247
Com Agência Brasil
"Se você tem limite de tempo de mandato para o presidente da república, para os governadores dos estados, para prefeitos, para mandatos executivos, é natural que, na sociedade e nas instituições, nas entidades, você também procure este caminho", disse o Ministro do Esporte
Foto: MARCELLO CASAL JR/Agência Brasil
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, declarou hoje (21) que apoia a mudança de gestão nas entidades esportivas, inclusive o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e as confederações de modalidades.
"Se o país está em um caminho de democratização. Se você tem limite de tempo de mandato para o presidente da República, para os governadores dos estados, para prefeitos, para mandatos executivos, é natural que, na sociedade e nas instituições, nas entidades, você também procure este caminho, de limitar o tempo de mandato e limitar o número de mandatos", disse.
Hoje, as regras de sucessão nas confederações variam de entidade para entidade e há casos, como o do próprio COB, em que uma mesma liderança permanece por mais de uma década na gestão.
Para o ministro, a mudança é um caminho natural e uma eventual regra beneficiaria não apenas o esporte nacional, mas as próprias instituições. "Isso atribui maior responsabilidade aos dirigentes. Se você é dirigente de uma entidade e acha que pode ficar lá 30 anos, a sua preocupação com o momento seguinte não vai ser tão grande. Se você tem prazo no seu mandato e número de mandatos, isso seria uma coisa boa para o esporte, ajuda a criar compromisso de formar novas lideranças", observou.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Santo Deus, alguém precisa informar melhor o ministro Aldo Rebelo! Não há como equivaler a eleição de um dirigente esportivo com a de dirigentes políticos. São coisas totalmente distintas, uma de foro privado, outra, de foro público.
É claro que as eleições de dirigentes esportivos deveriam ser um pouquinho mais honestas, escolhendo-se gente com competência, e diretamente envolvida com práticas esportivas. Contudo, como as entidades que participam das escolhas são privadas, não há como o governo intrometer-se querendo “criar” regras e impor regulamentações neste meio.
O problema de gente como o ministro Rebelo é ser empossada em cargos com os quais não mantém a menor ligação, jamais se especializaram nos temas que versam os assuntos atinentes à função. Ali está por imposição e conveniência políticas, não por algum mérito quanto às responsabilidades que o cargo exige.
Portanto, que o ministro se restrinja apenas ao que lhe compete responder – e já seria muito! – ao invés de procurar pelo em casca de ovo. O Brasil terá pela frente tres eventos grandiosos para sediar. Acho que o ministro deveria focar nestes eventos e nada além disso. Há muito por ser feito, há neles serviços suficientes para o ministro se distrair...
.jpg)