domingo, janeiro 07, 2018

Até agora, para presidente, só temos bruxos e feiticeiros!

Adelson Elias Vasconcellos

E, com certeza, não serão nem bruxos tampouco feiticeiros que nos proporcionarão este dias melhores 



Se me perguntassem, hoje, dentre as diferentes e exóticas opções disponíveis de candidatos a candidatos para a eleição presidencial, diria, sem pestanejar, NENHUM. NE-NHUM mesmooo!!!

Baseado nos discursos que estes bruxos e feiticeiros estão proferindo, Lula, Bolsonaro, tampouco a etérea Marina Silva, ou mesmo Dória (que parece ter se convencido que seria uma luta inglória), nenhum destes e mais os menos citados, se deu ao trabalho de falar a verdade, tanto sobre o que pode ou não pode fazer, quanto o que DEVE ou não realizar. Sabemos que a grande chaga nacional chama-se EDUCAÇÃO. E isto todos, sem exceção, exibem como prioridade. Mas qual ou quais os males da Educação? Por onde começar? De onde sairá a grana para provocar todas as mudanças? Quem dentre os milhares de servidores privilegiados imoralmente, abrirão mão de seu penduricalhos em favor do país? Aí o papo é outro. Se eleitos, estejam certos, deixaram tudo como está: ao léu.  No fundo, para esta gente, educação é coisa de luxo. Pobre atrasado fica mais fácil de manipular. E isto tem sido assim secularmente. 

Traçar um plano correto de governo DEVE, obrigatoriamente, passar por um diagnóstico decente do país, Todos sabemos das nossas aflições diárias, o raio é encontrar as soluções possíveis. Mas no discurso as promessas são tão vazias quanto a competência de quem as faz.Exemplo é o próprio Lula: ele e seu partido ficaram no poder 13 longos anos. No campo da educação, pergunto, quais as melhoras? Treze anos é tempo suficiente para provocar uma revolução a exemplo do que a Coreia do Sul fez, e com muito recursos   A sensação que se tem, após este período, é que o país não saiu do lugar. Pelo contrário, piorou.

A primeira coisa que salta aos olhos de um observador,  mesmo que desatento ou até alienado em relação ao Brasil, é que o Estado brasileiro não só apodreceu de vez e isto nos 3 Poderes da República, como também a sociedade esgotou sua capacidade de sustentar este mastodonte. É claro que aqui e ali há servidores honestos que nos garantem o funcionamento adequado (e necessário) das nossas instituições democráticas.  Mas estão rareando. O processo de rapinagem se acentua cada vez mais. E por isso é que a desigualdade vai cada vez mais se alargando. 

Nas redes sociais circulam, cada vez mais insistentes, apelos em prol de uma intervenção militar. Talvez a desilusão e descrença com a classe política (cada vez mais caso de polícia), alimentem tais ilusões. Só quem não amargou 21 anos de ditadura militar, de 64 a 85, pode se deixar encantar por tal apelo. Acreditem, seria o pior dos mundos. 

Para começo de conversa, foram os eleitores que escolheram esta gentalha que está aí. Ora, nada mais justo agora do que serem penalizados por suas escolhas ruins. Não basta atirar pedras nas nossas Genis políticas. É preciso por a mão na consciência e se questionar por que escolheram este ou aquele.  Para o cometimento de crimes tem-se o Judiciário. Mas que Judiciário, não é mesmo? Eles mais estão preocupados com seus auxílios moradias, querendo ainda, de lambuja, que a sociedade pague pelo estudo de seus filhos! Como diria a saudosa Hebe Camargo: “não são umas gracinhas?”. 

Retornando aos apelos por uma intervenção militar. Pode até haver um que outro militar mais assadinho sonhando com tal fantasia. Mas o fato é que o grosso da tropa quer é distância do poder. Neste momento, é de se perguntar: seremos tão imaturos e incompetentes como povo, para resolver   nossos problemas, tenham eles a dimensão que tiverem? Não creio. Claro que a educação péssima com a informação pouco qualificada, quando não sua total ausência, colaborou para nosso eterno atraso. Mas a história, passada e recente, nos mostra que podemos, sim,  dar a  volta por cima e seguir em frente com o passo certo.  

O que nos falta não é competência. Reconheça-se que nos falta mesmo são  lideranças de brio, honestas em ações e propósitos, determinadas a fazer o que é certo e necessário, gente capaz de levantar este gigante adormecido eternamente e  sem berço (as esquerdas conseguiram até roubar seu berço!), e conduzir o país para um melhor destino. Alguém poderia lembrar que Lula é líder. Sim, mas o petista é do tipo populista e a história, de ontem e de hoje, nos adverte sobre o danoso preço que as nações conduzidas por estes “populistas” pagaram e ainda estão a pagar. Bom exemplo disto é a Venezuela. E mesmo o Brasil: a que nos conduziram os treze anos de PT? Dois anos de recessão aguda, 14 milhões de desempregados e uma desigualdade maior. Isto sem contar com a corrupção endêmica instalada no poder. Até porque,  Lula deve, primeiro, quitar sua dívida com a Justiça.

Um verdadeiro líder não precisa empenhar a alma ao diabo para bem conduzir uma nação. Em oito anos, tendo todas as oportunidades e recursos para isto, Lula não apenas não avançou nas reformas indispensáveis, como ainda implantou nas entranhas do Estado um inimaginável esquema de corrupção e aparelhamento. 

As mazelas que nos afligem hoje, ao contrário do que se diz nas redes sociais, não são fruto de Michel Temer enquanto presidente. Não caíram por acaso. Não brotaram do chão da noite para o dia. São consequência de treze anos de desgoverno, descontrole, rapinagem e incompetência. Temer apenas as herdou. E seu grande erro foi não ter comunicado, de forma correta e repetitiva, tão logo assumiu, a herança maldita que Dilma, a Medíocre, lhe outorgou.

Porém, não estou aqui isentando Temer de seus erros. Entretanto, é bom que se registre, o peemedebista deu à economia o rumo racional que lhe tinha sido suprimido pela Medíocre, e não por outra razão, tirou o país da sua maior recessão econômica. Ou alguém já esqueceu dos milhões de desempregados, queda constante da produção industrial, déficit público monumental, inflação e juros na estratosfera,  perdas na balança comercial, déficit em corrente corrente, além da manutenção dos “esquemas” implantados por seu padrinho? 

Se mais de 50 milhões de brasileiros estão abaixo da linha pobreza, e o IBGE nos diz que isto era o número de 20016, Temer nada tem a ver com isto. 

A política irresponsável de Lula da Silva e da esquizofrênica conduzida por Dilma é que nos rebaixaram. E, para repor o país no caminho da seriedade e do desenvolvimento que dela advém, precisamos de alguém que vá além da competência, da honestidade e coragem, que saiba vender e conquistar confiança, para com tais atributos exibir e realizar um projeto de boa governança que passa, obrigatoriamente, por uma total remontagem do Estado brasileiro. É a partir daí que nos será possível atender o básico como educação, saúde, segurança, saneamento, etc. 

Este Estado mastodôntico, definitivamente, não nos serve.  Ele apenas agrava o que já está muito ruim. Há uma total desassistência de serviços básicos à população. Em muitas cidades  e estados já se observa uma verdadeira situação de guerra, com o crime organizado ditando as regras de conduta. 

O Estado brasileiro, na forma como se acha estruturado, consome toda a riqueza que produzimos, beneficiando apenas uma pequena elite  - a elite estatal -, enquanto alarga, cada vez mais, os horizontes que separam ricos e pobres. Em seus treze anos no poder, o PT, por uma manipulação estatística cafajeste vendeu a ideia que tirara 30 milhões da pobreza para a classe média.Se você eleitor duvida desta vigarice, sugerimos ler os textos do blog, A VERDADE ACIMA DE TUDO – 1 (aqui)  e 2 (aqui). E se não duvida, leia mesmo assim.

Portanto, fica claro porque nenhum dos atuais candidatos à candidatos para a eleição presidencial não nos servem. Nenhum tem sido honesto para diagnosticar, com correção e clareza, nossos graves problemas e, mais sincero e honesto ainda, para apontar as soluções reais, e não vigarices e mistificações.

E não se pense que as soluções sejam fáceis. Ao longo do tempo, em vários textos e comentários editados durante os governos Lula e  Dilma, apontamos os equívocos, más escolhas, políticas nefastas por eles conduzidas, além de advertir o quanto de sacrifícios nos custaria ter de corrigi-los. Será preciso cerca de uma década, e isto tocando no ritmo certo, para nos recuperarmos do desastre e nos safar deste legado maldito. Contudo, será preciso também  o empenho e sacrifício de todos. Basta de privilégios imorais, viu Legislativo, viu Judiciário?! Chega desta banca imoral, verdadeira casta do mal a destruir as esperanças do país, consumindo e desviando apenas para si o fruto do trabalho de toda a sociedade. 

Precisamos nos convencer de que o populismo só conduz à miséria, só provoca a ruína econômica e social dos países em que se instalou. Mais uma vez, vide a Venezuela, tão amada e idolatrada pelas esquerdas tupiniquins.

Se fizermos isto, além de selecionar com esmero as escolhas nas urnas, é certo que o Brasil encontrará um futuro sorridente, mais justo, mais moderno e desenvolvido. Do contrário, e Deus nos livre disto, as futuras gerações não nos pouparão e seremos acusados de omissos e ladrões da esperança.  Precisamos, por fim, é arregaçar as mangas e trabalhar na construção deste futuro sorridente.  E, com certeza, não serão nem bruxos tampouco feiticeiros que nos proporcionarão  estes dias melhores.