Ricardo Noblat
O Tribunal de Contas da União (TCU) está pronto para rejeitar as contas do governo de 2014 devido a pedaladas fiscais admitidas pelo próprio governo
De que serviria a lei, qualquer uma, se uma vez violada, simplesmente deixasse de valer?
O governo alega em sua defesa que a lei que proíbe pedalada fiscal já foi desrespeitada mais de uma vez no passado. E que, portanto, não pode ser invocada para puni-lo.
O argumento não resiste a uma análise tosca.
Quantos motoristas bêbados escaparam de ser punidos pela Lei Seca?
Experimente em juízo alegar isso a seu favor depois de flagrado por uma blitz.
É a mesma coisa.
O Tribunal de Contas da União (TCU) está pronto para rejeitar as contas do governo de 2014 devido a pedaladas fiscais admitidas pelo próprio governo.
Se isso ocorrer, caberá à Câmara dos Deputados acatar ou não a decisão do TCU.
Se acatar, dará ensejo ao pedido de impeachment de Dilma.
No passado, por leniência ou desatenção, o TCU não enxergou pedaladas cometidas por outros governos, entre eles o de Lula. E daí?
Que bom que enxergue agora. Sinal de que evoluímos.
Simples assim.
