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BRASÍLIA - A Polícia Federal já tem elementos para indiciar os dirigentes petistas, chamados de "aloprados" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tramaram a compra e divulgação do dossiê Vedoin, destinado a prejudicar candidaturas tucanas. O indiciamento ocorrerá na próxima etapa do inquérito, que foi entregue esta semana à Justiça Federal com pedido de mais prazo para conclusão das investigações.
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O procurador da República, Mário Lúcio Avelar, informou que hoje dará seu parecer sobre o pedido de prorrogação. Certos do indiciamento, à medida que forem sendo convocados para depor, os petistas seguirão uma estratégia comum de defesa instruída por seus advogados.
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A exemplo do que vêm fazendo na CPI dos Sanguessugas, eles negarão envolvimento na compra do dossiê e se recusarão a responder perguntas que produzam provas contra si, um direito constitucional. Mas não serão presos porque os crimes de que são acusados não são considerados de alto teor ofensivo e eles não representam ameaça à ordem pública ou à instrução do inquérito.
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Segundo a PF, as investigações realizadas nos últimos dois meses são suficientes para indiciar os envolvidos pelo critério de convencimento. A materialidade do crime está fartamente provada com a apreensão de R$ 1,75 milhão em poder dos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, num hotel de São Paulo, em 15 de setembro passado.
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Os diálogos telefônicos interceptados com autorização judicial e o cruzamento dos telefonemas trocados entre os envolvidos na tramam também confirmam as suspeitas. Mas a PF acha que pode avançar na coleta de provas materiais nessa terceira fase, que priorizará a linha de que o Diretório Estadual do PT de São Paulo é o responsável pela encomenda do dossiê.
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A hipótese da investigação é que o candidato do PT governo paulista, senador Aloizio Mercadante, era o maior interessado no dossiê, que envolvia o tucano José Serra, seu rival na disputa, com a máfia dos sanguessugas. As investigações comprovaram que o seu coordenador de campanha, Hamilton Lacerda, foi quem levou o dinheiro - R$ 1,75 milhão - da compra do dossiê para os petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, presos num hotel de São Paulo, em 15 de setembro passado.
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Tão logo a Justiça devolva o inquérito, o delegado Diógenes Curado, titular da investigação, irá a São Paulo ouvir o presidente estadual do PT, Paulo Frateschi, o tesoureiro, Antônio dos Santos, e o coordenador financeiro da campanha do senador Aloizio Mercadante ao governo paulista, José Giácomo Baccarin. Ele também fará diligências na transportadora de valores Transbank, que teria transportado parte dos reais apreendidos com a dupla petista.
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No relatório parcial entregue à Justiça, a PF concentra as suspeitas no PT paulista e poupa a direção nacional do partido e o Planalto. Conforme o relatório, a PF não tem dúvida do envolvimento direto de Lacerda na compra do dossiê. Imagens do circuito interno do Hotel Íbis Congonhas mostram o momento em que ele chega com a mala do dinheiro, apreendido a seguir com os petistas.
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Relatórios da área de inteligência da PF dando conta de que ele teria usado fraudulentamente o telefone da promoter Ana Paula Cardoso Vieira para articular a operação. As investigações da PF reuniram indícios de que os petistas cometeram vários crimes na trama, entre os quais fraude financeira, formação de quadrilha e estelionato.
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O delegado Curado acredita que o dinheiro veio de várias fontes, entre as quais caixa 2 do PT e contribuições de doadores privados e até de contraventores do jogo do bicho. A Petrobras ainda não figura no rol de suspeitas de integrar o pool de financiadores do dossiê, mas a PF pediu mais explicações sobre os telefonemas trocados entre Lacerda e diretores da estatal nos dias que antecederam a prisão dos petistas.
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Entre os seis petistas já listados para indiciamento, cinco são subordinados ao presidente licenciado do PT, deputado Ricardo Berzoini, até agora poupado por falta de provas do seu envolvimento. Além de Gedimar, Valdebran e Lacerda, figura na lista de indiciamentos, o ex-chefe do setor de inteligência do PT, Jorge Lorenzetti, acusado de ser o principal articulador da operação. Estão também Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil, e Osvaldo Bargas.
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O procurador da República, Mário Lúcio Avelar, informou que hoje dará seu parecer sobre o pedido de prorrogação. Certos do indiciamento, à medida que forem sendo convocados para depor, os petistas seguirão uma estratégia comum de defesa instruída por seus advogados.
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A exemplo do que vêm fazendo na CPI dos Sanguessugas, eles negarão envolvimento na compra do dossiê e se recusarão a responder perguntas que produzam provas contra si, um direito constitucional. Mas não serão presos porque os crimes de que são acusados não são considerados de alto teor ofensivo e eles não representam ameaça à ordem pública ou à instrução do inquérito.
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Segundo a PF, as investigações realizadas nos últimos dois meses são suficientes para indiciar os envolvidos pelo critério de convencimento. A materialidade do crime está fartamente provada com a apreensão de R$ 1,75 milhão em poder dos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, num hotel de São Paulo, em 15 de setembro passado.
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Os diálogos telefônicos interceptados com autorização judicial e o cruzamento dos telefonemas trocados entre os envolvidos na tramam também confirmam as suspeitas. Mas a PF acha que pode avançar na coleta de provas materiais nessa terceira fase, que priorizará a linha de que o Diretório Estadual do PT de São Paulo é o responsável pela encomenda do dossiê.
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A hipótese da investigação é que o candidato do PT governo paulista, senador Aloizio Mercadante, era o maior interessado no dossiê, que envolvia o tucano José Serra, seu rival na disputa, com a máfia dos sanguessugas. As investigações comprovaram que o seu coordenador de campanha, Hamilton Lacerda, foi quem levou o dinheiro - R$ 1,75 milhão - da compra do dossiê para os petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, presos num hotel de São Paulo, em 15 de setembro passado.
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Tão logo a Justiça devolva o inquérito, o delegado Diógenes Curado, titular da investigação, irá a São Paulo ouvir o presidente estadual do PT, Paulo Frateschi, o tesoureiro, Antônio dos Santos, e o coordenador financeiro da campanha do senador Aloizio Mercadante ao governo paulista, José Giácomo Baccarin. Ele também fará diligências na transportadora de valores Transbank, que teria transportado parte dos reais apreendidos com a dupla petista.
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No relatório parcial entregue à Justiça, a PF concentra as suspeitas no PT paulista e poupa a direção nacional do partido e o Planalto. Conforme o relatório, a PF não tem dúvida do envolvimento direto de Lacerda na compra do dossiê. Imagens do circuito interno do Hotel Íbis Congonhas mostram o momento em que ele chega com a mala do dinheiro, apreendido a seguir com os petistas.
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Relatórios da área de inteligência da PF dando conta de que ele teria usado fraudulentamente o telefone da promoter Ana Paula Cardoso Vieira para articular a operação. As investigações da PF reuniram indícios de que os petistas cometeram vários crimes na trama, entre os quais fraude financeira, formação de quadrilha e estelionato.
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O delegado Curado acredita que o dinheiro veio de várias fontes, entre as quais caixa 2 do PT e contribuições de doadores privados e até de contraventores do jogo do bicho. A Petrobras ainda não figura no rol de suspeitas de integrar o pool de financiadores do dossiê, mas a PF pediu mais explicações sobre os telefonemas trocados entre Lacerda e diretores da estatal nos dias que antecederam a prisão dos petistas.
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Entre os seis petistas já listados para indiciamento, cinco são subordinados ao presidente licenciado do PT, deputado Ricardo Berzoini, até agora poupado por falta de provas do seu envolvimento. Além de Gedimar, Valdebran e Lacerda, figura na lista de indiciamentos, o ex-chefe do setor de inteligência do PT, Jorge Lorenzetti, acusado de ser o principal articulador da operação. Estão também Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil, e Osvaldo Bargas.