, e não aceitamos nem admitimos o descaso com quem sequer pode defender-se porque se trata de uma ainda em gestação, como queremos que os nossos valores religiosos sejam sagrados, e nossas vozes, mesmo que de oposição, sejam ouvidas com respeieto porque também somos brasileiros.
Não queremos nem canalhas nem oportunistas a tentarem reecresver nosso passado com as cores e letras da demagogia sórdida e barata.
O Brasil merece mais? Sim, mas o povo brasileiro merece bem mais do que o pão e circo dos últimos oito anos. Queremos olhar para a constituição do país e nos orgulharmos da sua redação nobre, que reconhece além da nossa cidadania natural, as garantias e os direitos individuais comuns a todos os povos livres e democráticos, e não que seja aviltada nem por tribunais de quinta categoria nem por totalitários forjados no submundo da política rasteira. Queremos olhar para o futuro sem medo de expressar nosso pensamento, e sem temor de sermos atacados e agredidos pelo discurso raivoso e odioso de tiranos desequilibrados.
Que os políticos escolhidos saibam que eles lá estão por nossa vontade suprema mas que o país que governarão, e o farão por um mandato provisório apenas, não lhes pertence. Lugar de bandido é na cadeia, e não nos palácios do poder. Que saibam distinguir que lá estão a serviço da sociedade e não para dela servir-se impunemente.
Que seja feita a vontade do povo decente deste país, hoje e sempre. Que assim seja!
