segunda-feira, março 01, 2021

Moleque ignorante e irresponsável.

  Comentando A Noticia: 

 


Com múltiplas declarações estúpidas, Bolsonaro fez sua escolha, entre a vida e o emprego. Para ele, parece insignificante a estatística desastrosa que a pandemia provocou até aqui no Brasil. São mais de 250 mil mortes e maias de 10 milhões de infectados. Dentre os que conseguiram se recuperar, da infecção não é pequeno o número dos que ficaram  com sequelas variadas provocadas pelo vírus.

 Além de negar a gravidade da epidemia, sabotou seu combate o quanto pode. E agora lava as mãos em relação à obrigação do governo federal assistir sua população, principalmente os mais vulneráveis. E esta assistência deveria se dar no plano sanitário colaborando para o aumento no número de leitos disponíveis, na urgência de aquisição de insumos para tratamento dos infectados e na prioridade máxima para adquirir o máximo de vacinas que pudesse para que o plano de imunização não sofresse interrupção. 

Como o isolamento, uso de máscaras e álcool em gel são os meios ao nosso alcance para evitar a propagação da pandemia, se isto provocar desemprego como ocorre, compete ao governo federal estender auxílios financeiros o máximo que puder, seja para pessoas ou para empresas. Só que Bolsonaro se omite covarde e criminosamente de cumprir sua obrigação de governar com responsabilidade, inteligência, humanidade e dedicação para que o Brasil suporte o quanto puder e consiga atravessar esta crise sanitária com o menor custo econômico e de vidas possível. 

Gosta de bancar o machão, o valentão contra a imprensa e adversários políticos. Mas é um negligente completo por faltar-lhe qualificação, senso de responsabilidade e a coragem de um verdadeiro estadista, coisa que nunca conseguirá se tornar por lhe faltar todos os atributos que se exige de genuíno líder. Consegue se impor pelo cargo que ocupa e muito, muito pelos berros, desrespeito e asneiras que produz. Suas armas prediletas são a desinformação, a ignorância, o mau caráter e a mentira. Se estivesse realmente preocupado com o emprego/desemprego Bolsonaro não demoraria e nem enrolaria tanto para conceder extensão do auxílio. 

Começa que pelo fato de negar a realidade e afrontar a ciência diuturnamente, ele colabora diretamente para o aumento do contágio o que implicará em maior atraso para a retomada das atividades econômicas. Com esta demora, acaba o próprio presidente colaborando para o aumento do desemprego. Como ainda se nega em conceder um plano de emergência  para pequenas e médias empresas, estas se obrigam ou em fechar definitivamente as portas, ou em reduzir suas operações, acabando por desempregar  alguns de seus funcionários. Nunca é demais lembrar que, a interrupção do programa emergencial, devolveu à pobreza e miséria mais de 40 milhões de brasileiros.

A economia brasileira  em 2020 só não sofreu queda maior graças ao consumo incentivado pelo auxilio emergencial. Se o programa não tivesse sofrido interrupção, o país não estaria aumentando suas dificuldades. Havendo consumo, o país não para e a economia não fica estagnada. Como se vê, a fala do presidente não passa de pura demagogia, hipocrisia e cretinice.

É, simplesmente, constrangedor ver um presidente ser tão negligente, tão negacionista que, a esta altura e após tantas provas e descobertas da ciência, Bolsonaro está atestando para si mesmo o tamanho de uma ignorância descomunal. Ao criticar as ferramentas capazes de evitar que a tragédia se torne pior, como o uso da máscara, o isolamento social, o presidente se comporta como um moleque delinquente. 

Veja-se o comportamento deste governo em relação ao programa de vacinação. Completo desastre. Poderíamos estar vacinando muitos milhares a mais de brasileiros diariamente, mas estamos travados pelas compras diminutas feitas por Bolsonaro, e ainda assim de última hora. O presidente Biden, dos Estados Unidos, mostrou como se faz um governo devotado ao bem estar de sua população: Em apenas 34 dias, já foram vacinados 54 milhões. Enquanto isso, no Brasil, fica-se discutindo irrelevâncias contratuais com a Pfizer que tenta vender ao país, desde agosto de 2020, cerca de 70 milhões de doses. E os mortos vão se acumulando em números cada dia mais crescentes,  

Toda esta irresponsabilidade ainda vai nos cobrar um alto preço junto a comunidade mundial.  Hoje, já nos tornamos párias, isolando-nos e nos distanciando cada vez mais do mundo civilizado. Bolsonaro tem lá em sua cabeça aloprada, a ideia estúpida de que o país não precisa de ninguém. Segundo ele, podemos andar com as próprias pernas, temos riqueza suficiente para bancar nosso crescimento e que somos habitados por uma imensa maioria de letrados e doutores. Vimos nesta edição, estudo que aponta nosso imenso atraso na educação básica. E dependemos muito do mercado chinês para o crescimento de nossas exportações. Mas não só da China, a União Europeia também se tornou um parceiro indispensável, assim como a Argentina.   E estes são justamente nossos parceiros mais valiosos e contra os quais Bolsonaro torce seu nariz.

Só esperamos que o povo brasileiro tenha aprendido a dura lição com a reeleição de Dilma Rousseff, a Medíocre: Gente da laia de Bolsonaro, ignorante, irresponsável, desqualificada, negligente e mau caráter jamais devem receber uma segunda chance. Eles conseguem ser piores no segundo mandato do que foram no primeiro. E a herança que deixam é bem mais do que maldita. 

Prioridades tortas – 

Para o Legislativo brasileiro votar às pressas a independência do Banco Central , a lei que facilita a aquisição  de vacinas e a Pec da Impunidade é bem mais urgente do que aprovar o auxílio emergencial. Para eles votar leis que os livrem da cadeia em caso de cometerem  crimes previstos em lei, é mais urgente e prioritário do que mitigar a fome de mais de 60 milhões de compatriotas.

Um Presidente fora do prumo – 

Na semana que passou, quando foi questionado sobre a falta de leitos para atendimento ao acometidos pela covid-19, Bolsonaro declarou: “A saúde sempre teve problemas”. Nem diga!

Pois é,  mas foi preciso que a ministra Rosa Weber, do STF,  determinasse ao Ministério da Saúde  que a União retomasse  o custeio de UTIs (unidades de tratamento intensivo) para pacientes de Covid-19 nos estados da Bahia, do Maranhão e de São Paulo. Os governadores dos três estados recorreram ao Supremo para a retomada do repasse, suspenso gradativamente em 2021 pelo governo federal.

Como se vê, o problema da saúde no Brasil é a saúde mental de alguns governantes...

Bolsa de fome -

 Sem reajuste no Bolsa Família, inflação corrói poder de compra de beneficiários. Valor da transferência não é reajustado desde o governo Michel Temer. Alta dos alimentos de 15,53% em 2020 afetou os mais pobres. 

Isto significa que não apenas a miséria vai sendo estendida ano a ano, como também Bolsonaro, com mais de dois anos de mandato, sequer repôs o valor de compra sugado pela inflação. 

É o governo brasileiro aumentando ainda mais, pela inércia e descaso, a desigualdade social no Brasil que já é imensa. Mas para todos os erros que ele tem cometido, prefere culpar os outros. Tá faltando espelho em casa, Bolsavírus?