Tribuna da Internet
Luiz Vassallo, Estadão
Ministro declarou que as ‘operações foram seletivas’
O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, questionou, nesta terça-feira, dia 7, por meio de sua conta no Twitter, a atuação do Supremo Tribunal Federal nos processos relacionados à investigação sobre esquemas de corrupção na Petrobras.
“Quantas pessoas o Supremo condenou até agora na Lava Jato, quase 6 anos depois? O esquema era político partidário, permeado de muitos detentores de foro privilegiado”, indagou Deltan.
Deltan Dallagnol
Quantas pessoas o Supremo condenou até agora na Lava Jato, quase 6 anos depois? O esquema era político partidário, permeado de muitos detentores de foro privilegiado. https://twitter.com/rhpozzobon/status/1214545447538311168 …
Roberson Pozzobon
A verdade é que com a decisão do #STF que impôs o fim da prisão em segunda instância as solturas não foram nem um pouco seletivas. Os oligarcas condenados foram soltos de maneira ampla e abrangente.https://www.oantagonista.com/brasil/lewandowski-ataca-a-lava-jato/ …
“OPERAÇÕES SELETIVAS” –
Ele repercutiu um comentário de seu colega, o procurador Roberson Pozzobon, que também integra a força-tarefa da Lava Jato, sobre entrevista do ministro do Supremo Ricardo Lewandowski ao jornal El País. O ministro declarou que as ‘operações foram extremamente seletivas’.
Em seu Twitter, Pozzobon afirmou: “A verdade é que com a decisão do #STF que impôs o fim da prisão em segunda instância as solturas não foram nem um pouco seletivas. Os oligarcas condenados foram soltos de maneira ampla e abrangente.”
MUDANÇA DE ENTENDIMENTO –
O procurador se refere ao julgamento que se encerrou em novembro, na Corte, em que os ministros, por 6 a 5, decidiram mudar o entendimento vigente desde 2016 e decretar a inconstitucionalidade da execução de penas após decisões de segundo grau.

