Guilherme Venaglia
Veja online
"Não sou um ser humano, sou uma ideia", disse ex-presidente mais cedo diante da multidão
(TV Globo/Reprodução)
Ex-presidente Lula sai de carro que o levaria até a Policia Federal
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, neste sábado para se entregar à Polícia Federal. Ele saiu do local a pé e cercada por militantes por volta das 18h41 e entrou em um carro da polícia, que aguardava do lado de fora. Mais cedo, o ex-presidente tentou deixar o sindicato em um veículo com o seu advogado, Cristiano Zanin, mas foi impedido por militantes que bloquearam a saída para impedir sua prisão.
O petista tinha uma ordem de prisão contra ele expedida pelo juiz Sergio Moro desde quinta-feira. O magistrado deu a opção para Lula se apresentar às autoridades até as 17h de sexta, mas Lula continuou no sindicato até este sábado, quando afirmou pela manhã que “cumpriria o mandado”.
Condenação
Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Ele foi considerado culpado por ter aceitado a promessa e a reforma de um apartamento tríplex no Guarujá (SP), como contrapartida de vantagens indevidas obtidas pela empreiteira OAS em contratos com a Petrobras. Desde quinta-feira, o ex-presidente estava ao lado de apoiadores no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde foi feita em seu apoio uma vigília de manifestantes de movimentos sociais.
Lula participou pela manhã de uma missa em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, que faria 68 anos neste sábado. O petista não aceitou a oferta do juiz Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, para que comparecesse espontaneamente à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde ficará preso.
Ele tinha até as 17h de sexta como prazo, mas decidiu permanecer no sindicato e negociar, através da sua defesa, como seria cumprido o mandado de prisão. Na noite de sexta-feira, o senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou a VEJA que as partes haviam entrado em acordo e que o ex-presidente seria preso após o final da solenidade.
