sexta-feira, junho 15, 2012

Vivo e TIM arrematam duas faixas na disputa pela tecnologia 4G


Julia Borba
Folha de São Paulo

O segundo lote nacional para implantação da tecnologia 4G foi arrematado nesta terça-feira pela operadora Vivo. O último lance dado chegou a pouco mais de R$ 1 bilhão, não superado pela concorrente Oi.

Com isso, a empresa terá, além da oportunidade de oferecer a tecnologia 4G por todo país, a obrigação de fornecer também o serviço na área rural estabelecida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) do interior dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

TIM
Logo em seguida, a TIM arrematou o terceiro lote, por R$ 340 milhões. Apesar da faixa arrematada ter menor capacidade, devido às características da própria frequência, a operadora também poderá operar em todo o país.

Ela terá como obrigação levar a tecnologia para as áreas rurais do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

O quarto e último lote para cobertura nacional é leiloado neste momento. As concorrentes são as operadoras Oi e TIM, e o valor mínimo, por volta das 12h45, estava em R$ 330 milhões.

CLARO
A operadora Claro ganhou o leilão para o primeiro lote da tecnologia 4G e vai operar uma das faixas nacionais da tecnologia no país, na frequência 2,5GHz.

A oferta final foi de R$ 844,519 milhões. A disputa final estava entre ela e a operadora Oi, que não rebateu a última proposta.

O leilão começou às 10h, mas começou os trabalhos oferecendo a prestação de serviços na área rural do país. Não houve nenhuma proposta para essas áreas.

Portanto, cada empresa que ganhar uma das quatro faixas ofertadas na frequência 2,5 terá de cuidar também de parte da área rural. Caberá a Claro oferecer o serviço nas zonas rurais da região Norte, dos Estados do Maranhão e Bahia e da grande São Paulo.

A segunda faixa para cobertura nacional 4G está sendo disputada neste momento pela Oi e Vivo.

Os lances, por volta das 12h15, já estavam em R$ 816,127 milhões. O valor inicial do lote era de R$ 630,191 milhões.

4G
A tecnologia 4G permitirá que as empresas de telecomunicações aprimorem a qualidade dos serviços de voz e banda larga.

Estima-se, por exemplo, que a velocidade da internet com 4G possa superar em dez vezes a média da que é obtida atualmente com 3G no Brasil.

A evolução do sistema, no entanto, dependerá do esforço e do investimento das operadoras. O valor mínimo dos lotes em licitação totaliza R$ 3,85 bilhões.

O alvo de desejos das operadoras é a faixa de 2,5GHz, que permite cobertura em todo o território nacional.
Esse é o modelo que se enquadra melhor nos planos das companhias que venderão o serviço para usuários da telefonia.

Segundo cronograma do edital, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes terão cobertura 4G até 31 de dezembro de 2016. As cidades sedes da Copa das Confederações estarão cobertas por 4G até 30 de abril de 2013. As sedes e subsedes da Copa do Mundo terão o serviço até 31 de dezembro de 2013.

REGIÃO RURAL
O patinho feio é a faixa de 450 MHz, que cobre a região rural. Essa opção demanda grandes investimentos em infraestrutura e oferece um retorno menor, por se tratarem de áreas menos populosas.

Para garantir o acesso também nessas áreas, o edital de licitação prevê que, se não houver interessados, a responsabilidade por esse fornecimento seja distribuído entre as empresas ganhadoras na faixa de 2,5GHz.

Até 31 de dezembro de 2015, as áreas rurais até 30 km da sede de todos os municípios brasileiros terão cobertura na faixa de 450 MHz, com serviços de voz e dados.

editoria de arte/folhapress