João Pedro Caleiro
Exame.com
O acumulado dos últimos 12 meses ficou em 3,60%, também a mais baixa desde maio de 2007, quando estava em 3,18%
(Paulo Fridman/Bloomberg)
Feirante e consumidores no Mercado Municipal em São Paulo
São Paulo – A inflação no Brasil, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,14% em abril para 0,31% em maio.
Apesar da alta em relação ao mês anterior, foi a taxa mais baixa para um mês de maio desde 2007.
O acumulado dos últimos 12 meses ficou em 3,60%, também a mais baixa desde maio de 2007, quando estava em 3,18%.
Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A inflação está abaixo da meta do governo que é de 4,5% com dois pontos percentuais de tolerância para baixo (2,5%) ou para cima (6,5%).
Grupos
Na Habitação, a virada de -1,09% em abril para 2,14% em maio veio pelo item energia elétrica, que havia sofrido corte em abril como compensação por uma cobrança indevida anterior relacionada a Angra III.
O fim desse desconto em maio elevou as contas de luz em 8,98% e impactou o IPCA diretamente para cima com 0,29 ponto percentual.
Isso significa que quase toda a alta de maio pode ser atribuída a esse grupo, anulando todos os outros movimentos positivos e negativos.
Uma força para baixo foi o grupo Alimentação e Bebidas, de longe o com maior peso no índice (cerca de um quarto).
O grupo foi de 0,58% em abril para -0,35% em maio puxado por quedas em itens como frutas, que caíram -6,55% e tiveram sozinhas um impacto negativo de 0,07 ponto percentual na taxa mensal.
Outros itens como arroz (-1,98%) e frango inteiro (-1,32%) não caíram tanto mas têm grande importância no cardápio do brasileiro.
O grupo Transportes teve a maior queda de preços em maio: -0,42%. As passagens aéreas caíram 11,81% e tiveram, sozinhas, impacto negativo de 0,05 ponto percentual na taxa do mês.
Também ficaram mais baratos em maio itens como o automóvel novo (-0,85%) e o etanol (-2,17%).
Já entre as altas estão grupos como Vestuário (de 0,48% para 0,98%) e Educação (0,03% para 0,08%).
As Despesas Pessoais foram de 0,09% em abril para 0,23% em maio com a ajuda dos remédios, que têm peso de 3,48% no orçamento das famílias e ficaram, 3,92% mais caros.
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Grupo
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Variação abril,
em %
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Variação maio,
em %
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Índice Geral
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0,14
|
0,31
|
|
Alimentação e
Bebidas
|
0,58
|
-0,35
|
|
Habitação
|
1,09
|
2,14
|
|
Artigos de
Residência
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-0,28
|
-0,23
|
|
Vestuário
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0,48
|
0,98
|
|
Transportes
|
-0,06
|
-0,42
|
|
Saúde e cuidados
pessoais
|
1,00
|
0,62
|
|
Despesas pessoais
|
0,09
|
0,23
|
|
Educação
|
0,03
|
0,08
|
|
Comunicação
|
0,55
|
0,09
|
|
Grupo
|
Impacto abril,
em p.p.
|
Impacto maio,
em p.p.
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|
Índice Geral
|
0,14
|
0,31
|
|
Alimentação e
Bebidas
|
0,15
|
-0,09
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|
Habitação
|
-0,17
|
0,32
|
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Artigos de
Residência
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-0,01
|
-0,01
|
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Vestuário
|
0,03
|
0,06
|
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Transportes
|
-0,01
|
-0,07
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|
Saúde e cuidados
pessoais
|
0,12
|
0,07
|
|
Despesas pessoais
|
0,01
|
0,03
|
|
Educação
|
0,00
|
0,00
|
|
Comunicação
|
0,02
|
0,00
|
