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(Susana Vera/Reuters)
Ministro da Fazenda, Joaquim Levy,
foi elogiado pelo presidente do Banco Mundial
Escolhido para o cargo por ter respaldo no mercado e ser considerado o "homem certo" para colocar a economia novamente nos eixos, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sofreu alguns reveses na condução da política econômica do país, como a perda do grau de investimento pela Standard & Poor's, a redução da meta fiscal e o envio do orçamento deficitário do próximo ano. Mesmo assim, a sua reputação perante o mercado parece (por ora) se manter intacta.
A maior prova disso ocorreu nesta quarta-feira, quando o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, teceu elogios ao ministro e afirmou que ele ocupa um dos cargos "mais difíceis do mundo".
"Quando Levy foi anunciado ministro, o mundo inteiro reagiu positivamente. Imediatamente vimos que ele é uma pessoa brilhante e experiente, que tem grande confiança para fazer o que é certo. Mas nós temos que reconhecer que está num dos empregos mais difíceis do mundo", disse Kim, em Washington, segundo o jornal Valor Econômico.
Para o presidente do Banco Mundial, o trabalho árduo de Levy está justamente em enfrentar a situação "muito complicada" que o país vive, de queda no preço das commodities e a expectativa de mais turbulências com o possível aumento dos juros nos Estados Unidos. Se para o mercado, a sua imagem continua ilibada, o mesmo não se pode falar das alas mais radicais do PT, que nos bastidores vêm pedindo recorrentemente a cabeça do ministro.
