sexta-feira, janeiro 24, 2014

Bolsa Família será destaque nas eleições, diz FT. Igual a 2006 e 2010.

Exame.com
Stefânia Akel, Estadão Conteúdo

Financial Times afirma, porém, que programa que se tornou o pilar do modelo econômico do PT deve sofrer mais críticas neste processo eleitoral

Ana Nascimento/Ministério do Desenvolvimento Social 
Bolsa Família: reportagem do FT aponta que o Bolsa Família tem sido 
mais bem-sucedido do que outros programas populistas de países emergentes

São Paulo - O Bolsa Família deve ser central no debate eleitoral deste ano no Brasil, segundo reportagem do jornal britânico Financial Times.

A publicação afirma, porém, que o programa que se tornou o pilar do modelo econômico do Partido dos Trabalhadores (PT) deve sofrer mais críticas neste processo eleitoral, tendo em vista o atual cenário do país.
"Com a economia passando por dificuldades na medida em que o boom do crédito e das commodities perde força no Brasil, os crescentes gastos do governo e a politização dos programas sociais estão sendo vistos com mais ceticismo", diz o FT.

A reportagem, no entanto, aponta que o Bolsa Família tem sido mais bem-sucedido do que outros programas populistas de países emergentes como a Índia, ao ajudar a elevar mais de 40 milhões de pessoas à classe média.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
É claro que o programa é uma das estrelas da companhia. Mas o sucesso carrega boa dose de marketing. 

Já falamos muito a respeito das deficiências do programa que precisam ser atendidas para que o programa adquira caráter de social. 

Para tanto, o programa deve investir na redução de beneficiários, e não em seu aumento como vem fazendo o governo petista. Isto representaria a verdadeira emancipação dos indivíduos.

Por outro lado, o FT deveria se informar melhor sobre o real benefício do Bolsa Família. é uma falácia citá-lo como responsável pelo ingresso de 40 milhões de pessoas na classe média. Com R$ 70,00/mês o sujeito apenas sobrevive, sem que deixe de ser pobre, apenas deixou foi de ser miserável. Apesar disso, parece que o governo não vai rever seus conceitos sobre "classe média", quanto em tempos de eleição.