Alvaro Gribel
O Globo
O resultado do Tesouro de 2017 divulgado na tarde desta segunda-feira mostra como as despesas com a Previdência estão retirando recursos de outras áreas essenciais para o país.
Olhando apenas para o INSS, o déficit chegou a R$ 184 bilhões no ano passado, com crescimento de 18% sobre 2016. O INSS e os benefícios de prestação continuada (Loas/RMV) consumiram 53% da receita corrente líquida do governo, percentual recorde na série.
Ao mesmo tempo, os investimentos despencaram 31% entre 2016 e 2017, de R$ 60,8 bilhões para R$ 47,4 bi, em termos reais.
Já o Ministério da Saúde gastou R$ 4,4 bilhões a menos do que o programado no Orçamento, e o da Educação cortou R$ 900 milhões.
As chamadas despesas obrigatórias, que o governo não consegue cortar sem a aprovação do Congresso, já consomem 101% da receita líquida. É por isso que sem a aprovação de reformas os economistas não estimam que as contas públicas voltarão para o azul.
