sexta-feira, setembro 06, 2013

Nada de miojo: no Enem 2013, só valem pequenos “descuidos”. Mas “nóis pega peixe” pode?

Marco Prates
Exame.com 

Ainda será possível cometer um erro ou outro e tirar nota 1000 (a máxima) no Enem 2013, mostram exemplos divulgados hoje pelo MEC. Redação “miojo”, porém, nunca mais

José Cruz/ABr 
Estudantes fazem prova: ainda é possível cometer erros e tirar nota máxima 
na redação do Enem, desde que se prove o "domínio da norma culta"

São Paulo – A falta de um acento ou um erro de concordância verbal são problemas que ainda permitirão aos estudantes tirar nota 1000 na redação do Enem, segundo mostra o Guia do Participante – A Redação no Enem 2013 (veja abaixo), lançado hoje pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), vinculado ao Ministério da Educação, com as novas diretrizes para quem quer se dar bem na temida prova.

Em uma das redações mostradas como exemplo de excelência (veja em fotos), a aluna errou no acento de “espanhóis”, ao não colocá-lo. Ela utilizou a palavra três vezes, e em apenas uma o erro apareceu.

“Isso (desconsiderar um equívoco) pode ocorrer quando a banca está convicta que ele (estudante) tem domínio da norma culta”, explicou o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa.

Já em outra, um rapaz escreveu: “Nos últimos anos, a mudança na economia e o novo espaço que o Brasil tem conquistado no cenário internacional atraiu trabalhadores e turistas”. O correto seria “atraíram”.

Mas o guia lançado hoje aponta que o texto não incorre em nenhuma “reincidência”, e apresenta “excelente domínio da modalidade escrita formal”.

Miojo
O MEC se esforça agora para se afastar do estrago na imagem sofrido com a última correção das redações.
No começo do ano, o Brasil inteiro se divertiu com a tragicômica história do rapaz quedetalhou uma receita de miojo no meio da redação do Enem. Ele, porém, não tirou 1000: ficou com 560.

Mais sérias foram as redações obtidas pelo O Globo, cujos erros crassos como “enchergar” e “trousse” não causaram a perda de um ponto sequer na nota máxima. 

Já na época, o MEC reagiu e anunciou que inserções como a do miojo – ou do hino do Palmeiras – acarretariam em provas zeradas. E que as redações passariam pelo crivo de um terceiro corretor quando a diferença entre a nota do primeiro e a do segundo fosse maior que 100. Antes, era 200.

Com maior treinamento, o MEC afirmou nesta quinta-feira que o número de avaliadores passará de 8,4 para 9,5 mil este ano.

Guia Participante - Redacao Enem 2013