quinta-feira, abril 16, 2020

Municípios da Baixada Fluminense têm aumento de movimento nas ruas e também de casos de Covid-19

Por Jornal Nacional

Em bairros do Rio, muitas pessoas também foram às ruas para tentar dar entrada no programa de auxílio do governo federal.


No Rio, cidades da Baixada Fluminense têm registrado movimento nas ruas

Apesar de registrar aumentos diários no número de casos de Covid-19, bairros do Rio de Janeiro e de municípios da Baixada Fluminense têm cada vez mais movimento nas ruas.

O Jornal Nacional desta segunda-feira (13) exibiu imagens feitas nesta manhã em Campo Grande, na Zona Oeste. Muitas pessoas nas calçadas, camelôs e uma fila enorme na porta de uma agência da Caixa Econômica Federal.

Eram idosos e jovens, todos muito próximos e sem máscara de proteção. A causa da aglomeração é a tentativa de dar entrada no programa de ajuda emergencial do governo federal.

Também no Rio, na Zona Norte, havia muita gente percorrendo as ruas do Complexo de favelas do Alemão. Isso ocorreu enquanto a associação de moradores fazia um cadastro para a distribuição de cestas básicas.

Em Nova Iguaçu, na Baixada, também teve fila em frente a uma agência da Caixa.

"Eu e meus filhos estamos cuidado muito, estamos sempre em casa. Não saímos de casa para nada. Infelizmente, hoje teve que sair, né?", lamentou um morador.

Em São João de Meriti, também na Baixada, muita circulação nas calçadas e ruas. Inclusive, algumas lojas e bares estavam abertos, o que desrespeita a determinação da prefeitura. Nas agências dos Correios, pessoas buscavam correspondências e encomendas que não têm chegado.

Outro município da Baixada, Duque de Caxias, foi uma das últimas cidades a parar o comércios. Ainda assim, pontos de ônibus e ruas cheios. O prefeito da cidade, Washington Reis (MDB), está internado em um hospital particular no Rio depois de testar positivo para Covid-19.

Relaxamento pode causar mortes

As autoridades de Saúde são claras quanto ao relaxamento das regras de isolamento social. Mais pessoas contaminadas significa mais doentes e hospitais lotados, sem conseguir receber novos pacientes. Ou seja, mais mortes.

O infectologista Fernando Chapermann explica que o resultado desse relaxamento nos últimos dias só será perceptível nos boletins da próxima semana.

"Os números que a gente vê hoje, na verdade, a gente tá olhando o passado. Os nossos números são um pouco defasados, a não ser os números de internação em enfermarias ou em CTIs, ou os atendimentos nas portas das emergências", disse.