quinta-feira, agosto 10, 2006

Leituras recomendadas - 6

Trocaram os 10 Mandamentos

Sebastião Nery (Tribuna da Imprensa)

SÃO PAULO - Waldemar Aranha, presidente do Banco do Estado da Paraíba no governo Pedro Gondim (61 a 66), de todos os amigos do então senador João Agripino era o mais dedicado. Dele se dizia que dormia emborcado para sonhar com os desejos do chefe e amigo.

Em 65, João Agripino elegeu-se governador (66 a 71) e imediatamente demitiu Waldemar Aranha do Banco da Paraíba. José Cavalcanti, amigo dos dois, ficou chocado, telegrafou a Aranha:

- Lamentavelmente, nossos amigos políticos são como trapezistas: quando se firmam lá em cima, empurram a escada.
É o que Lula fez com o povo brasileiro. Mais de 50 milhões seguraram a escada para ele subir. Quando chegou lá no alto, empurrou a escada. Só quer saber dos insaciáveis banqueiros, que já estavam lá em cima.
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O voto como direito

Zélia Leal Adghirni

Não quero votar. Acho que o voto deveria ser um direito e não um dever. Uma liberdade de escolha. Poder dizer NÃO para todos que estão aí fazendo campanha eleitoral. E deixar livres todos os que desejam dizer SIM a estes senhores e senhoras, especialistas em discursos políticos com prazo de validade. Com a mesma intensidade que apoiei a campanha “Diretas Já”, gostaria de me agregar a um grupo que fizesse campanha contra o voto obrigatório. O próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio, em entrevista ao programa de TV Observatório de Imprensa (terça feira, 8 de agosto) declarou textualmente : “Espero viver dias em que o voto no Brasil seja facultativo, independentemente da faixa etária do eleitor.” Segundo o ministro, o voto obrigatório foi uma opção político-legislativa-constitucional realizada em 1988.

Quando expresso em público minha opinião pelo voto facultativo, costumo ouvir que a situação seria muito pior. Num país com 125 milhões de eleitores, venceria o voto comprado. A maioria ficaria indiferente, não iria às urnas por preguiça ou por falta de confiança. Mas é assim que acontece nas verdadeiras democracias ocidentais. Vota quem quer. É verdade que os índices de abstenção são enormes. Eis o desafio: sensibilizar, seduzir e convencer o eleitor a votar. “Vote em mim, vote em meu partido, sou o melhor”. Mais ou menos assim. Depois teria que provar para os eleitores que eles acertaram na escolha. Caso contrário, não se elege mais. Poderia ser assim no Brasil. Chegaríamos enfim ao voto consciente, maduro, expressão máxima de liberdade de escolha.
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SENSUS: UMA PESQUISA – digamos – INFELIZ!
Cesar Maia, prefeito do Rio de Janeiro
1. Não há porque uma pesquisa isolada ser confiável. Às vezes fatores específicos nos dias em que a pesquisa foi feita, às vezes erros de aplicação, às vezes infelicidade na amostragem... enfim, quando um instituto faz uma pesquisa, especialmente num momento importante, como a publicação nas vésperas da entrada da TV, deve no mínimo, olhar a série e se é coerente internamente. Sensus não teve esses cuidados e publicou números incoerentes, inconsistentes, incompreensíveis. Deveria ter suspeitado de erros eventuais e repetido a pesquisa.
2. Especialmente porque é contratada por um órgão empresarial de concessionários de serviços públicos, que por isso mesmo não deveria publicar qualquer coisa. Certamente não há qualquer relação, mas isso ocorre um mês depois de terem conseguido do governo federal aumento de 10% nas tarifas de ônibus interestaduais, o dobro da inflação. E por isso mesmo deveriam redobrar os cuidados.
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A FACE OCULTA DO ASSISTENCIALISMO

Sebastião da Paixão Jr.

Nos termos do art. 203 da Constituição da República, a assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição, tendo como finalidade primordial a proteção da família, da maternidade, da infância, da adolescência e da velhice, dentro de uma pauta político-constitucional de proteção da dignidade humana. Nesse sentido, é dever do Estado brasileiro a implantação de políticas de amparo aos necessitados, evitando que os males sociais da miséria e da pobreza retirem do cidadão o mais fundamental de seus direitos: o de viver condignamente.
Diante da clamorosa desigualdade social que reina em nosso país, tem sido progressiva a preocupação de nossos governantes com a implantação de práticas assistencialistas. A mais festejada política assistencial do governo federal chama-se “Bolsa Família” que consiste em um programa de concessão de renda mensal variável a famílias pobres ou extremamente pobres, sendo, no frigir dos ovos, a unificação dos extintos programas Auxílio-Gás, Bolsa Escola, Cartão Alimentação e Bolsa Alimentação.
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