Rita Azevedo
EXAME.com
Antonio Cruz/Agência Brasil
São Paulo – Uma nova regra para aposentadorias foi sancionada nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff. A chamada fórmula 85/95 é uma alternativa ao fator previdenciário e leva em conta a soma da idade do trabalhador com o tempo que ele contribuiu ao INSS.
Isso significa que, ao optar pela nova regra, o contribuinte terá que acumular pontos para receber a aposentadoria integral – 85 para mulheres e 95 para homens. Essa pontuação irá aumentar progressivamente a partir de 2019 até chegar a 90/100.
De acordo com o governo, a revisão no modelo de previdência é uma forma de acompanhar o aumento da expectativa de vida e a diminuição da taxa da natalidade do país. Num futuro próximo, haverá muito mais pessoas se aposentando e menos contribuintes pagando a conta.
Com as mudanças publicadas hoje, a tendência é que os trabalhadores esperem um pouco mais para se aposentar na expectativa de receber o valor integral sem a aplicação do fator previdenciário. Até 2018, a expectativa do governo é economizar 17,5 bilhões de reais.
Veja seis números que ajudam a entender essa mudança e o que ela pode significar para os cofres públicos.
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RAZÕES PARA
REFORMA DA PREVIDÊNCIA
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50 MILHÕES
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É o número de idosos a mais que o
Brasil terá até 2060. Até lá, o número de pessoas com 60 anos ou mais irá
triplicar no País.
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9 para 1
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É a proporção atual
de pessoas em idade ativa para cada idoso no país. Em 2060, essa proporção
deve cair para 2,3 contribuintes para cada pessoa com 65 anos ou mais – o que
significa menos gente para pagar a conta da aposentadoria.
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01/01/2017
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É a data em que irá ocorrer o primeiro
aumento na fórmula, com o acréscimo
de 1 ponto tanto para homens quanto para mulheres
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2022
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É o ano da última
alteração na fórmula. A partir daí, apenas os que alcançarem 90 pontos (no
caso da mulher) ou 100 (se for homem) poderão deixar o fator previdenciário.
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R$ 56,7 bilhões
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É o déficit da Previdência Social em
2014. O rombo na pasta é um dos grandes desafios que o governo atual lida
atualmente.
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R$ 17,5 bilhões
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É quanto o governo
pretende economizar com a mudança nas regras da aposentadoria entre 2015 e
2018.
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