Comentando a Notícia
No domingo, publicamos um texto da Veja online, sobre reportagem em que se narra que um Assessor do ministro Alexandre Padilha, Edson Pereira de Oliveira, caiu depois de receber 200.000 reais de propina. Ele agora acusa deputados de alimentarem esquema de corrupção, Guerra por controle de hospitais envolve até suborno (clique aqui).
Os deputados acusados são Nelson Bornier (PMDB), Aúreo (PRTB) e Marcelo Matos (PDT), que teriam exigido o direito de indicação de diretores de hospitais federais no Rio de Janeiro.
Oliveira disse que foi chantageado após aceitar dinheiro de um deputado hoje sem mandato, Cristiano (PTdoB), para pagamento de uma dívida de sua campanha a uma prefeitura no interior da Bahia, nas eleições de 2008.
Pois bem, hoje, o deputado Lúcio Vieira Lima, líder do PMDB na Bahia, isentou nesta segunda (2) o partido da responsabilidade pela indicação de Edson Oliveira Pereira como assessor do ministro Alexandre Padilha (Saúde). “Esse rapaz é um petista histórico, amigo do ministro Alexandre Padilha há mais de 20 anos, trabalhou com ele na época em que ele estava na Casa Civil do presidente Lula. Quando o ministro foi para a Saúde chamou para ajudá-lo como assessor especial”, afirmou. Pereira, que é apontado como filiado do PMDB, confessou à Revista Veja ter recebido propina para fazer indicações em hospitais universitário do Rio de Janeiro. Depois da tentativa de tirar a legenda do meio do escândalo, Lúcio amenizou a importância da autoria da indicação de Pereira ao cargo. “O que menos importa é de quem foi a indicação. O que importa é que ele confessou o ato ilícito e tem que pagar por esse crime”, avaliou. O presidente da sigla na Bahia voltou a dizer que, caso seja confirmada a filiação do assessor à agremiação, a porta da rua será a serventia da casa.
É bom que os demais partidos, ao aceitarem filiados em suas siglas, façam o devido filtro dos pretendentes. Gente que vem do petê, não tem biografia, mas ficha corrida. Sempre haverá a possibilidade dele não resistir à tentação de delinquir, marca registrada de seus ex-companheiros.
Cumprimentando com o chapéu alheio
Já que o assunto é vigarice, leiam a nota publicada em seu blog pelo jornalista Políbio Braga:
Deputado Estadual Miki Breier, PSB, alardeia no Twitter que o governo Tarso Genro recebeu de Yeda Crusius 104 municípios sem asfalto e, hoje, são apenas 89.
O parlamentar, porém, não diz, obviamente, que depois de repactuar dívidas ainda da gestão Britto, referentes a 118 municípios, Yeda deu início a mais de 40 trechos, concluindo boa parte deles.
E que, desses 15 finalizados pelo governo Tarso, a quase totalidade já estava com mais de 70% prontos. Em alguns deles, faltava apenas a manta asfáltica.
Quem garante isto é o ex-chefe de gabinete da Secretaria de Infraestrutura e Logística no governo Yeda, Ivan Bertuol.
Apenas para lembrar: este é o mesmo método que Lula empregou durante seus dois mandatos. O que havia de ruim, era herança maldita de FHC, o que acontecia de bom, ele era o pai da criança. Muito embora todas as medidas para a conquista da estabilidade econômica tenham sido criadas no governo anterior, e contra as quais Lula e seu partido se colocaram contra e até tentaram sabotar muitas delas, no poder, quis tomar para si a obra alheia.
Ou seja: eles continuam cumprimentando com o chapéu alheio.
O peso da carga tributária
O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) alcançou nesta terça-feira, por volta das 17 horas, R$ 400 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais pagos por todos os brasileiros desde o 1º dia do ano.
No dia 03 de abril de 2011 o Impostômetro marcava R$ 375 bilhões. Isso mostra um crescimento nominal de 7% na comparação entre os dois períodos. O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, reclama que a arrecadação tributária cresce mais do que o próprio país. E com toda a razão.