quinta-feira, janeiro 31, 2013

Afastado o maior obstáculo


Carlos Chagas
Tribuna da Imprensa

Deixou o palácio do Planalto em estado de graça a informação de que o ex-presidente Lula ofereceu-se párea chefiar a campanha da reeleição da presidente Dilma. Foi na sexta-feira, em São Paulo, quando eles se encontraram.

Sendo assim, afasta-se o maior obstáculo à conquista do segundo mandato pela atual presidente, em 2014. A ala dissidente do PT não conseguiu  convencer o Lula a voltar daqui a dois anos.

Outros obstáculos existem, é claro, às pretensões de Dilma continuar no poder, mas são por enquanto obstáculos menores: chamam-se Aécio Neves, Marina Silva, Eduardo Capôs e, de ontem para hoje, também Fernando Gabeira. Por  enquanto, pelo menos, simples pedrinhas no caminho. Conforme pesquisa recente, não conseguirão evitar a reeleição.

Por certo que tudo depende da preservação dos altos índices de popularidade da presidente, ou seja, de que ao lado do apoio explícito do Lula, ela consiga retomar o crescimento econômico e impedir a volta da inflação. Por enquanto, nessa etapa inicial do processo sucessório, o caminho está livre.

A DECISÃO DO PROCURADOR 
Não preocupa o PMDB a decisão do Procurador Geral da República de denunciar o senador Renan Calheiros por haver sido, em 2007, acusado de ter a pensão de uma filha paga pelo diretor de uma empreiteira de obras públicas. Na época, Renan negou esse pagamento apresentando recibos referentes à venda de bois, em Alagoas, para demonstrar que dispunha  de renda para enfrentar a despesas. A Polícia Federal buscou indícios de tratar-se de notas falsas e enviou as conclusões da  investigação para o Procurador Geral da República, que só agora formulou a denúncia. O processo, no Supremo Tribunal Federal, por tratar-se de um senador,  conta com 43 volumes.

A mais alta corte nacional de Justiça reinicia seus trabalhos sexta-feira, devendo ser designado um ministro-relator para apreciar a denúncia.  Certamente  bem depois de Renan ser eleito outra vez para presidente do Senado.