sábado, novembro 20, 2021

A presença eterna de Zumbi dos Palmares marca o Dia da Consciência Negra

 Carlos Newton

Tribuna da Internet

 

Ganga Zumba, um príncipe africano e ex-escravo fugido, se torna o líder do Quilombo de Palmares. Mais tarde, seu herdeiro e afilhado, Zumbi, contesta suas ideias conciliatórias, enfrentando o maior exército jamais visto na história brasileira.

Símbolo da luta negra contra a escravidão e pela liberdade de seu povo, Zumbi dos Palmares foi morto no dia 20 de novembro de 1695. A data de seu falecimento é lembrada nacionalmente como o Dia da Consciência Negra, um momento de reflexão sobre a relevância da população africana e seu impacto nos mais diversos campos da cultura brasileira, como política, cultura e religião, entre outras.

Neste sentido, o advogado, jornalista, analista judiciário aposentado do Tribunal de Justiça (RJ), compositor, letrista e poeta carioca Paulo Roberto Peres, fez a letra de “Atabaque”, que lembra o tempo da escravidão. A letra foi musicada por Jorge Laurindo.

ATABAQUE

Jorge Laurindo e Paulo Peres


Este bocejo da noite é banzo

Engasgando profecias na senzala

Como as mãos da África, África,

Silenciou no adeus


“Atabaqueia” atabaque distante:

Axé, agô-iê, axé com fé….


Esta força, raça, canta e luta

Como Zumbi nos Palmares lutou.

Este gemido do açoite na alma

Qual sentinela de preço vil

Moldurou o libertar futuro


Era rei virou escravo

Quão errante terra branca

Soluçou-lhe cativeiro