Gheisa Lessa
Agência Estado
Um confronto entre integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e seguranças aconteceu na manhã desta quinta-feira, 21, na fazenda Cedro, em Marabá, Sudeste do Pará, deixando cerca de 16 pessoas feridas, de acordo com a Polícia Civil do Estado.
As informações da Agropecuária Santa Bárbara, proprietária da fazenda, e do MST são contraditórias. A Agropecuária diz mais de 300 integrantes do movimento teriam invadido a fazenda. Armado, o grupo teria chegado ao local atirando e destruindo a propriedade, que contava com apenas seis seguranças.
Já o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra informa que cerca de mil integrantes do grupo faziam ato em frente à sede da fazenda contra o desmatamento e o uso intensivo de agrotóxico e grilagem da terras públicas. Segundo o MST, os manifestantes teriam sido recebidos a tiros por parte dos seguranças do local e 20 pessoas ficaram feridas.
"Fomos recebido com muitos tiros por parte da escolta armada. Há muitos feridos, inclusive crianças de colo, que foram levados para o hospital de Eldorado do Carajás, a 50 Km do local", afirma Charles Trocatte, dirigente do MST, em nota divulgada pelo movimento. A Polícia Civil afirma que 16 pessoas foram feridas.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Na quinta feira publicamos um texto no qual o jornal O Estadão relaciona uma longa fileira de tópicos, grande parte discutíveis e polêmicos, e que estão sendo apresentados por uma comissão de juristas para representarem um projeto de mudança do atual Código Penal brasileiro.
Dentre os anseios maiores da sociedade, enquadram-se questões com aumento da pena para crimes hediondos e até para homicídios (verdadeira praga que assombra o país), uma legislação específica contra o terrorismo, e assim por diante. Contudo, e ao contrário do que deseja a sociedade, a tal comissão tem arrolado propostas na contramão.
No tópico terrorismo, por exemplo, propõe-se “...a criação do tipo penal específico para crimes ligados ao terrorismo, com pena de 8 a 15 anos de prisão. A proposta prevê ainda revogação da Lei de Segurança Nacional, de 1983, usada atualmente para enquadrar práticas terroristas. A conduta não será considerada crime se tiver sido cometida por movimentos sociais e reivindicatórios...”. (íntegra da matéria aqui)
Ou seja, aquilo que o MST vem praticando de norte a sul, agora até algumas tribos indígenas andam copiando, e que se caracteriza por terrorismo puro, pelo simples de se autodenominarem “movimento social” estes criminosos não serão enquadrados. Deste modo, será franqueada que a baderna continue, e que o campo continue sua senda de violência, assassinatos, invasões e depredações. Laboratórios continuaram sendo incendiadas, atividades agrícolas sendo destruídas dada a natureza covarde dos tais juristas que não querem se contrapor às exigência do partido do crime organizado no poder.
O que se fez na estande da Confederação Nacional da Agricultura é um absurdo. É caso de polícia. ATENÇÃO: muitos dos tais “manifestantes”, sequer pertencem ao MST quanto plantaram alguma coisa que preste na vida.
Como disse num comentário em post anterior, o Brasil caminha a passos largos rumo ao estado de barbárie puro. Sem tirar nem por. E dizer que esta quadrilha de bandidos ainda é financiada com dinheiro público! Santo Deus!!!