Laryssa Borges e Gabriel Castro
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Joaquim Barbosa, Rosa Weber e Luiz Fux condenaram o ex-ministro pelo crime de corrupção ativa; voto de Ricardo Lewandowski provocou reação da corte
Ricardo Lewandowski
Ministro revisor do mensalão
"Não é possível acreditar que Delúbio sozinho tenha comprometido o PT com dívidas da ordem de 55 milhões de reais e repassado metade disso a partidos da base aliada"
Provas indiciárias, experiências de vida e a longa militância política de José Dirceu foram utilizadas nesta quinta-feira para construir votos que comprovam a atuação do ex-ministro da Casa Civil como corruptor do esquema do mensalão. Para os ministros Joaquim Barbosa, Rosa Weber e Luiz Fux, chega a ser fantasiosa a tese de que o petista se manteve alheio à engrenagem de corrupção montada por Delúbio Soares e pelo publicitário Marcos Valério de Souza.
Os três magistrados foram categóricos ao afirmar que não acreditam na inocência do ex-ministro e disseram que coube ao então titular da Casa Civil coordenar cada ato dos subordinados da legenda, José Genoino e Delúbio Soares, para liberação de milhões de reais utilizados para a cooptação de deputados no Congresso Nacional.
Isolado, apenas o ministro revisor do mensalão, Ricardo Lewandowski, absolveu o todo-poderoso auxiliar do ex-presidente Lula e considerou que o Ministério Público se apoiou em critérios políticos, e não em provas concretas, para classificar o réu como “o chefe da quadrilha” do mensalão. Até o momento, há quatro votos pela condenação de Delúbio Soares por corrupção ativa e três votos para apenar José Dirceu e José Genoino pelo mesmo crime.
