segunda-feira, junho 04, 2012

A falácia da prioridade em educação no governo petista.


Adelson Elias Vasconcellos

Vimos nos posts anteriores, provas indiscutíveis de que educação, no Brasil, apesar do discurso político insistir no contrário, não é e não tem sido prioridade coisa nenhuma.

Quando Estados e Municípios deixam de investir o mínimo exigido em lei, quando instaladas sem um mínimo de estruturas, apesar de o discurso cretino insistir em afirmar na balela do “nuncadantez”, é possível concluir que não há, de fato, interesse algum em educar o povo brasileiro para sair do atraso mental e intelectual que acaba  originando no atraso cívico da nação.

Enquanto o partido que está no poder puder contar com o apoio silencioso de grande parte do país, este crime contra a educação continuará sendo cometido. Não há como não destacá-lo como o maior dentre  todos. Não há corrupção elevada à máxima potência que o suplante.

Jamais o Brasil sairá da condição de país miserável, pobre, subdesenvolvido, enquanto a educação não se tornar, concretamente, em prioridade das prioridades. 

Quando se analisa o baixo crescimento do país, não são apenas aspectos econômicos que provocaram e continuando provocando estes baixos índices. Quando se busca entender o processo bandido de desinstitucionalização pelo qual o Brasil vem sofrendo desde janeiro de 2003, acreditem, na raiz primeira e maior de todos estes males, encontraremos o baixo nível de formação educacional do nosso povo. Se políticos canalhas continuam sendo eleitos em seus currais,, mesmo após desmascarados, tal fato se dá porque os eleitores não atingiram o amadurecimento que as portas abertas da educação lhe facilitam para mandar prô espaço estas figuras macabras.

Por fim, uma palavra sobre o tal programa marqueteiro apelidado de “Brasil Sem Miséria”. Somente se justifica um programa com tal dimensão e objetivo se e quando a prioridade em educação for deflagrada. De nada vale ficar inchando os cadastros de pessoas que passarão a receber esmolas do Estado se,  na base de tudo, não houver investimento maciço em educação para estas mesmas pessoas. E o que temos? Além do investimento chinfrim em educação, seja na qualidade dos currículos, seja na formação de professores, seja nas condições materiais dos prédios escolares, dotados de infraestrutura decente, moderna e necessária à um ensino de elevada qualidade, vejam aí no post anterior: apesar de já chegarmos na metade de 2012,  o governo Dilma ainda não se dispôs a gastar e investir um mísero centavo dos 4,9 milhões previstos  no programa “Apoio a serviços de atendimento e proteção jurídico-social de crianças e adolescentes com direitos violados, ameaçados ou restritos”.

E é por aí que dona Dilma imagina reduzir a pobreza e miséria do país?  Enquanto houver criança com direitos violados, e o mais grave deles é omitir-lhe educação de qualidade, por favor, não cantem glórias a programas ditos de “justiça social”.  Prever e não prover é um crime quanto mais quando se trata de assistir às crianças em condições miseráveis e com direitos violados. E por enquanto,  o Estado comandado por Dilma Rousseff, parece não ter acordado para esta realidade.  

Assim, para um governo preocupado com a Comissão da Verdade sobre a nossa história, o mínimo que se pode esperar é que esteja ainda bem mais preocupado  com a verdade que salta aos olhos no presente. Do contrário, dentro de dez anos, precisaremos de outra comissão da verdade para investigar e até punir,  se preciso, os crimes que se cometem nos dias atuais contra nossas crianças. E para os condenados pela estupidez, não haverá Lei de Anistia que lhes alivie as culpas.