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Mariana Branco, Agência Brasil
Ministro disse que diminuição nos repasses ao Fundo de Participação dos Estados e Fundo de Participação dos Municípios ocasionada pela desoneração será recomposta
Wilson Dias/Agência Brasil
Fernando Pimentel: ministro falou durante participação no Encontro Nacional
com Novos Prefeitos e Prefeitas, que vai até quarta-feira em Brasília
Brasília - A política de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para setores da indústria, como o automotivo e o da linha branca, é temporária, disse, hoje (28), o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
O ministro disse que a diminuição nos repasses ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ocasionada pela desoneração será recomposta.
"Isso vai acabar. Lentamente vamos retirando as reduções [do IPI]. [O FPE e o FPM] serão recompostos com as receitas temporariamente utilizadas para nossa indústria recuperar sua atividade", afirmou Pimentel.
O ministro falou durante participação no Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que vai até quarta-feira (30) em Brasília. Ele tratou da questão do IPI em resposta à pergunta de um dos prefeitos e reconheceu que a desoneração "acaba impactando a receita do município".
Fernando Pimentel disse que, diferentemente da desoneração da folha de pagamento, "que veio para ficar", a alíquota zero do IPI foi instituída "para ajudar a indústria a atravessar um período de muita dificuldade".
Ele destacou que, embora represente perda de receita em um primeiro momento, a redução "aumenta a atividade econômica e [por isso] acaba beneficiando a arrecadação de estados e municípios".
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Tudo no governo Dilma, registre-se, é temporário, improvisado, sem rumo, sem um plano de ação concreto. São ações e medidas de curto prazo, feitas apenas para provocar efeitos colaterais de natureza eleitoreira.
Retire-se o lustro que a propaganda embala este governo pobre, e o que se verá é apenas mediocridade, corrupção, mentiras.
O governo lança pacotes a esmo, retirando de estados e municípios o custo financeiro de sua plataforma eleitoreira. Depois, cria mecanismos de cooptação política em troca da devolução dos recursos que tomou a mão grande. Está na hora de governadores e prefeitos darem um “basta!” a politicagem ordinária do governo federal. Este governo sequer merece crédito: suas promessas de compensação são puro papo furado. Exemplos existem aos montes em dez anos de poder petista. Apenas para citar um bem característico, temos o tal piso nacional do magistério. O Governo Federal prometeu que compensaria os governos estaduais com a diferença necessária para cobrir os valores fixados, e a maioria está de chapéu na mão aguardando a boa vontade do Planalto em cumprir suas promessas.
Aliás, fosse este um governo sério, e nem o senhor Fernando Pimentel seria ministro. Teria sido expulso na primeira hora por mau comportamento.
