No debate da Band, entre Lula e Alckimin, realizado no domingo, 8/10, não passou ignorada a perturbação de Lula quando Alckimin perguntou-lhe sobre os cartões de crédito corporativos e até o desafiou a abrir seu sigilo sobre os mesmos. Pego de surpresa, Lula além de não responder ainda afirmou serem os referidos cartões a única coisa boa feita por Fernando Henrique. Soou estranha a afirmação de Lula bem como o elogio a FHC. Primeiro, porque Alckimin não perguntou quem criara os cartões. Segundo, o que Alckimin se referia era ao excesso de gastos ocorridos no governo Lula. Terceiro, ao não responder, Lula deixou solta a suspeição sobre o que realmente acontece com os referidos cartões. E quarto: Lula esqueceu que, além dos cartões, FHC também implantara o Plano Real, criara a Lei de Responsabilidade Fiscal, os programas sociais que Lula apenas mudou o nome, a estabilidade econômica, etc. Mas tais obras para Lula não “convém” recordar.
Para o COMENTANDO A NOTÍCIA este não é um assunto novo, ou melhor, não se trata de um novo escândalo. É um escândalo que já se arrasta por algum tempo, inclusive correndo em segredo de justiça um processo de irregularidades no Tribunal de Contas da União.Em 11 de setembro, no Boletim do TOQUEDEPRIMA, publicamos a seguinte notícia com o comentário correspondente. Segue abaixo:
“E no cartão de crédito, não vai nada?”
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“A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou um requerimento da oposição que pede à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, informações sobre todas as prestações de contas mensais da Presidência, relativas ao uso de cartões de crédito corporativo, desde o início do governo Lula. A proposta é de autoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que solicita também as notas fiscais para justificar os saques dos cartões.”
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“Um dos principais alvos são os supostos gastos com a primeira-dama, Marisa Letícia, que não é funcionária do governo”.
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“Apesar de aprovado o requerimento, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) vai entrar com recurso na Mesa da Casa, para suspender a decisão.”.
“Ele alega que não é atribuição do Senado ter acesso a essas informações, mas sim do Tribunal de Contas da União. Segundo ele essas informações envolvem sigilo e atingem empresas que prestam serviços à Presidência.”
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“O senador Aloízio Mercadante (agora candidato a perder o governo de São Paulo) chegou a justificar a proibição da divulgação dos extratos alegando “questões de segurança nacional”.”
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“O Presidente Lula fez um contrato com o Cartão Internacional VISA, dando um cartão de crédito para 39 pessoas do governo e um para uso do ajudante de ordens direto do presidente. A motivação seria a de facilitar o fluxo de caixa em eventuais gastos a serviço do executivo nacional.”
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“Inicialmente, o limite de cada cartão era de 400 e todos os usuários eram obrigados a fornecer o extrato mensal dos cartões para divulgação no site do Governo. Como os gastos ultrapassaram o limite estipulado, a administradora do cartão elevou para R$ 1 milhão o limite de todos os cartões.”
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Para o COMENTANDO A NOTÍCIA este não é um assunto novo, ou melhor, não se trata de um novo escândalo. É um escândalo que já se arrasta por algum tempo, inclusive correndo em segredo de justiça um processo de irregularidades no Tribunal de Contas da União.Em 11 de setembro, no Boletim do TOQUEDEPRIMA, publicamos a seguinte notícia com o comentário correspondente. Segue abaixo:
“E no cartão de crédito, não vai nada?”
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“A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou um requerimento da oposição que pede à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, informações sobre todas as prestações de contas mensais da Presidência, relativas ao uso de cartões de crédito corporativo, desde o início do governo Lula. A proposta é de autoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que solicita também as notas fiscais para justificar os saques dos cartões.”
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“Um dos principais alvos são os supostos gastos com a primeira-dama, Marisa Letícia, que não é funcionária do governo”.
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“Apesar de aprovado o requerimento, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) vai entrar com recurso na Mesa da Casa, para suspender a decisão.”.
“Ele alega que não é atribuição do Senado ter acesso a essas informações, mas sim do Tribunal de Contas da União. Segundo ele essas informações envolvem sigilo e atingem empresas que prestam serviços à Presidência.”
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“O senador Aloízio Mercadante (agora candidato a perder o governo de São Paulo) chegou a justificar a proibição da divulgação dos extratos alegando “questões de segurança nacional”.”
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“O Presidente Lula fez um contrato com o Cartão Internacional VISA, dando um cartão de crédito para 39 pessoas do governo e um para uso do ajudante de ordens direto do presidente. A motivação seria a de facilitar o fluxo de caixa em eventuais gastos a serviço do executivo nacional.”
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“Inicialmente, o limite de cada cartão era de 400 e todos os usuários eram obrigados a fornecer o extrato mensal dos cartões para divulgação no site do Governo. Como os gastos ultrapassaram o limite estipulado, a administradora do cartão elevou para R$ 1 milhão o limite de todos os cartões.”
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”COMENTANDO A NOTICIA: Esta caixa preta precisa ser realmente investigada e com muita urgência. Chega a ser ridícula a justificativa de Mercadante sobre a “tal segurança nacional” para a divulgação dos extratos. Tudo aquilo que foi custeado com o dinheiro excessivo dos impostos deve ter absoluta transparência para a sociedade. Além disso, temos informações de que uma primeira dama anda excedendo-se em demasia em relação as gastos, o que seria absolutamente irregular uma vez que não ocupa nenhum cargo na administração federal. Sequer deveria utilizar-se de cartões corporativos.”
Posteriormente, em 16 de setembro, em outro boletim do TOQUEDEPRIMA, retornamos ao assunto. Segue:
“Não há limites para a gastança”
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Posteriormente, em 16 de setembro, em outro boletim do TOQUEDEPRIMA, retornamos ao assunto. Segue:
“Não há limites para a gastança”
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”Somente no primeiro semestre deste ano, a funcionária pública destinada a acompanhar a primeira dama, Maria Emília Évora, gastou com cartão de crédito da presidência da república a importância de R$ 441.000,00 (quatrocentos e quarenta e um mil reais), sendo que R$ 198.000,00 (cento e noventa e oito mil reais) foram sacados em moeda corrente na boca do caixa para custear despesas da primeira dama.
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Essa gastança equivale a uma média mensal de R$ 55.000,00 (cinqüenta e cinco mil reais), ou R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais por dia), equivalendo ainda à alimentação de 8.820 famílias pelos critérios do programa fome zero.”
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”COMENTANDO A NOTÍCIA: Quando será que a tal investigação secreta sobre os gastos com os “famosos” cartões de créditos corporativos será encerrada ? Está aí talvez uma caixa preta que Lula jamais fará questão de elucidar. E o TCU não pronuncia ou será que já foi aparelhado também? Neste poço já se gastou muito mais do que os 11,0 milhões das famosas cartilhas que nunca aparecem !!!!!”
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Ontem, transcrevemos texto do Tribuna na Imprensa, onde novas informações foram repassadas sobre os tais cartões corporativos. E desta vez, parece-nos, a onda vai crescer e tende mesmo a cair no colo do presidente Lula, uma vez que, pelo menos, um dos cartões, são gastos seus e de sua esposa, Da. Marisa. Impossível alegar que não sabia, do contrário, Lula seria o maior corno como nenhum “dantez” surgiu neste país: traído pelos amigos e pela mulher, pelo menos no quesito “confiança”.
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Lula, ao tentar defender-se do que ele entendeu como “acusação”, na verdade traiu sua própria consciência. Alckimin não o acusou de nada, apenas lhe dirigiu uma pergunta sobre as despesas com cartão corporativo e o desafiou a abrir seu sigilo. Nada justificou a reação de Lula. Consciência pesada por ação criminosa, claro, tem o dom de provocar o destempero suspeito que Lula apresentou.
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No texto da Tribuna na Imprensa podemos resumir a seguinte “situação”:
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a.- Na Secretaria de Administração da Presidência, atuam 22 pessoas com acesso aos ditos cartões. Só elas já gastaram 3,678 milhões neste ano. Contudo, isto representa “apenas” 2,6% do total. O restante é mantido em segredo. Injustificável segredo diga-se de passagem.
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b.- Das seis unidades subordinadas ao gabinete, tiveram gastos secretos a Secretaria de Administração e a Agência Brasileira de Informações (Abin). No caso da Abin, foram apontados como sigilosos os R$ 3,097 milhões gastos com os cartões.
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c.- Dos R$ 94.987,33 relacionados no Portal da Transparência, R$ 20 mil foram saques em dinheiro e também não há informação sobre onde foram gastos. Os gastos totais do Gabinete da Presidência por meio dos cartões corporativos foram de R$ 6,839 milhões entre janeiro e setembro deste ano.
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d.- Das seis unidades subordinadas ao gabinete, tiveram gastos secretos a Secretaria de Administração e a Agência Brasileira de Informações (Abin).
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Ontem, transcrevemos texto do Tribuna na Imprensa, onde novas informações foram repassadas sobre os tais cartões corporativos. E desta vez, parece-nos, a onda vai crescer e tende mesmo a cair no colo do presidente Lula, uma vez que, pelo menos, um dos cartões, são gastos seus e de sua esposa, Da. Marisa. Impossível alegar que não sabia, do contrário, Lula seria o maior corno como nenhum “dantez” surgiu neste país: traído pelos amigos e pela mulher, pelo menos no quesito “confiança”.
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Lula, ao tentar defender-se do que ele entendeu como “acusação”, na verdade traiu sua própria consciência. Alckimin não o acusou de nada, apenas lhe dirigiu uma pergunta sobre as despesas com cartão corporativo e o desafiou a abrir seu sigilo. Nada justificou a reação de Lula. Consciência pesada por ação criminosa, claro, tem o dom de provocar o destempero suspeito que Lula apresentou.
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No texto da Tribuna na Imprensa podemos resumir a seguinte “situação”:
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a.- Na Secretaria de Administração da Presidência, atuam 22 pessoas com acesso aos ditos cartões. Só elas já gastaram 3,678 milhões neste ano. Contudo, isto representa “apenas” 2,6% do total. O restante é mantido em segredo. Injustificável segredo diga-se de passagem.
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b.- Das seis unidades subordinadas ao gabinete, tiveram gastos secretos a Secretaria de Administração e a Agência Brasileira de Informações (Abin). No caso da Abin, foram apontados como sigilosos os R$ 3,097 milhões gastos com os cartões.
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c.- Dos R$ 94.987,33 relacionados no Portal da Transparência, R$ 20 mil foram saques em dinheiro e também não há informação sobre onde foram gastos. Os gastos totais do Gabinete da Presidência por meio dos cartões corporativos foram de R$ 6,839 milhões entre janeiro e setembro deste ano.
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d.- Das seis unidades subordinadas ao gabinete, tiveram gastos secretos a Secretaria de Administração e a Agência Brasileira de Informações (Abin).
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e.- Os gastos e saques totais com os cartões corporativos da União somam R$ 20,756 milhões este ano, incluindo todos os ministérios e a Presidência. É quase o valor do ano passado inteiro, de R$ 21,706 milhões, e 46,6% maior que os R$ 14,1 milhões gastos em 2004, segundo dados do portal da presidência.
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f.- a prerrogativa do sigilo para garantia de segurança emperra o acesso aos dados.No ano passado, o TCU abriu investigação sobre os gastos, que ainda está em curso. Dados sigilosos divulgados na época falavam em saques de mais de R$ 1 milhão feitos por um único funcionário, em 2004. Especulava-se também sobre gastos indevidos para a primeira-dama, Marisa, e os filhos do presidente.
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Comentário do jornalista Reinaldo de Azevedo:
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“Lula ficou irritado a maior parte do tempo do debate, mas uma questão o tirou do sério e o fez, de dedo em riste (é que ele é muito humilde, e Alckmin, muito agressivo...), alertar a Alckmin para que não fosse “leviano”. Devia saber por que estava tão nervoso. Há um dado escandaloso na República. Ninguém sabe em que é empregado o dinheiro dos tais cartões corporativos. Os dados são considerados segredos de Estado. Acompanhem alguns números:
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e.- Os gastos e saques totais com os cartões corporativos da União somam R$ 20,756 milhões este ano, incluindo todos os ministérios e a Presidência. É quase o valor do ano passado inteiro, de R$ 21,706 milhões, e 46,6% maior que os R$ 14,1 milhões gastos em 2004, segundo dados do portal da presidência.
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f.- a prerrogativa do sigilo para garantia de segurança emperra o acesso aos dados.No ano passado, o TCU abriu investigação sobre os gastos, que ainda está em curso. Dados sigilosos divulgados na época falavam em saques de mais de R$ 1 milhão feitos por um único funcionário, em 2004. Especulava-se também sobre gastos indevidos para a primeira-dama, Marisa, e os filhos do presidente.
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Comentário do jornalista Reinaldo de Azevedo:
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“Lula ficou irritado a maior parte do tempo do debate, mas uma questão o tirou do sério e o fez, de dedo em riste (é que ele é muito humilde, e Alckmin, muito agressivo...), alertar a Alckmin para que não fosse “leviano”. Devia saber por que estava tão nervoso. Há um dado escandaloso na República. Ninguém sabe em que é empregado o dinheiro dos tais cartões corporativos. Os dados são considerados segredos de Estado. Acompanhem alguns números:
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a) De janeiro a setembro, os gastos da secretaria de Administração da Presidência somam R$ 3,678 milhões. Atenção, amiguinhos: isso nada tem a ver com a compra de café, água, uísque (para autoridades em coquetéis, claro...), papel higiênico, inseticida, lustra-móveis, caneta, livros (leitor voraz, vocês sabem...). Os gastos, vamos dizer, de escritório e manutenção têm verba do Orçamento.
b) Nos dois primeiros anos de mandato de Lula, os gastos com cartões corporativos da Presidência mais do que dobraram. Passaram de R$ 4,3 milhões em 2002, último ano do mandato de FHC, para R$ 8,7 milhões em 2004. Reitero: estamos falando apenas do Gabinete da Presidência.
c) Os gastos totais do Gabinete da Presidência, nesta modalidade, de janeiro a setembro deste ano, já somam R$ 6,839 milhões. Só a Abin responde por R$ 3, 097 milhões de grana secreta.
d) Os gastos com cartões corporativos, incluindo os Ministérios, já chegam, até setembro, a R$ 20,7¨milhões (durante todo o ano passado, foram de R$ 21,706). O mais impressionante é que, em 2004, quando o Gabinete da Presidência já gastava o dobro do que gastava FHC, a soma total era de R$ 14,1 milhões. Por alguma razão, também secreta, de um ano para outro, a gastança aumentou a bagatela de 50%.
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b) Nos dois primeiros anos de mandato de Lula, os gastos com cartões corporativos da Presidência mais do que dobraram. Passaram de R$ 4,3 milhões em 2002, último ano do mandato de FHC, para R$ 8,7 milhões em 2004. Reitero: estamos falando apenas do Gabinete da Presidência.
c) Os gastos totais do Gabinete da Presidência, nesta modalidade, de janeiro a setembro deste ano, já somam R$ 6,839 milhões. Só a Abin responde por R$ 3, 097 milhões de grana secreta.
d) Os gastos com cartões corporativos, incluindo os Ministérios, já chegam, até setembro, a R$ 20,7¨milhões (durante todo o ano passado, foram de R$ 21,706). O mais impressionante é que, em 2004, quando o Gabinete da Presidência já gastava o dobro do que gastava FHC, a soma total era de R$ 14,1 milhões. Por alguma razão, também secreta, de um ano para outro, a gastança aumentou a bagatela de 50%.
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Com efeito, eis um tema que tem de continuar rendendo no próximo debate e que tem de ser levado ao horário eleitoral pelos tucanos. Já houve funcionário com cartão corporativo que chegou a efetuar saque de R$ 1 milhão. Por quem alguém precisa de tanto dinheiro vivo?
Certa feita, irritada com a comparação com o governo anterior, a ministra Dilma Rousseff lembrou que o perfil da família de Lula era diferente do da família de FHC. Segundo entendi, com mais filhos, e mais jovens — um ainda secundarista (aquele que levou os amiguinhos para passear no palácio com avião da FAB) —, a família de Lula seria mais cara. É bom saber. Então vamos eleger Alckmin. Ele tem só três filhos e um neto. É mais barato.”
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A verdade é a seguinte: não existe NENHUMA razão de segurança para o assunto permanecer oculto à opinião pública. Nada justifica que o Sr. Lula e seu gabinete de operários ociosos e vagabundos torrem dinheiro público sem a obrigação de prestar contas à sociedade e com total transparência. Fossem despesas miúdas e de pequeno porte, necessidade decorrente de imprevistos de última hora, nem por isso se justificaria o SEGREDO e muito menos por questões de SEGURANÇA NACIONAL. Nem no tempo da ditadura militar se viu tal abuso e desrespeito com o dinheiro que é do povo brasileiro !
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E muito menos a justificativa se dá quando se vê o despropósito e o descontrole correndo e imperando soltos. Portanto, não apenas o Alckimin tem direito a exigir do senhor Lula que ele preste contas num debate, mas toda a nação brasileira tem sim o inarredável direito de exigir de Lula vir a público dizer onde e sob quais razões tem abusado do direito de gastar. Bem como o TCU tem por dever de ofício informar e apontar quais irregularidades têm sido constatadas no uso dos referidos cartões. Além de não caber à senhora Dilma Rousseff se sentir ofendida por ser cobrada ao esclarecimento. Todo o governo está a serviço do povo brasileiro, que paga a mais alta carga tributária do mundo, sem a contrapartida de serviços públicos decentes, e sempre que se cobra do Governo a falta de investimentos alega-se escassez de recursos. Contudo, juntando-se um desperdício aqui outro ali, um desvio lá outro acolá, chega-se a constatação de que estamos alimentando uma malta de larápios que insistem em se servir do governo apenas para sua própria satisfação pessoal. O mandato outorgado à Lula não incluía roubo, desvios, corrupção e toda a sorte de safadezas que seu desgoverno já produziu. E é saudável para o país estancar um pouco a febre dos novos "emergentes" ou dos "pequenos burgueses". Serviço público outorgado em mandato por voto popular é uma missão de trabalho e não instrumento de enriquecimento à custa do sacrifício de milhões que pagam impostos altos e escorchantes.
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E aos jornalistas “defensores” do “presidente-operário” um aviso: Lula é presidente do Brasil, e independente de sua origem e de sua vida pregressa, não se encontra acima da lei. Lula não pode pretender apenas para si aquilo que ele próprio sempre negou ao demais presidentes brasileiros: o direito da não crítica. Porque muito cresceu politicamente em cima justamente deste artifício e agora deverá ser medido pela mesma régua com que sempre mediu os demais. A crítica é sim pertinente, e a prestação de contas é antes de tudo uma obrigação de quem tem sido sustentado pelo povo brasileiro. A presidência não é propriedade exclusiva nem de Lula nem do PT, razão pela qual justifica-se a pergunta e a cobrança feita por Alckimin. Desrespeito é Lula fugir da sua obrigação de responder. Vê-se pelo montante absurdo de gastos que a boa idéia de Fernando Henrique está sendo convertida por Lula em uma ação imoral e irresponsável, razão pela qual denunciá-la é um direito nosso da qual Lula não pode nem se furtar nem tampouco omitir-se. Se nada houver de irregular, tudo bem: preste contas com a consciência tranquila. Mas continuar alegando necessidade de segurança para o sigilo é alimentar de que o uso dos cartões tem sido irregular, imoral e indecente. Só cafajestes insistirão na tese de haver preconceito em se cobrar do presidente, seja ele quem for, que preste contas de sua administração. E antes que se lhe outorgue outros quatro anos de mandato, precisamos que ele esclareça o que fez e o que deixou de fazer neste primeiro mandato. Sem mentiras e enrolação. Acho que está mais do que na hora do Lula pregar na prática o discurso que prega no palanque: a de que não joga sujeira para debaixo do tapete. Pelo menos justificará a educação que sua mãe lhe deu. Além, é claro, de cumprir com uma obrigação prevista em lei.
Certa feita, irritada com a comparação com o governo anterior, a ministra Dilma Rousseff lembrou que o perfil da família de Lula era diferente do da família de FHC. Segundo entendi, com mais filhos, e mais jovens — um ainda secundarista (aquele que levou os amiguinhos para passear no palácio com avião da FAB) —, a família de Lula seria mais cara. É bom saber. Então vamos eleger Alckmin. Ele tem só três filhos e um neto. É mais barato.”
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A verdade é a seguinte: não existe NENHUMA razão de segurança para o assunto permanecer oculto à opinião pública. Nada justifica que o Sr. Lula e seu gabinete de operários ociosos e vagabundos torrem dinheiro público sem a obrigação de prestar contas à sociedade e com total transparência. Fossem despesas miúdas e de pequeno porte, necessidade decorrente de imprevistos de última hora, nem por isso se justificaria o SEGREDO e muito menos por questões de SEGURANÇA NACIONAL. Nem no tempo da ditadura militar se viu tal abuso e desrespeito com o dinheiro que é do povo brasileiro !
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E muito menos a justificativa se dá quando se vê o despropósito e o descontrole correndo e imperando soltos. Portanto, não apenas o Alckimin tem direito a exigir do senhor Lula que ele preste contas num debate, mas toda a nação brasileira tem sim o inarredável direito de exigir de Lula vir a público dizer onde e sob quais razões tem abusado do direito de gastar. Bem como o TCU tem por dever de ofício informar e apontar quais irregularidades têm sido constatadas no uso dos referidos cartões. Além de não caber à senhora Dilma Rousseff se sentir ofendida por ser cobrada ao esclarecimento. Todo o governo está a serviço do povo brasileiro, que paga a mais alta carga tributária do mundo, sem a contrapartida de serviços públicos decentes, e sempre que se cobra do Governo a falta de investimentos alega-se escassez de recursos. Contudo, juntando-se um desperdício aqui outro ali, um desvio lá outro acolá, chega-se a constatação de que estamos alimentando uma malta de larápios que insistem em se servir do governo apenas para sua própria satisfação pessoal. O mandato outorgado à Lula não incluía roubo, desvios, corrupção e toda a sorte de safadezas que seu desgoverno já produziu. E é saudável para o país estancar um pouco a febre dos novos "emergentes" ou dos "pequenos burgueses". Serviço público outorgado em mandato por voto popular é uma missão de trabalho e não instrumento de enriquecimento à custa do sacrifício de milhões que pagam impostos altos e escorchantes.
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E aos jornalistas “defensores” do “presidente-operário” um aviso: Lula é presidente do Brasil, e independente de sua origem e de sua vida pregressa, não se encontra acima da lei. Lula não pode pretender apenas para si aquilo que ele próprio sempre negou ao demais presidentes brasileiros: o direito da não crítica. Porque muito cresceu politicamente em cima justamente deste artifício e agora deverá ser medido pela mesma régua com que sempre mediu os demais. A crítica é sim pertinente, e a prestação de contas é antes de tudo uma obrigação de quem tem sido sustentado pelo povo brasileiro. A presidência não é propriedade exclusiva nem de Lula nem do PT, razão pela qual justifica-se a pergunta e a cobrança feita por Alckimin. Desrespeito é Lula fugir da sua obrigação de responder. Vê-se pelo montante absurdo de gastos que a boa idéia de Fernando Henrique está sendo convertida por Lula em uma ação imoral e irresponsável, razão pela qual denunciá-la é um direito nosso da qual Lula não pode nem se furtar nem tampouco omitir-se. Se nada houver de irregular, tudo bem: preste contas com a consciência tranquila. Mas continuar alegando necessidade de segurança para o sigilo é alimentar de que o uso dos cartões tem sido irregular, imoral e indecente. Só cafajestes insistirão na tese de haver preconceito em se cobrar do presidente, seja ele quem for, que preste contas de sua administração. E antes que se lhe outorgue outros quatro anos de mandato, precisamos que ele esclareça o que fez e o que deixou de fazer neste primeiro mandato. Sem mentiras e enrolação. Acho que está mais do que na hora do Lula pregar na prática o discurso que prega no palanque: a de que não joga sujeira para debaixo do tapete. Pelo menos justificará a educação que sua mãe lhe deu. Além, é claro, de cumprir com uma obrigação prevista em lei.